quinta-feira, 16 de abril de 2026

Riffcoven: O Caminho do Aço (2023)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Esse é o segundo full dessa banda de stoner/doom, que tem membros que fazem parte de formações como Jupterian e Infamous Glory. Ou seja, estamos falando de gente gabaritada.

A arte feita por Gustavo Pelissari é maravilhosa e o CD conta com uma ótima producao. Colocando a bolachinha pra rolar, tudo tem uma cara própria, feita de forma densa, pesada e viajante, que chama a atenção pelas vozes caóticas, que trazem na mente o Vital Cavalcante, conhecido por fazer parte do Jason e ter cantado no Matanza Inc.

Cidadela do Caos abre o disco de forma arrastada e perturbadora, Lamento de Ur é instigante e o ápice do trabalho vem com Assalto Brutal ao Templo da Morte, que é veloz, bem rock and roll, que recebe um refrão inspirado, cheio de dobras e excelentes solos.

Santo dos Assassinos é brutal e assssustadora, com um final etéreo, Encontro com Rama é melancólica e O Vale das Mulheres Perdidas é macabra, com partes cadenciadas e o encerramento vem por meio de A Torre do Elefante, que possui momentos hard rock e momentos de transe no final.

Um disco legal pra cacete, que é viciante e viajante. O mais bacana de tudo foi saber que os caras estão preparando disco novo e que com certeza será resenhado aqui.

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terça-feira, 14 de abril de 2026

Espectro: Espectro (2022)

Por João Messias Jr. 
Imagem: Divulgação 

Sabe aquela banda que acerta até no nome? É a sensação que temos ao ouvir o primeiro álbum lançado pelo quarteto paranaense. Lançado em 2022, chama a atenção pela gravação orgânica e duas curiosidades no encarte: as fotos foram feitas por Mateus Cantaleano (Creatures), além de contar com um texto interessante feito por Pedro Poney (Violator).

Musicalmente temos caras que fazem um som empolgante que transita entre o stoner/rock and roll/psicodelia, com muito peso e eletricidade, como escutamos em Freeway Ride, que abre o CD de forma caótica.

Inner Fire conta com vozes perturbadoras, Death Dealin tem um clima festeiro, Wolf se caracteriza pela psicodelia e Mindlord é bem instigante e chapadona. A reta final do álbum vem com 1000 Nights, cheia de groove e Crimson Star, que em seus oito minutos é densa e intimidadora.

Bela estreia e vale dizer que a banda soltou em 2025 o 7 EP "Dead or Night" e recentemente abriu o show dos gringos do Kadavar em São Paulo, ao lado do Hammerhead Blues.

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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Violator: Unholy Retribution (2025)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Os brasilienses do Violator são aquele tipo de banda que possui uma história bonita no underground, tendo feito inúmeras tours nacionais e internacionais,  lançado discos memoráveis e mais importante: construindo novos capítulos em sua trajetória, como o novo álbum do quarteto: Unholy Retribution.

Para quem conhece a banda, ela investe num thrash agressivo, com fortes referências oitentistas e nesse trabalho não foi diferente. Com uma ótima produção que deixou tudo na cara e um projeto gráfico a altura do grupo, nos resta "apenas" ouvir as canções. Hang the Merchants of Illusion abre o disco com agressividade e riffs cortantes. Cult of Death é visceral, Persecution Personality se destaca pelo groove e vozes caóticas. Destroy the Altar possui partes que esbarram no hardcore, The Evil Order tem jogos de vozes bem interessantes. 

A trinca final do álbum vem com a impiedosa Chapel of The Sick. Na sequência temos Rot In Hell, que começa lenta e se transforma em pura adrenalina. A saideira do álbum vem com Vengeance Storm, que começa bem trabalhada, com.um interessante sincronismo de guitarras até mostrar a verdadeira face da banda: brutal.

Apesar dos longos doze anos de espera, ouvir cada nota de "Unholy Retribution" é perceber que apesar da demora, valeu a pena (é muito) esperar.

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segunda-feira, 6 de abril de 2026

Biohazard: Divided We Fall (2025)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Tai uma banda que tive a felicidade de assistir ao vivo (pena que não foi um bom show) e embora não tivesse nada na coleção, sempre foi um grupo que gostava (e gosto) de assistir seus vídeos, acompanhar as notícias e tal. Panorama que mudou quando assisti o vídeo de F...The System, que veio como uma intimação a adquirir o novo álbum do quarteto, "Divided We Fall" (título genial).

Com um ótimo trabalho gráfico e uma produção cristalina e pesada feita por Matt Hyde (No Doubt, Slayer, Monster Magnet), o cd abre com a já citada F...The System, onde de cara você percebe que a magia está de volta e o mais legal, renovada e sem amarras. Forsaken é violenta é ótima divisão de vozes e Eyes of Sin é cortante e com ótimos momentos hip hop.

Death of Me é instigante e sombria, Word to The Wise de é puro hardcore, The Fight to be Free é recheada de groove e War Inside Me chega a ser intimidadora, tamanha agressividade. S.I.T.F.O.A. é uma grata surpresa, na linha dos clássicos "Urban Disciplinar" e "State of World Andress", onde você imagina a galera do Onyx em algum momento.

A trinca final do disco vem com a incendiária Tear Down The Walls, a contagiante  I Will Overcone e a saideira Warriors que possui em refrão épico em meio a violência sonora.

Um retorno triunfal, que já coloca "Divided We Fall" entre os três melhores álbuns já feitos pela banda, que diga-se de passagem, não tem disco ruim.

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sexta-feira, 3 de abril de 2026

Profane Creation/Abigail: Agmina Impius/Sons of Satan (2017)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Lançado em 2017, esse split LP conta com duas bandas bem cultuadas do underground: os brasileiros da Profane Creation e os nipônicos do Abigail, que fizeram algo interessante: cada banda dividiu um lado do vinil, onde mesclaram músicas de estúdio e ao vivo.

Começando dos brazucas, a banda entre idas e vindas, tem trinta e quatro anos de caminhada e bate até uma nostalgia ao falar de uma das bandas mais cultuadas do black metal nacional dos anos 90. Para ter uma noção, os zines xerocados eram a internet que tínhamos. A cada dez publicações, oito figuravam a banda, seja por resenhas ou entrevistas.

A "metade" da banda começa com uma intro bem macabra, que abre caminho para a caótica Portal  do Inferno, Unholy Hordes é impiedosa, Lamentation possui partes cadenciadas, Nema é recheada de morbidez e Abomination se destaca pelos vocais assustadores.

O quarteto encerra sua participação com a clássica No Mercy, que é impossível não sentir saudades de três décadas atrás, graças a nostalgia ríspida, gélida e viciante. Uma pena que a gravação não está boa, mas é só aumentar o volume e curtir.

Com o mesmo tempo de estrada dos brasileiros e uma gravação um.pouco melhor, o Abigail, embora ríspido e veloz, investe nos caminhos do speed/black metal, onde se imagina que o trio faz um pandemônio nos palcos. O que ouvimos logo na faixa título, dona de um pique visceral.

Black Metal Pussy Cat é movida a adrenalina, Satanic Metal Fucking Hell é puro Motörhead, Hell's Necromancer é aquele momento que se imagina muitos bangers se amontoando nas rodas e eles deixaram o melhor para o final. Prophecy of Evening Star é inspirada na NWOBHM (instrumental), com ótimos solos, encerrando esse bolachão no maior alto astral.

Vale dizer que ambas as bandas estão por aí,  inclusive os "japas" , que adotam splits, dividiram um álbum com os brasileiros do Thrashera.

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terça-feira, 31 de março de 2026

Warlock: Hellbound (1985)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Apesar da banda ser rotulada como um grupo de heavy metal, o quinteto mescla o estilo como doses bem vindas de hard rock (visando o mercado norte americano), cuja união ficou forte, pesada e homogênea. O que faz do segundo álbum dos germânicos, um disco poderoso.

Com uma produção crua, porém nítida, o album tem início com a faixa título, que è energética, com ótimo trabalho de guitarras e vocais. All Night é mais sombria e introspectiva, Earhshaker Rock é explosiva, Wratchild tem toques hard e Down and Out, que encerra o lado A do vinil com um pique festeiro.

O lado B tem início com a contagiante Out of Control, na sequência temos a arrebatadora Time to Die, Shout It Out possui guitarras na cara e a banda encerra o disco de forma inusitada, com uma balada.

Catch My Heart, é um puta som. Melancólica, sofrida e legal pacas, onde da pra imaginar a Doro cantando em volta de um.velario.

Daqueles discos de escutar infinitas vezes...

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sexta-feira, 27 de março de 2026

Wendy O. Williams: Kommander of Kaos (1986)

Por João Messias Jr.
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Conhecida pelo seu trabalho com o Plasmatics, além das suas performances chocantes e sensuais, a vocalista Wendy O. Williams se lançou em carreira solo e no ano de 1986 lançou seu segundo álbum, chamado "Kommander of Kaos".

Fazendo um mix energético de metal e punk, o disco chama a atenção pela gravação suja e muito próximo do que deveria ser ao vivo, o que proporciona uma audição agradável para os fãs dessa linha musical.

Hoy Hey (Live to Rock) abre o álbum de forma energética e explosiva, Pedal to The Metal é mais rock and roll e Goin Wild possui um refrão apoteótico. O primeiro lado do LP se encerra com Ain't None Your Business, som ao vivo incluído no trabalho que è bem punk'n'roll.

Party abre o lado B retomando o pique visceral, Jailbait possui ótimas guitarras, Bad Girl é um hard irresistível, assim como Fight for The Right e a saideira vem com F... That Booty que mescla heavy e punk, encerrando o álbum de forma bem legal.

Um puta disco, daqueles de se ouve de ponta a ponta diversas vezes sem enjoar.

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quarta-feira, 25 de março de 2026

Camarones Orquestra Guitarristica: Rytmus Alucynantis (2015)

Por João Messias Jr.
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Conheci esse quarteto graças ao saudoso selo Heart Bleeds Blue por meio de uma caixa misteriosa. Pura viagem instrumental, que tem como base a surf music, com uns temperos aqui e ali que proporcionam uma audição agradável e viciante dos potiguares.

Silêncio, Barulho a Vista abre o disco com guitarras pesadas e um certo minimalismo, Apocalypso é pura viagem, a faixa título é arrastada e Tsunami mescla reggae com música nordestina. Cat Friends é bem rock and roll, Down The Ball possui quebras de ritmo bem legais e um final bem melancólico.

Xadrez com Karpov é bem super bonder, Ponta Negra Rocksteady é um mix de MPB com música havaiana, Tex Mex Camino é bem introspectiva, Final Feliz é contagiante e Charme Chermont encerra o álbum com regionalismos bem sacados.

Rytmus Alucynantis foi um disco que proporcionou a banda percorrer diversos estados e exterior, mostrando o poder da música instrumental feita no Brasil.

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https://youtu.be/etjtgwoL7pQ

terça-feira, 24 de março de 2026

Lucifer: Lucifer III (2020)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Donos de uma sonoridade única, que faz um som denso e macabro, comandado pelos envolventes vocais de Johanna Sadonis e escolhi falar desse álbum que mudou o patamar do grupo: de um grupo relegado ao público setentista a massa do metal.

Os primeiros álbuns são maravilhosos, mas tudo aqui é maior e melhor. Desde produção, nível técnico e claro, a qualidade das canções, como Ghosts, que abre o disco. Dona de guitarras psicodélicas, ritmo pulsante e contagiante. Midnight Phantom é hipnótica e Leather Demon é melancólica.

Lucifer é visceral, Pacific Blues é bem arrastada e caminhos macabros acontecem em Coffin Fever. O hard rock dá o ar da graça em Flanked by Snakes e Stay Astray, essa com um refrão horripilante que é dito "I Never Walk Alone".

Cemetery Eyes é a saideira do disco. Puta balada melódica, bonita e com momentos progressivos, que faz o ouvinte ir ao repeat mais de uma vez.

Tai uma banda que não possui disco ruim é que no mês de abril estará no Brasil para uma série de shows, apresentando sua boca formação e que segundo a cantora, LINE UP que traz "renovação e elimina os fardos do passado".

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sexta-feira, 20 de março de 2026

Shadowside: Dare to Dream (2009)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Só o título do segundo álbum do quarteto faz você querer conhecer o som da banda. Afinal, numa tradução livre, "Dare to Dream" é algo como "Ousando a Sonhar", que é o que faz todo fã de música pesada após uma certa idade, seja com banda, impresso, redes sociais, vídeos ou num.blog.

O trabalho em si mostra um salto evolutivo em relação ao debut, "Theatre of Shadows". Aqui temos uma banda mais pesada, coesa e coesos, gerando canções de impacto, algumas com pinta de hit.

Bem produzido e com um belo projeto gráfico, o cd começa com Nation Hollow Mind, que é agressiva, In The Night é o primeiro hit do álbum, hard pesadíssimo com um refrão bem chamativo. Last Thoughts é mais cadenciada e Hideaway, a melhor do disco. Pesada e com vozes poderosas, ganha o ouvinte de cara.

Baby in The Dark possui um refrão apoteótico, assim como Ready or Not, Memories conta com vocais raivosos, Wings of Freedom é outro momento inspirado pelo hard e Time to Say Goodbye é a balada do disco, bem climática e melódica.

A reta final do álbum vem com a modernosa Life Denied e a faixa título encerra o álbum no maior alto astral, tendo vozes maliciosas , guitarras cadenciadas e com muitos momentos super bonder.

O melhor disco da banda, que depois lançou os ótimos"Inner Monster Out" e "Shades of Humanity", mas desde 2023 não temos mais notícias da banda nas redes sociais...

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quarta-feira, 18 de março de 2026

Seven Angels: The Second Floor (2002)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Ao lado de bandas como Clemency, Skymetal, Eterna, Miracle e Bélica, o Seven Angels foi responsável pelo "boom" do metal cristão no início do segundo milênio. A paixão pela música foi imediata graças a música "Here I Am", que foi a prévia do primeiro EP do grupo.

Com a boa repercussão, os curitibanos se apresentaram em diversos lugares, abriram para o Seventh Avenue e fizeram muitos shows em São Paulo, um deles memorável ao lado do Destra.

A consequência desse trabalho foi um contrato com a gravadora Megahard Records, que colocou no mercado o primeiro álbum do quinteto, "The Second Floor", que agradará em cheio os fãs de power metal melódico.

Death Overture é uma intro enigmática, a faixa título é bombástica e Breathless Tears é dona de um refrão classe A. Revelation mescla climas densos e progressivos. Deceiving Time tem momentos barrocos e The Window of His Majesty é o momento mais introspectivo do álbum.

Purify tem cheiro de palco, Mask of Sadness flerta com o thrash, Here I Am é o hit do disco. Grudenta, marcante e explosiva, possui linhas encantadoras de voz. From Hills and Woods encerra o disco de forma épica e progressiva.

Um disco que os fãs do estilo tem a obrigação de conhecer. Vale dizer que esse álbum deu muito bom e depois lançaram um segundo disco, entraram em um hiato e anos depois retomaram as atividades, agora apenas tendo a vocalista Debora Musmeci da formação original.

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terça-feira, 17 de março de 2026

Blues Pills: Lady In Gold (2016)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Ao lado do Lucifer, podemos dizer que os suecos do Blues Pills são os responsáveis pelo descobrimento do classic rock. Semente que foi inseminada pelo Cathedral décadas atrás. Fundada em 2011, a banda que tem como marca registrada as vozes de Elin Larson, que possui referências como Está James, Nina Simone e Janis Joplin, faz bonito em seu segundo álbum, "Lady In Gold", de 2016.

Apostando num mix de rock, blues e soul, começa colocando o ouvinte pra dançar com a faixa título. Little Boy Preacher enveredar pelo psicodelismo, Burned Out é bem bluesy e o ápice do cd vem com a balada I Felt A Change. Puta balada emocional a lá Changes (Black Sabbath), que gerou comparações com a cantora Adele na época.

Gone So Long é sombria, Bad Talkers tem lances disco geniais, You Gotta Cry tem um ótimo Hammond, Won't Go Back possui pianos bem sacados, Rejection é densa e a saideira vem com Elements and Things, que tem um pique "cósmico" bem viajante.

Junto ao excelente repertório, temos um acabamento gráfico impecável, além da versão que tenho possuir um DVD ao vivo, com um repertório que abrange os primeiros trabalhos do quarteto.

O último registro do quarteto é o álbum "Birthday", de 2024, que apesar de ser diferente dos trabalhos anteriores, possui ótimos momentos.

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sexta-feira, 13 de março de 2026

As Radioativas: Cuidado Garota (2013)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Sabe quando você ouve um disco e tem a certeza que ele seria um sucesso? Foi realmente essa a impressão que tive quando escutei esse primeiro e infelizmente único registro desse quinteto paulista, que praticava um rock and roll visceral de pegada bluesy, polvilhado com um tempero punk.

Produzido por Luiz Calanca e lançado pelo selo Baratos Afins, "Cuidado Garota" começa com Isso é Rock and Roll, que é aquele som com cheiro de boteco. Enquanto eu Fujo de Você é pegajosa e a faixa título é dona de guitarras incríveis.

Lucille é bem dançante, Stupid Boy é debochada, Bad Girl é minimalista com solos deliciosos. Seja Você cola na mente, Doce Ácido é a mais introspectiva do disco e a saideira com Longo Tempo aposta num blues contagiante.

Um puta disco que tinha tudo para alcançar vôos mais altos, mas não foi o que aconteceu, sendo que encerraram as atividades e pelo que está nas redes sociais, o lance terminou de forma nada amigável.

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quinta-feira, 12 de março de 2026

Belle: Histórias (2010)

Por João Messias Jr.
Imagem: Reprodução 

Lembro quando conheci o som do quarteto, sendo mais preciso no programa "Acesso MTV", em um dos últimos suspiros da emissora. Lembro que em uma das edições dele, o Belle mostrou as músicas do seu recém lançado disco, "Histórias", de 2010.

Lançado em 2010 via "Atração Fonográfica" e empresariados pela Monika Cavalera, o trabalho chama a atenção pelo som energético e vozes agressivas (para o segmento do poppy punk), com momentos mais introspectivos e inserções eletrônicas, que deram um brilho a mais nas canções.

A faixa título inicia os trabalhos. Pegajosa, é aquela música que cresce durante a audição até chegar no refrão apoteótico, assim como a seguinte, Incerteza. Nada vai Mudar ganha momentos introspectivos que foram bem sacados. Não Vá é bem melancólica e 24 Horas é de arrepiar, de tão energética e vibrante.

Sonhos chama a atenção pela divisão de vozes, Consciência conta com ótimos riffs, Amanheceu é outro momento apoteótico do álbum. Vícios é bem pesada e Recomeçar gruda na mente de forma imediata.

Viver Bem é a saideira do disco e aposta numa frequência mais acústica, que soou muito bem e apesar de soar diferente , manteve o brilho do álbum, que é linear.

Infelizmente, assim como surgiram, desapareceram

segunda-feira, 9 de março de 2026

Anoxika: As Fadas Morrem ao Amanhecer (2010)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Assim como o Toyshop, o Anoxika foi uma banda que escutei muito, mas muito mesmo. Lembro que fiquei muito interessado em conhecer o som do quinteto quando vi um anúncio da Oversonic Music, selo que lançou a banda na época.

Para quem não os conhece, praticam uma mescla de punk, hardcore, pop, com um pouco de metal aqui e ali, que é pesado, coeso e melódico nos momentos certos.

Com uma ótima produção e um encarte com todas as informações necessárias, o cd tem início com Hey Now Do, que é energética e com caixas para o ska, Mr. Otario é um dos hits do disco. Pesada e com muitas camas de voz, daqueles sons de colocar no repeat a todos instante.

A faixa título é a mais metal do disco. Sombria e com um refrão de impacto, gruda de imediato. Espinafres em Dó Maior é bem visceral e Cadafalso se destaca pelas referências do tango e flamenco.

Promessas Imperfeitas é perfeita para as rodas, Os Cães Não Olham para o Alto tem um refrão sensacional, A Lasanha e o Porco Espinho é bem radiofônica e Terra Prometida é puro peso com partes explosivas.

A reta final do disco vem com a emocional Pelo Espelho e Flores, Bombons e Violência Gratuita encerra o álbum de forma energética.

Um disco que rendeu muitos frutos para a banda. Para se ter uma ideia, tocaram no quadro "Garagem do Faustão", lançaram um segundo disco por uma gravadora maior. Mas o último registro da banda é um single de 2020. Espero que a banda retome as atividades em algum momento. 

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domingo, 8 de março de 2026

Toyshop: Candy (2016)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Sabe aquele disco que você escutou demais quando foi lançado e ouvindo esporadicamente ele mantém a mesma vibe? Esse é o sentimento redescobrindo esse clássico do underground uma década depois. Mas essa admiração começa anos antes.

Banda formada em 1994, que tinha em sua formação a vocalista Natacha, o guitarrista Val Santos (ex-Viper) e o baterista Guilherme Martin (Viper, Zumbis do Espaço) com um nome Party Up, que fazia um poppy punk energético que tinha como referências Metallica, Ramones e Balão Mágico. Lançaram um disco muito legal, que tinha o hit Daydream, que fez muito sucesso aqui. 

O tempo passou e em 2016 eles lançaram o segundo cd da carreira, que não só mantém a proposta sonora, como mostra maturidade e faz deste o melhor trabalho da banda. Running Out inicia o álbum com muita energia, assim como Tomorrow. Nothing I Can Do coloca todo mundo para dançar e a faixa faixa título è um mix perfeito entre Ramones e B52s.

Take My Hand é a balada do disco, All Away retoma a energia e Nowhere to Hide é arrepiante, Back to You coloca o ouvinte pra dançar, Saturday Night é bem visceral, com violões country bem colocados e se encerra com uma versão mais intimista para Daydream do primeiro álbum, que ficou bem legal.

Como eu digo, se alguém está falando de um disco que foi lançado a uma década atrás, é porque ele é no mínimo relevante e Candy é um puta álbum de se ouvir várias vezes sem perder a empolgação.

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quinta-feira, 5 de março de 2026

Lacuna Coil: Sleepless Empire (2025)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

O Lacuna Coil é uma banda que até hoje eu não entendo porque eu simplesmente deixei de acompanhar. Claro, que durante esses anos vi que lançaram álbuns, vieram mais algumas vezes ao Brasil. Porém o fato é que nunca mais ouvi seus discos.

Da mesma forma que deixei de escutar, resolvi ouvir novamente. Primeiro adquiri "Delirium", de 2016 e recentemente o mais recente trabalho do grupo, "Sleepless Empire", lançado em 2025 por aqui via Urubuz Records.

Para aqueles que não conhecem os italianos, que beiram as três décadas de existência, começaram inseridos no gothic/doom. Com o tempo, inseriram novas referências como new metal, groove metal, pop, metalcore é com isso se consolidaram como uma das melhores bandas de rock/metal do planeta.

Contando com uma ótima produção e projeto gráfico de primeira, o álbum tem início com The Siege, que é pesada é cadenciada, Oxygen se destaca pelos guturais bem encaixados e Scarecrow lembra o clássico "Shallow Life", que pra mim è o melhor álbum da banda até hoje.

Gravity começa bem sacra, ganha elementos eletrônicos e um refrão melódico interessante, O Wish You Were Dead é pop e legal pacas , Hosting The Shadow é agressiva e conta com Randy Blythe (Lamb of God), In Nomine Patris mescla climas etéreos e a faixa título é bem hipnótica.

A trinca final do disco vem com Sleep Paralysys é caótica, In The Meantime é bem densa e conta com a cantora Ash Costello e Never Dawn encerra o álbum que é bem agressiva, além de ter um refrão poderoso. Um puta disco dessa galera que me faz questionar porque fiquei tanto tempo sem ouvi-los.

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terça-feira, 3 de março de 2026

Battle Beast: Steelbound (2025)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

São mais de duas décadas de estrada, muitos shows e um crescimento gradativo com o lançamento de seus álbuns. Spellbound, sétimo disco de estúdio, não apenas aponta mais passos dessa escalada, como também aponta novos rumos.

Para quem não conhece o som dos finlandeses, eles praticam uma espécie de nova onda do power melódico, só que com timbres mais modernos e uma (agora ex) vocalista que realmente faz o lance acontecer: Noora Louhimo

Quem acompanha a frontwoman desde que integrou a banda, percebe a evolução não só do grupo, mas dá extensão de sua voz, que em alguns momentos lembrava a Doro Pesch e com o tempo deixou a referência de lado, imprimindo um vozeirão poderoso, melódico e agressivo nos momentos certos.

Com uma uma ótima produção e trabalho gráfico de primeira, Steelbound tem início com The Burning Within, dona de riffs pesadíssimos e um refrão pop sensacional. Já Here We Are os teclados são mais na cara,  enquanto a faixa título do cd é aquele som envolvente, feito pra dançar, totalmente pop, super bonder, com um refrão apoteótico.

Twilight Cabaret vem com referências da música latina, caribenha e fusion, num mix sensacional. Last Goodbye é bombástica, The Long Road é um interlúdio épico. Blood of Herpes mantém a vibe épica com sutis toques folk. Angel of Midnight é outro momento dançante do disco, totalmente AOR, com a atmosfera dos anos 80.

Riders of The Storm mescla o folk com teclados dançantes e Watch The Sky Fall é a saideira do disquinho, com riffs na cara e vozes pra lá de grudentas, coroando esse disco vencedor.

Embora não apresente nada de novo, Steelbound é tocado de forma envolvente, em especial a atuação de Noora Louhimo, que deixou a banda em dezembro/2025 para focar em sua carreira solo. Os remanescentes já anunciaram a igualmente talentosa Marina La Torraca (Exit Eden, Phantom Elite, Avantasia), o que nos anima para a nova era de ambos os lados.

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domingo, 1 de março de 2026

Baby Animals: Baby Animals (1991)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Formada em 1989, na Austrália, tendo como figura central a vocalista/guitarrista Suze De Marchi, que apresentava um hard pop coeso e moderno, daqueles gostosos de ouvir. Com uma capa manjada e interessante (a moça na frente e a banda desfocada no fundo) e uma ótima produção a cargo de Mike Chapman (Suzi Quatro, Blondie), o álbum tem início com Rush You, que é um hard certeiro, Early Warning é bem grudenta, enquanto Painless tem um refrão bem sacado.

Make it End é mais introspectiva, Big Time Friends é influenciada pelo country e Working for The Enemy encerra o lado a do vinil num balanço equilibrado entre hard e pop. A outra metade do vinil abre com One Word, que é bem pop, Brake My Heart é uma balada interessante, Waste my Time mescla hard e funk, assim como One Too Many e Ain't Gonna Get encerra o álbum de forma vigorosa.

Um puta disco que agradará em cheio a galera que viveu a época e fãs de hard pop.

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Riffcoven: O Caminho do Aço (2023)

Por João Messias Jr. Imagem: Divulgação  Esse é o segundo full dessa banda de stoner/doom , que tem membros que fazem parte de formações com...