quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Witchhammer: Ode to Death (2006/2026)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Após três discos memoráveis, veio um hiato, que quando ouvimos "Ode to Death", percebe-se que o tempo só fez bem ao Witchhammer, pois conseguiram não apenas manter as qualidades apresentadas nos primeiros trabalhos, pois conseguiram trazer algo novo, deixando o trabalho marcante e perfeito para trues e novatos.

Essa versão avaliada é uma edição comemorativa de duas décadas do seu lançamento e o que posso dizer que tanto o áudio quanto o projeto gráfico ficaram memoráveis, tornando um item imperdível.

Oija Board abre o álbum com as "maluquices" a mostra. Quebradona, agressiva, trabalhada , com vozes iradas até guturais, além de contar com a participação de figurões como Vladimir Korg (The Mist). Me Dawn Lawless Killer é intrincada e instigante, Metaphysics é feita pro povo e Wrath of Witchhammer é pura raiva.

Dartherium é uma regravação do debut que ficou ainda mais brutal, Machine of War é viciante, Kill Us é viciante com ares de opera metal, Remains The Same é uma balada thrash, Dartherium III é energia pura e Witchery é sombria,  grudenta e pode ser considerada uma das melhores músicas escritas sobre a bandeira thrash metal.

Headbangers United possui paradinhas mortais, Weekend in Auschwitz é mortifera, World Generation possui grooves contagiantes e o álbum se encerra com Perseguição, cover do Sagrado Inferno, que coroa esse excelente álbum, que é obrigatório aos fãs de música pesada.

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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Witchhammer: The First and The Last (1988/2018)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Não vou dizer que foram injustiçados (palavra que aos poucos estou tirando do meu vocabulário), mas é fato que os thrashers mineiros mereciam uma visibilidade no nível das suas "colegas de selo" (Sepultura, Overdose, Vulcano e Sarcófago).

Com quatro décadas de estrada (e uma pequena pausa no caminho) trilharam os caminhos das demos e a clássica participação na clássica coletânea "Warfare Noise II", em 1988, ano que lançaram o debut "The First and The Last".

A versão que comentarei com vocês é o relançamento de trinta anos, que possui um projeto gráfico fantástico, feito por Fernando Lima (Drowned), além de uma remasterização feita por Fabio Golfetti (Violeta de Outono).

Medicine Blues abre o disco de forma não usual, pois começa narrada, depois entra um baita solo e descamba para o classic rock. The First é visceral e mortífera, Misery's Genocide é pesadíssima é feita pra bangear e Who Is Fat? possui riffs geniais, muito groove e vocais doentis.

Harmony of Violence é bem trabalhada, Words of Desolation é inspirada na "Bay Área", Dartherium soa bem dramática e And The Last é visceral e hipnotizante, encerrando esse disco que beira a perfeição e mostra que a banda estava a frente dos seus colegas de estilo em muitos aspectos, pela ousadia e "maluquices" nas canções.

Vale dizer que essa versão contém a regravação do album feita pela banda que apesar de uma diferença aqui e ali, manteve a fidelidade e a qualidade da original.

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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Opus Tenebrae: Ocean's Rage (2026)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Se no debut, a banda teve como empecilho a qualidade da gravação, aqui a banda conseguiu executar tudo com maestria. Desde a ótima qualidade da gravação, belo projeto gráfico e o principal: músicas vibrantes e empolgantes, que mantém a linha do primeiro álbum, a mescla de música celta com metal extremo.

Voltando a falar da parte gráfica temos um digipack simples e bonito, tendo um encarte que vira poster, o que faz a alegria dos amantes da mídia física.

O Conxuro abre o trabalho, que é uma narração perturbadora, Ancient Aquelarre começa bem folk, só que descamba para o extremismo, tendo um instrumental poderoso e vozes ríspidas. Last Sigh of Deadman possui ótimos solos e A Compana de Animas é bem assustadora, com climas que vão do doom até o black/death.

A faixa título é instigante e arrepiante, Perperam Regnum é recheada de climas, que vão dos etéreos aos mais agressivos, The Siren of Salvora (The Horse's Island) apesar das melodias, transborda ódio e Negra Sombra encerra o álbum de forma mais épica e introspectiva.

Um excelente disco que teve tudo feito de forma esmerada, desde a captação do som, a preocupação com o encarte e claro, excelentes músicas. Tudo de forma evoluída sem abrir mão da proposta musical do início de carreira.

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terça-feira, 8 de setembro de 2026

Opus Tenebrae: Opus Tenebrae (2015)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Surgida em 2003 na cidade de Santos (SP), fazendo um mix de música celta e metal extremo, a qual tive a felicidade de assistir ao vivo em 2011, quando foram uma das bandas de abertura do Eluveitie em São Paulo, evento que contou também com os curitibanos do Hawthorn.

O primeiro full só saiu em 2015 e analisando a gravação, ela poderia ter sido melhor, talvez o auxílio de um produtor resolvesse a coisa aqui, mas o resultado está longe de ser ruim. Aurea Hyspania abre mostrando a mescla que disse no primeiro parágrafo. Exortus é mais brutal e Fugnae Aeternum é bem climática.

Opera Mortis começa etérea e vira algo amedrontador, In My Bloco viaja pelo mundo celta, Under The Sign of Cain conta com ótimas guitarras e vocal pútrido, Thereomorphic Encarnations tem como referência o metal extremo brasileiro dos anos 90 e a saideira vem com Celtic Mystery, que é viajante e pesada. Vale dizer que as gaitas de fole ficaram a cargo de May de La Pena.

O que foi percebido na audição é que o Opus Tenebrae é uma banda que não tem medo de sair da zona de conforto e com uma gravação melhor teria alçado vôos bem mais altos.

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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Mr. Big: Ten (2024)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 


Álbum de despedida dessa dream team de hard
rock. Como fã, confesso que não estava animado em ouvir, ainda mais que não temos mais o baterista Pat Torpey conosco. Mas nosso dever é resenhar e vamos lá...

... Com uma capa nos padrões do grupo, recebe uma ótima produção a cargo de Jay Ruston (Everclear, Anthrax, Stone Sour, além de contar que deu um ar contemporâneo ao disco, além de contar com Nick D'Virgilio nos tambores, fazendo um excelente trabalho.

Basicamente composto pelo Eric Martin e Paul Gilbert, o trabalho abre com Good Luck Trying, que mostra a tônica do CD. Com bases no classic rock, com as "fritacões" caracteristicas da banda. I Am on You possui um excelente refrão, enquanto Right Outra Here é densa e "esquisitona".

Sunday Morning Kinda Girl é um rockão vigoroso e abre caminho para a balada Who We Are, que é bem emocional. As Good As Gets conta com ótimos solos, What Were You Thinking é um rock com pegada vigorosa e Courageous é o ponto alto do álbum, por ser puro grude.

A reta final vem com Up On You, que é pura viagem, The Frame é bem envolvente e 3 Days on The Road é um bônus, que não verdade é um cover do cantor soul Howard Tate, que ficou a cara do quarteto.

Como fã de música, digo que "Ten" é um ótimo trabalho, agora como fã da banda, não bate os álbuns clássicos. Jamais imaginei encerrar uma resenha dessa forma, mas foi necessário para situar você leitor.

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terça-feira, 1 de setembro de 2026

Mr. Big: Mr. Big (1989)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Talvez pelo curriculum dos caras, não haveria nome para dar, senão "Senhor Grandão". Saquem só, o baixista Billy Sheeham veio da banda do David Lee Roth, o guitarrista Paul Gilbert do Racer X, o baterista Pat Torpey tocou com Robert Plant e o vocalista Eric Martin era um artista solo da Capitol Records.

O resto é história, hits e tours pelo globo terrestre, mudanças de formação, tretas, idas e vindas até que em 2024, com a partida de Pat, encerraram as atividades com Ten, que acredito não ser o último disco dos caras...

... Indo ao que interessa, em 1989, lançaram seu primeiro álbum, auto intitulado, que tinha uma pegada um pouco mais crua a qual estamos habituados. Impressão reforçada pela qualidade da gravação, que soa como uma demo. 

Addicted to that Rush abre o álbum com muita energia, assim como Wind Me Up. Merciless é o primeiro hit do disco, graças aos ritmo guiado pelo groove e funk. A próxima é uma balada, talvez 9 maior trunfo dos caras na carreira. Atendendo por Had Enough, é bem emotiva e Blame on my Youth é pesada com ritmo dançante.

Take a Walk tem ritmo mais cadenciado, Big Love é doce, alegre e inocente, How Can You Do What You Do tem um ótimo solo. Anything For You encerra a trinca de baladas cheia de dramaticidade. Rock and Roll Over encerra o track normal do CD, com um refrão que define o que é o rock em nossas vidas.

O álbum contém um bônus track, que é 30 Days In a Hole, cover do Humble Pie, que embora não tenha tido grandes mudanças, ficou a cara da banda, encerrando essa ótima estreia dos caras, que se não fosse a gravação... 

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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Macucos: Macucos (2002/2026)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Falar do Macucos é evidenciar que é possível conseguir as coisas pelo talento. Certa vez, um famoso produtor musical, viu um show da banda capixaba, cujo fruto foi um contrato com a gravadora Sony Music, que lançou o primeiro álbum do grupo em 2002, que em 2026 ganhou uma caprichadissima versão em vinil dos "Amigos do Vinil", que promovem um trabalho brilhante na fomentação da música do Espírito Santo.

Adeptos do reggae, os caras tem aí seu favor passear com maestria pelo som mais tradicional do estilo como nos caminhos mais pop, além de um trabalho diferenciado de guitarra.

Como já é tradicional do selo, o trabalho gráfico é fantástico e a remasterização para o disco ficou homogênea e nivelada, sendo possível ouvir tudo com clareza. Mãe Natureza abre o disco de forma envolvente e camas de vozes. Aço e Concreto possui melodias de puro grude e Haverá é aquele momento de transe, onde o corpo dança de forma instintiva.

Cidade de Cor é uma espécie de balada, Além do Mar é cativante e Meninos do Brasil encerra o lado A do vinil elevando o astral na estratosfera. A outra metade da bolacha começa com Magia, onde os "passinhos" rolam de forma instantânea. O Som que Encanta é mais roots, Não Quero Mais é o ápice do álbum, com uma guitarra quase hard Rock.

A reta final do bolacháo vem com Stop é outro momento mais tradicional, Meu Mar retoma a vibe mais envolvente e O Fio da Navalha encerra o trabalho de forma mais densa com uma letra pra lá de reflexiva, que continua atual.

Um disco que beira a perfeição de uma banda que entendeu que para fazer um bom disco não é necessário invenções, apenas executar música boa.

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terça-feira, 25 de agosto de 2026

Lordose pra Leão & Pop Jazz Orquestra (2026)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Disco que comemora os trinta e cinco anos de estrada do grupo capixaba, que escolheu os melhores mundos para isso: um disco ao vivo e no formato de vinil.

Gravado de forma analógica, o trabalho tem uma excelente captação de áudio, que deixou as canções grandiosas e orgânicas, como um disco nesse formato tem de ser. O projeto gráfico é um dos mais bonitos do meu acervo, capa gatefold, ilustrações em quadrinhos, encarte, tudo feito com esmero capricho é em prol dos amantes do colecionismo.

A banda abre o disco com um dos seus maiores sucessos: Jullietzsch. A seguinte, Falsos Mendigos é pura energia, Ananias e o Cavalo é instigante, Filme de Terror possui um pique festeiro e Tudo, que encerra o primeiro lado do vinil é bem pesada, com uns arranjos bem metal inclusive.

A Volta abre o lado B do LP, de forma irreverente (uma das marcas da banda), Homem Pássaro possui ótimos arranjos, Fabito tem um trabalho instrumental impecável, Bichos é aquele som pra cantar junto e a festa se encerra com uma versão pesada para Frevo Mulher, hit do cantor Zé Ramalho, que ficou sensacional.

Daqueles discos para se escutar infinitas vezes, pois é sincero e verdadeiro, ao contrário de muitos trabalhos lançados nesse formato, que sofrem tantas mexidas que nem merecem ser chamados de ao vivo.

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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Prophetic Age: Evolution's Decay (2025)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Um pouco de nostalgia. O ano era 1997 e lembro de uma fitinha que fazia muito barulho no cenário. Era o primeiro trabalho do Prophetic Age, que apostava num black metal de primeira, que apesar da agressividade, já mostrava os caminhos sinfônicos e até progressivos que investiram no futuro.

Foram dez anos de estrada, muitos shows com nomes nacionais e internacionais até que a banda entrou num hiato. Quinze anos depois, houve o retorno com o lançamento do EP "Desolated Landscape" e recentemente o tal aguardado full "Evolutions Decay".

Com uma excelente gravação feita no Dual Noise, o trabalho mostra que o quinteto está afiado com seu black metal recheado de elementos sinfônicos e progressivos e vocais com diversas facetas.

Doomsday Clock é uma intro cinematográfica e horripilante, Ravenous apresenta vozes vampirescas, Visitors soa bem brutal, com solos caóticos. Dive Into Darkness é macabra e Abomination possui diversas nuances, soando matadora em todos.

A faixa título é bombástica, Darkness and Storm possui vozes agonizantes, None of the Weak Will Stand é perturbadora, The Living Dead é feita pra bangear e Beasts of the Haunted Night encerra o disco com vozes gélidas e ritmo viciante.

O álbum mostra que os anos inativos não alteraram o curso da banda, que continua praticando uma música maléfica e agradável aos ouvidos e pescoços. 

Vale citar que o álbum é mais um lançamento da UBL (Union of Black Labels), que aos poucos vem se tornando um dos selos mais importantes do underground.

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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Uganga: Ganeshu (2025/2026)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Todo vídeo ou resenha escrita que produzo para os veículos, busca seguir o que deveria ser o jornalismo, que seria passar a mensagem com clareza ao receptor ou ouvinte. Confesso que esse processo sempre me deixa ansioso, ainda mais quando tecerei palavras e linhas de um grupo que considero um dos mais mortíferos do underground nacional: o Uganga.

Sempre tendo a frente o vocalista Manu Joker (ex-Sarcófago/Angel Butcher), a banda passou por uma profunda mudança de formação, o que talvez represente a intensidade presente em Ganeshu, que mostra todos os elementos do grupo, só que tudo potencializado vezes dez, mesclando metal, hardcore com uns temperinhos a mais.

Lançado originalmente em 2025, ganhou um ano depois sua versão física, tendo um digipack caprichado, encarte detalhado e uma das capas mais bonitas dos últimos tempos.

Guiado pelos quatro elementos, o álbum começa com a enigmática intro Igarapés. A Profecia vem metendo os pés no peito do ouvinte e Confesso apresenta muito Groove e um ritmo mais cadenciado.

Tem fogo é puro banging, Sonho é pesadona, Psicoraio Dub é um momento bem viajante do disco e Exú Não Passa Pano pode ser considerada o hit do disco, graças a suas guitarras viciantes e o refrão se impacto.

Dr. Ones é um interlúdio psicodélico, a faixa título é pura introspecção, graças aos seus climas etéreos, mesclando de forma perfeita dub, reggae e metal. Pressentimento é um bônus da versão física, que é uma espécie de "outro", um dueto mais hip hop de Manu e Isabela Melo, encerrando mais um puta disco dessa banda que não tem disco ruim.

Por ter menos de meia hora, "Ganeshu" é daqueles trabalhos que devem ser ouvidos infinitas vezes sem enjoar.

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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Erasy: Some Nice Flowers (2020)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Esse é o segundo full desse quarteto baiano, que aposta num mix sorumbático de doom/stoner/sludge, cuja miscelânea é pesada, arrastada e viajante. A arte gráfica chama a atenção pela utilização de preto e branco, além de contar com um interessante texto contando sobre a temática do álbum: o vazio existencial, além de uma boa produção, que deixou tudo vibrante e orgânico.

Com faixas que alternam entre os três e oito minutos, o disco abre com Motivacional Message, cheia de fuzz, lisergia e vozes desesperadoras. Já The Truth is Everywhere possui vozes esganiçadas, climas densos e solos interessantes, enquanto Memento Mori, que conta com a participação do vocalista Edmar Oliveira soa bem Candlemass, além de possuir um dueto bem interessante.

A faixa título é mais introspectiva, contendo algumas narrações, Look Into Emptiness flerta com o black metal, Wisdom Comes From The Ashes provoca um transe no ouvinte, além de encerrar o track normal do álbum. 

Em seguida temos os bônus Under The Moonlight e The Deal, ambas macabras e pesadíssimas.

Some Nice Flowers é como assistir seu filme favorito várias vezes, pois a cada audição, é possível sacar nuances diferentes, o que soa legal demais para quem gosta do ritual de ouvir música, em especial com fones.

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terça-feira, 11 de agosto de 2026

Cold Burial: Accursed Act of Eternity (2023)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Esse é o primeiro e até então único registro dessa one man Band formada por Sepherus Dutra (Prometean Gate/Temple of Hyperborea), que apesar de também investir no black metal, soa diferente por soar mais sinfônico, perturbador e até mais progressivo que os outros grupos citados.

Com oito faixas e uma boa produção gráfica e sonora, o disquinho abre com Conjuring The Demonic Symphony, que é mórbida e assustadora. Crimson Shadows of Mortality bate aquela nostalgia gostosa, daquele black/doom noventista que ficou nos corações daqueles que viveram a época.

Prelude to Damnation é mais cadenciada, Serenade of the Damned soa agonizante, enquanto Whispers of Eternal Torment é curta e grossa. Na sequência temos Eternal Descent into Darkness possui riffs que colam na mente e From Ashes to Inferno ganha momentos épicos e atmosféricos em seu decorrer.

O final vem com a longa Infinity Desolation. Com mais de quinze minutos, que temos uma síntese do cd, com mórbidas sinfonias e climas agonizantes.

Um excelente trabalho, que embora seja chover no molhado, mostra o quão poderoso é o cenário black metal nacional, que nada deve aos cenários dos outros continentes.

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quarta-feira, 17 de junho de 2026

Atualizando....

Por João Messias Jr.
Imagem: Arquivo Pessoal

Boa tarde a todos!

Que essas linhas tortas encontrem todos bem. Atualizando a pausa, posso dizer que hoje vejo uma luz aqui. Afinal, já estamos ambientados (tem uma feira sensacional aqui, diga-se de passagem), mas o assunto é o canal e estamos dentro do cronograma.

A fonte do notebook desapareceu na mudança e confesso que me surpreendi com o preço, mas esses percalços serão resolvidos no mês de julho, onde nossas atividades, retomadas. Tanto que já estou dando a dica do que vai rolar na volta. Estamos recebendo materiais, esse com uma história bem curiosa que põe em xeque a idoneidade de entregadores de empresas de aplicativos e aquela estatal famosa que passou da hora de privatizar.

É isso, estamos firmes e fortes. Num curto período sabático, porém com muita fé e sempre acreditando que nada é por acaso!

Abraços e até breve!

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Sobre o canal....

Por João Messias Jr.
Imagem: Arquivo Pessoal 

Salve camisas pretas, tudo bem com vocês?

Sei que muitos estão querendo saber do canal. Pois bem, havia explicado no post anterior que mudamos de uma forma que não estava nos planos. Todo mundo que passa por isso sabe que o processo é angustiante e sofrido, fora os perrengues, enfim...

Após a adaptação e praticamente tudo organizado, venho a vocês dizer que: voltaremos, mas não agora e os motivos são simples. Meu celular não tem mais condições de gravar vídeos com o mínimo de qualidade e nesse vai e vem de coisas o meu ring light quebrou de forma irreversível. Situações que serão resolvidas no próximo mês.

Fico chateado por passar esse tipo resposta a vocês. Só que decidi retomar as atividades com o blog e na próxima semana teremos resenhas inéditas, para não ficar tanto tempo sem apresentar nada novo.

É isso, um grande abraço, cuidem-se e acompanhem as novas resenhas do blog: 

terça-feira, 12 de maio de 2026

Atualizações....

Por João Messias Jr.
Imagem: Arquivo Pessoal


Hoje é dia de fugir daqueles textos mais jornalísticos e bonitinhos, pois apesar das grandes (e melhores) expectativas, temos de passar pela parte da transição. Para aqueles que sabem, toda mudança é uma fusão de sentimentos bons e ruins, desde a parte de empacotar coisas, cuidar para que tudo chegue bem no novo destino, mas o que pega aqui de fato é o seguinte: você estar impedido de fazer o que realmente gosta e que lhe proporciona prazer.

Como já se vão mais de vinte dias desde o último vídeo do canal, era o momento de atualizar como está o andamento das coisas.

A foto mostra o cenario encaixotado no piso térreo da casa que estamos e, acredito que no máximo em quinze dias iremos para o nosso novo canto, onde serão produzidos os próximos vídeos e posso garantir a vocês que voltaremos com sangue nos olhos (afinal, nunca estamos sozinhos), inclusive com novas aquisições sendo realizadas e claro, buscaremos compensar cada semana de ausência.
Não há uma data clara de retorno, e aos poucos iremos inserir atualizações por aqui ou pelos shorts.

É isso, grande abraço, continuem firmes, afinal, já já teremos a copa (o menino Ney precisa ir) e torcendo aqui para a Coreia do Sul ir o mais longe que conseguir.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Riffcoven: O Caminho do Aço (2023)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Esse é o segundo full dessa banda de stoner/doom, que tem membros que fazem parte de formações como Jupterian e Infamous Glory. Ou seja, estamos falando de gente gabaritada.

A arte feita por Gustavo Pelissari é maravilhosa e o CD conta com uma ótima producao. Colocando a bolachinha pra rolar, tudo tem uma cara própria, feita de forma densa, pesada e viajante, que chama a atenção pelas vozes caóticas, que trazem na mente o Vital Cavalcante, conhecido por fazer parte do Jason e ter cantado no Matanza Inc.

Cidadela do Caos abre o disco de forma arrastada e perturbadora, Lamento de Ur é instigante e o ápice do trabalho vem com Assalto Brutal ao Templo da Morte, que é veloz, bem rock and roll, que recebe um refrão inspirado, cheio de dobras e excelentes solos.

Santo dos Assassinos é brutal e assssustadora, com um final etéreo, Encontro com Rama é melancólica e O Vale das Mulheres Perdidas é macabra, com partes cadenciadas e o encerramento vem por meio de A Torre do Elefante, que possui momentos hard rock e momentos de transe no final.

Um disco legal pra cacete, que é viciante e viajante. O mais bacana de tudo foi saber que os caras estão preparando disco novo e que com certeza será resenhado aqui.

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terça-feira, 14 de abril de 2026

Espectro: Espectro (2022)

Por João Messias Jr. 
Imagem: Divulgação 

Sabe aquela banda que acerta até no nome? É a sensação que temos ao ouvir o primeiro álbum lançado pelo quarteto paranaense. Lançado em 2022, chama a atenção pela gravação orgânica e duas curiosidades no encarte: as fotos foram feitas por Mateus Cantaleano (Creatures), além de contar com um texto interessante feito por Pedro Poney (Violator).

Musicalmente temos caras que fazem um som empolgante que transita entre o stoner/rock and roll/psicodelia, com muito peso e eletricidade, como escutamos em Freeway Ride, que abre o CD de forma caótica.

Inner Fire conta com vozes perturbadoras, Death Dealin tem um clima festeiro, Wolf se caracteriza pela psicodelia e Mindlord é bem instigante e chapadona. A reta final do álbum vem com 1000 Nights, cheia de groove e Crimson Star, que em seus oito minutos é densa e intimidadora.

Bela estreia e vale dizer que a banda soltou em 2025 o 7 EP "Dead or Night" e recentemente abriu o show dos gringos do Kadavar em São Paulo, ao lado do Hammerhead Blues.

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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Violator: Unholy Retribution (2025)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Os brasilienses do Violator são aquele tipo de banda que possui uma história bonita no underground, tendo feito inúmeras tours nacionais e internacionais,  lançado discos memoráveis e mais importante: construindo novos capítulos em sua trajetória, como o novo álbum do quarteto: Unholy Retribution.

Para quem conhece a banda, ela investe num thrash agressivo, com fortes referências oitentistas e nesse trabalho não foi diferente. Com uma ótima produção que deixou tudo na cara e um projeto gráfico a altura do grupo, nos resta "apenas" ouvir as canções. Hang the Merchants of Illusion abre o disco com agressividade e riffs cortantes. Cult of Death é visceral, Persecution Personality se destaca pelo groove e vozes caóticas. Destroy the Altar possui partes que esbarram no hardcore, The Evil Order tem jogos de vozes bem interessantes. 

A trinca final do álbum vem com a impiedosa Chapel of The Sick. Na sequência temos Rot In Hell, que começa lenta e se transforma em pura adrenalina. A saideira do álbum vem com Vengeance Storm, que começa bem trabalhada, com.um interessante sincronismo de guitarras até mostrar a verdadeira face da banda: brutal.

Apesar dos longos doze anos de espera, ouvir cada nota de "Unholy Retribution" é perceber que apesar da demora, valeu a pena (é muito) esperar.

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segunda-feira, 6 de abril de 2026

Biohazard: Divided We Fall (2025)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Tai uma banda que tive a felicidade de assistir ao vivo (pena que não foi um bom show) e embora não tivesse nada na coleção, sempre foi um grupo que gostava (e gosto) de assistir seus vídeos, acompanhar as notícias e tal. Panorama que mudou quando assisti o vídeo de F...The System, que veio como uma intimação a adquirir o novo álbum do quarteto, "Divided We Fall" (título genial).

Com um ótimo trabalho gráfico e uma produção cristalina e pesada feita por Matt Hyde (No Doubt, Slayer, Monster Magnet), o cd abre com a já citada F...The System, onde de cara você percebe que a magia está de volta e o mais legal, renovada e sem amarras. Forsaken é violenta é ótima divisão de vozes e Eyes of Sin é cortante e com ótimos momentos hip hop.

Death of Me é instigante e sombria, Word to The Wise de é puro hardcore, The Fight to be Free é recheada de groove e War Inside Me chega a ser intimidadora, tamanha agressividade. S.I.T.F.O.A. é uma grata surpresa, na linha dos clássicos "Urban Disciplinar" e "State of World Andress", onde você imagina a galera do Onyx em algum momento.

A trinca final do disco vem com a incendiária Tear Down The Walls, a contagiante  I Will Overcone e a saideira Warriors que possui em refrão épico em meio a violência sonora.

Um retorno triunfal, que já coloca "Divided We Fall" entre os três melhores álbuns já feitos pela banda, que diga-se de passagem, não tem disco ruim.

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sexta-feira, 3 de abril de 2026

Profane Creation/Abigail: Agmina Impius/Sons of Satan (2017)

Por João Messias Jr.
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Lançado em 2017, esse split LP conta com duas bandas bem cultuadas do underground: os brasileiros da Profane Creation e os nipônicos do Abigail, que fizeram algo interessante: cada banda dividiu um lado do vinil, onde mesclaram músicas de estúdio e ao vivo.

Começando dos brazucas, a banda entre idas e vindas, tem trinta e quatro anos de caminhada e bate até uma nostalgia ao falar de uma das bandas mais cultuadas do black metal nacional dos anos 90. Para ter uma noção, os zines xerocados eram a internet que tínhamos. A cada dez publicações, oito figuravam a banda, seja por resenhas ou entrevistas.

A "metade" da banda começa com uma intro bem macabra, que abre caminho para a caótica Portal  do Inferno, Unholy Hordes é impiedosa, Lamentation possui partes cadenciadas, Nema é recheada de morbidez e Abomination se destaca pelos vocais assustadores.

O quarteto encerra sua participação com a clássica No Mercy, que é impossível não sentir saudades de três décadas atrás, graças a nostalgia ríspida, gélida e viciante. Uma pena que a gravação não está boa, mas é só aumentar o volume e curtir.

Com o mesmo tempo de estrada dos brasileiros e uma gravação um.pouco melhor, o Abigail, embora ríspido e veloz, investe nos caminhos do speed/black metal, onde se imagina que o trio faz um pandemônio nos palcos. O que ouvimos logo na faixa título, dona de um pique visceral.

Black Metal Pussy Cat é movida a adrenalina, Satanic Metal Fucking Hell é puro Motörhead, Hell's Necromancer é aquele momento que se imagina muitos bangers se amontoando nas rodas e eles deixaram o melhor para o final. Prophecy of Evening Star é inspirada na NWOBHM (instrumental), com ótimos solos, encerrando esse bolachão no maior alto astral.

Vale dizer que ambas as bandas estão por aí,  inclusive os "japas" , que adotam splits, dividiram um álbum com os brasileiros do Thrashera.

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terça-feira, 31 de março de 2026

Warlock: Hellbound (1985)

Por João Messias Jr.
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Apesar da banda ser rotulada como um grupo de heavy metal, o quinteto mescla o estilo como doses bem vindas de hard rock (visando o mercado norte americano), cuja união ficou forte, pesada e homogênea. O que faz do segundo álbum dos germânicos, um disco poderoso.

Com uma produção crua, porém nítida, o album tem início com a faixa título, que è energética, com ótimo trabalho de guitarras e vocais. All Night é mais sombria e introspectiva, Earhshaker Rock é explosiva, Wratchild tem toques hard e Down and Out, que encerra o lado A do vinil com um pique festeiro.

O lado B tem início com a contagiante Out of Control, na sequência temos a arrebatadora Time to Die, Shout It Out possui guitarras na cara e a banda encerra o disco de forma inusitada, com uma balada.

Catch My Heart, é um puta som. Melancólica, sofrida e legal pacas, onde da pra imaginar a Doro cantando em volta de um.velario.

Daqueles discos de escutar infinitas vezes...

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sexta-feira, 27 de março de 2026

Wendy O. Williams: Kommander of Kaos (1986)

Por João Messias Jr.
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Conhecida pelo seu trabalho com o Plasmatics, além das suas performances chocantes e sensuais, a vocalista Wendy O. Williams se lançou em carreira solo e no ano de 1986 lançou seu segundo álbum, chamado "Kommander of Kaos".

Fazendo um mix energético de metal e punk, o disco chama a atenção pela gravação suja e muito próximo do que deveria ser ao vivo, o que proporciona uma audição agradável para os fãs dessa linha musical.

Hoy Hey (Live to Rock) abre o álbum de forma energética e explosiva, Pedal to The Metal é mais rock and roll e Goin Wild possui um refrão apoteótico. O primeiro lado do LP se encerra com Ain't None Your Business, som ao vivo incluído no trabalho que è bem punk'n'roll.

Party abre o lado B retomando o pique visceral, Jailbait possui ótimas guitarras, Bad Girl é um hard irresistível, assim como Fight for The Right e a saideira vem com F... That Booty que mescla heavy e punk, encerrando o álbum de forma bem legal.

Um puta disco, daqueles de se ouve de ponta a ponta diversas vezes sem enjoar.

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quarta-feira, 25 de março de 2026

Camarones Orquestra Guitarristica: Rytmus Alucynantis (2015)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Conheci esse quarteto graças ao saudoso selo Heart Bleeds Blue por meio de uma caixa misteriosa. Pura viagem instrumental, que tem como base a surf music, com uns temperos aqui e ali que proporcionam uma audição agradável e viciante dos potiguares.

Silêncio, Barulho a Vista abre o disco com guitarras pesadas e um certo minimalismo, Apocalypso é pura viagem, a faixa título é arrastada e Tsunami mescla reggae com música nordestina. Cat Friends é bem rock and roll, Down The Ball possui quebras de ritmo bem legais e um final bem melancólico.

Xadrez com Karpov é bem super bonder, Ponta Negra Rocksteady é um mix de MPB com música havaiana, Tex Mex Camino é bem introspectiva, Final Feliz é contagiante e Charme Chermont encerra o álbum com regionalismos bem sacados.

Rytmus Alucynantis foi um disco que proporcionou a banda percorrer diversos estados e exterior, mostrando o poder da música instrumental feita no Brasil.

Link da resenha no YouTube:
https://youtu.be/etjtgwoL7pQ

terça-feira, 24 de março de 2026

Lucifer: Lucifer III (2020)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Donos de uma sonoridade única, que faz um som denso e macabro, comandado pelos envolventes vocais de Johanna Sadonis e escolhi falar desse álbum que mudou o patamar do grupo: de um grupo relegado ao público setentista a massa do metal.

Os primeiros álbuns são maravilhosos, mas tudo aqui é maior e melhor. Desde produção, nível técnico e claro, a qualidade das canções, como Ghosts, que abre o disco. Dona de guitarras psicodélicas, ritmo pulsante e contagiante. Midnight Phantom é hipnótica e Leather Demon é melancólica.

Lucifer é visceral, Pacific Blues é bem arrastada e caminhos macabros acontecem em Coffin Fever. O hard rock dá o ar da graça em Flanked by Snakes e Stay Astray, essa com um refrão horripilante que é dito "I Never Walk Alone".

Cemetery Eyes é a saideira do disco. Puta balada melódica, bonita e com momentos progressivos, que faz o ouvinte ir ao repeat mais de uma vez.

Tai uma banda que não possui disco ruim é que no mês de abril estará no Brasil para uma série de shows, apresentando sua boca formação e que segundo a cantora, LINE UP que traz "renovação e elimina os fardos do passado".

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Witchhammer: Ode to Death (2006/2026)

Por João Messias Jr. Imagem: Divulgação   Após três discos memoráveis, veio um hiato, que quando ouvimos "Ode to Death", percebe-s...