Por João Messias Jr.Imagem: Divulgação
São mais de duas décadas de estrada, muitos shows e um crescimento gradativo com o lançamento de seus álbuns. Spellbound, sétimo disco de estúdio, não apenas aponta mais passos dessa escalada, como também aponta novos rumos.
Para quem não conhece o som dos finlandeses, eles praticam uma espécie de nova onda do power melódico, só que com timbres mais modernos e uma (agora ex) vocalista que realmente faz o lance acontecer: Noora Louhimo.
Quem acompanha a frontwoman desde que integrou a banda, percebe a evolução não só do grupo, mas dá extensão de sua voz, que em alguns momentos lembrava a Doro Pesch e com o tempo deixou a referência de lado, imprimindo um vozeirão poderoso, melódico e agressivo nos momentos certos.
Com uma uma ótima produção e trabalho gráfico de primeira, Steelbound tem início com The Burning Within, dona de riffs pesadíssimos e um refrão pop sensacional. Já Here We Are os teclados são mais na cara, enquanto a faixa título do cd é aquele som envolvente, feito pra dançar, totalmente pop, super bonder, com um refrão apoteótico.
Twilight Cabaret vem com referências da música latina, caribenha e fusion, num mix sensacional. Last Goodbye é bombástica, The Long Road é um interlúdio épico. Blood of Herpes mantém a vibe épica com sutis toques folk. Angel of Midnight é outro momento dançante do disco, totalmente AOR, com a atmosfera dos anos 80.
Riders of The Storm mescla o folk com teclados dançantes e Watch The Sky Fall é a saideira do disquinho, com riffs na cara e vozes pra lá de grudentas, coroando esse disco vencedor.
Embora não apresente nada de novo, Steelbound é tocado de forma envolvente, em especial a atuação de Noora Louhimo, que deixou a banda em dezembro/2025 para focar em sua carreira solo. Os remanescentes já anunciaram a igualmente talentosa Marina La Torraca (Exit Eden, Phantom Elite, Avantasia), o que nos anima para a nova era de ambos os lados.
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