segunda-feira, 2 de novembro de 2026

GOTHIC VOX: SUPPLICAMENTUM (1991)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

O papo hoje é sobre thrash metal, sendo mais específico sobre um disco que passou batido pelo público headbanger e eu tentarei explicar os motivos desse "vácuo". Os principais motivos são até simples de serem explicados: não havia mais  tanto interesse pelo thrash metal e o som dos mineiros do Gothic Vox soava diferente das bandas de lá.

O quinteto lá das terra do pão de queijo praticou no seu álbum de estreia, "Supplicamentum", de 1991, embora tenha bebido na fonte de bandas como Metallica, Slayer, Megadeth, soa mais "mente aberta", cedendo espaço para novos elementos e experimentalismos sonoros.

Lapse é a faixa que abre o LP apostando em peso e groove, com climas apocalípticos, True Faith aposta em climas e vocalizações orientais, Grind of Tears é caótica e cheia de sarcasmo, enquanto One Day to Understand é repleta de andamentos quebrados.

One Night encerra o lado A do vinil recheada de desespero, Beyond Help é bem trabalhada, Search alterna momentos que vão do classic rock a surf música. Sometime mantém a vibe vanguardista e Make Believe tem energia contagiante.

O material de encerra com Maternity, que tem violinos, referências do metal tradicional, toques épicos e muito virtuosismo, mostrando que esse disco estava a frente de muita coisa na época, o que talvez tenha feito que os camisas pretas não assimilassem a alquimia musical presente aqui.

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quarta-feira, 28 de outubro de 2026

LOST GRAVEYARD: FUNERAL HOLOCAUST (2014)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Sem margem de dúvida é possível dizer que o estilo que mais cresceu/evoluiu e se dividiu em ramificações foi o black metal. Desde as bandas que fazem um som mais "bonitinho" até às mais extremas, na verdade temos aqui no Brasil um dos mais vibrantes e produtivos cenários.

Esse crescimento e diversificação me fez acompanhar diversos selos, dentre eles a Hammer of Damnation (Black Metal Store), loja que tive a felicidade de visitar algumas sedes que a loja teve durante esses anos.

A resenha de hoje é sobre uma banda do cast, o Lost Graveyard. Fundada em 1999 é formada por uma rapaziada que figura ou fez parte de formações como Goat Prayers, Obscure Mind, Primordial Idol, Sculpture, lançaram dois splits até chegar no primeiro full.

Lançado em 2014, "Funeral Holocaust" aposta num som ríspido com partes trabalhadas, tendo uma gravação crua e um bom projeto gráfico. O CD abre com Prologue (Unleash The Hell) é uma intro caótica, a faixa título é bem oitentista, visceral e contornos épicos.

A Dawn of Battle soa perturbadora, In This Infinite Abyss é um interlúdio acústico, After Grave possui um clima fúnebre, enquanto AK 47 conta com mudanças de tempo bem sacadas e Transcendence The Fury of God é puro desespero graças aos vocais agonizantes.

A reta final do álbum vem com A Battlefield Tale que é uma grata surpresa, graças aos andamentos que passeia pelos anos 80 ao classic rock. Epilogue (Triumph) da números finais como uma trilha de passagem para outro plano.

Muito bem feito (com algumas arestas a serem aparadas), fico imaginando como estaria a música do grupo doze anos depois.

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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

ETERNAL DARKNESS DCLXVI: MASTER SATAN THE EMPEROR OF THE WORLD (2022)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Os paraenses do Eternal Darkness DCLXVI são bem conhecidos do público black metal. Se contarmos os tempos que se chamavam Master Satan, são trinta e três anos de estrada e o disco da resenha de hoje, embora seja um trabalho de 2022, sua história começa antes.

The Emperor of The World é na verdade a primeira demo de quando os caras atendiam pelo primeiro nome, só que com uma nova remasterização. 

Bebendo na fonte mais violenta do estilo, temos oito faixas em pouco mais de vinte e cinco minutos, que se iniciam em The Battle of Armageddon, uma intro que abre caminho para a faixa título, que é bem ríspida, assim como a seguinte, Vomit on The Imagem of Jesus Christ.

Bloodthirsty Werewolf é outra intro, Blood of Perverse Black Goat conta com interessantes linhas de baixo, Death to all Christmas é a mais longa do cd. Com quase seis minutos, intercala momentos velozes a outros (poucos) trabalhados.

A reta final vem com Lucifer's Victory and Jehovah's Fall é um interlúdio macabro e a saideira do álbum vem em Magnificent Kingdom of Satan é bem esmaga crânio.

Apesar da remasterização, a qualidade do áudio não é muito boa e algumas coisas soam bem primárias. Hoje a banda soa muito melhor e poderosa, principalmente seus registros mais recentes: os álbuns Worshippers of The Archangel Lucifer e The Serpente Jormungandr.

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domingo, 25 de outubro de 2026

SUGAR KANE: SESC GUARULHOS (24/10/2026)

Texto e fotos: João Messias Jr.

As vezes são positivas as "invertidas" que a vida nos dá. Indo para o show deste último sábado (24), me veio essa reflexão, pois nunca imaginei nesses trinta e quatro anos de "janela rock/metal", jamais imaginei cobrir uma apresentação do Sugar Kane em Guarulhos.

Depois de três anos sem ir a um espetáculo, quando fiquei sabendo da apresentação dos curitibanos radicados em São Paulo, entrei em contato com o Sesc daqui de como era o trâmite para o credenciamento. Para quem nunca esteve num Sesc, é uma experiência fantástica para eventos, pois conta com um som alto e nítido e o mais importante quando você fica mais velho: horário para início e fim.

Chegando ao local do rolê, duas coisas me chamaram a atenção: o tamanho do local e diversificação do público: desde a galera com a camisa da banda, o povo de "roupa normal" e famílias com seus filhos.

Para quem não conhece o Sugar Kane, é uma banda com vinte e nove anos de estrada, álbuns de estúdio, sendo o mais recente o ótimo "Antes Que O Amor Vá Embora", de 2024 e atualmente promove os vinte e cinco anos do disco "Por Nossa Paz" (2001), com uma agenda de shows que até o final do ano passará por Goiânia, Curitiba, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Previsto para início as 20 horas, o show teve início oito minutos depois com Alexandre Capilé (vocal/guitarra), Vini Zampieri (guitarra), Carlos Fermentão (baixo) e André Dea (bateria), entraram detonando sons do álbum que chegou ao Jubileu de Prata. Medo, Contra Todos e Agora eu Penso (com partes ska sensacionais foram a certeza de uma noite linda.

Apesar de ser uma tour comemorativa, achei válido o fato de incluírem sons de outros trabalhos, como Velocidade, do ótimo "Continuidade da Máquina", (primeiro álbum que adquiri dos caras). Parágrafos acima disse que eles lançaram um álbum novo e dele desfilaram sons como Lembro Bem, Todos os Dias e Dormi no Chão, evidenciando que os caras continuam produzindo coisa boa.

Após as ovacionadas (vale dizer que não houve  momento meia boca) Janeiro Mudaremos, e Me Faça Entender, o que tivemos foi uma espécie de "momento coletânea" com músicas dos álbuns "Ignorância Pluralistica" (Paciência pra Burrice), "Novidade Média" (A Casa), "D.E.M.O." (Divinorum) e "Elementar" (Será Viver), mostrando as diversas facetas dos caras.

Depois da bem metal "Todo Mundo Metal", chegamos ao que seria o encerramento com Despedida e A Máquina de "Continuidade da Máquina", com o Sugar Kane sendo aplaudido por todos presentes.

Ainda teve tempo pro bis e aí sim após oitenta minutos, chegava ao fim a apresentação do quarteto, que depois ainda tirou fotos com e autografou materiais.

Confesso que foi uma noite maravilhosa onde olhando pra trás, agradeço as invertidas que a vida deu nesse aspecto.

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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

RUÍNA: RUÍNA (2006)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Foram poucos anos de estrada (ativos de 2003 a 2007) e respirando por aparelhos até 2009, alguns shows, porém o Ruína foi uma banda que não apenas deixou um legado, mas que pavimentou um tipo de som que se tornaria gigante anos depois: o post metal.

Alguns os denominavam como uma banda de crust/punk, só que o quarteto oferecia muito mais: uma música caótica, recheada de ambiências, além de referências de grupos como Joy Division e Neurosis.

Com uma ótima produção a cargo de Bernardo Pacheco e mixado/masterizado por Fernando Sanches, o CD tem início com Lustrum, que é cadenciada e hipnótica, Le Temps, Le Sang soa fúnebre com toques minimalistas e Olhos Vendados é uma espécie de punk/industrial, com ótimos riffs.

Sans Retour é introspectiva, Mais Uma Vez tem cheiro de palco, Instrumental I soa desesperadora, Noye Dams L'Amer mostra um show das seis cordas, nos momentos mais limpos e agressivos. Le Noir, Le Espoir soa lenta e moribunda e Instrumental II parece um tributo ao alternativo da década de 1990, em especial bandas como Pixies e Sonic Youth.

Ruanda é a saideira do álbum, tendo riffs viscerais, momentos crust e muitas mudanças de ritmo, encerrando o disco de forma sensacional.

Creio que Ruína (o álbum) não tenha sido entendido logo de cara, acredito até que um relançamento seria interessante, pois hoje temos digamos, muito mais pessoas preparadas para assimilar a proposta sonora do quarteto.

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domingo, 18 de outubro de 2026

TRINCA DE EP'S: ATTERO/MORTO/CASCAVEL

Por João Messias Jr.
Imagens: Divulgação 

Mexendo no acervo para selecionar as pautas para o canal/blog, percebi que tinha alguns EP'S para resenha e resolvi na data de hoje comentar esses três disquinhos em uma única postagem.

Estilos bem diferentes entre si, mas que cada uma no seu ritmo, com um potencial gigantesco para alçar novos vôos.

A primeira dessa leva é o quinteto mineiro de crossover Attero. Tendo na formação músicos que figuraram em bandas como Uganga, Krow e Cirrhosis, chamam a atenção pela excelente gravação e coesão musical. Com quatro faixas, o massacre tem início com Ego, que é pesadíssima, backings marcantes e guitarras com um pé no death metal. Barrabás é perfeita pro mosh, Lado A Lado é mortífera e o trabalho se encerra com a faixa título, Sobrevida, que possui um levada mais thrash e pique hecatômbico.

Puta banda, mas creio que não estão mais na ativa, pois nas redes sociais não há nada de novo desde 2023.
Dando sequência, saindo dos caminhos das fusões de hardcore e thrash, vamos para uma grata surpresa, que é o epic metal do Morto, que não verdade é uma one man band lá da Bahia, cujo material avaliado é a demo "A Maravilhosa Tragédia da Vida", de 2023, que para um trabalho nesse formato, está com uma boa qualidade de áudio.

Com cinco faixas, temos início com a faixa título, que é uma intro melancólica, abrindo caminho para A Balsa da Medusa, que conta com ótimos riffs, vocais bem encaixados na proposta e solos inspirados nos anos 80. Já Navegando nas Águas da Morte apresenta riffs hipnotizantes e um clima épico. Amon-ra é ritualística e o encerramento vem com um cover correto para Solitude do Candlemass.

Temos aqui ótimas ideias que geram curiosidade de como será um full do Morto.

Encerrando essa trinca de mini álbuns, vamos falar dos paulistas do Cascavel. Com uma galera que já atuou por bandas como Devastação Sob Terror, Dying Star e Head Krusher, lançaram em 2024 o EP The Myth of The Bloodthirsty Lioness, que apresenta um death metal coeso, trabalhado é visceral.

The Egregory of The Dark Ages faixa de abertura mostra uma ótima gravação é veloz e aponta uma marca registrada no trio, a divisão das vozes: uma gutural e outra berrada. A faixa título é densa e desesperadora e The Cult of The Ancient Spirit possui diversas mudanças de ritmo e soa perfeita para os palcos.

A banda passou por algumas mudanças na formação, com Cristiano "Magnus Hellbound" (ex-Spiritual Hate) no baixo, mas infelizmente vi pelas redes sociais que a banda encerrou as atividades. Foi bom enquanto durou.

Enfim, um pequeno recorte do que acontece em cada canto do país.

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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Sugar Kane: Antes Que o Amor Vá Embora (2024/2026)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação
 

Com vinte e nove anos de estrada (alguns hiatos pelo caminho), o quarteto de Curitiba lançou em 2024 seu nono álbum de estúdio "Antes Que O Amor Vá Embora", cuja versão física ganhou a luz do dia dois anos depois via Läjä Records.

Antes de conversarmos sobre as canções, vale a pena dizer que o material tem um ótimo acabamento gráfico, uma produção que privilegiou como a banda é ao vivo (a cargo de Rafael Ramos junto com a banda) e mostra que os caras tem muita lenha pra queimar.

A mescla de hardcore melódico e poppy punk continua intacta, porém hoje os caras tocam melhor e isso da margem para que novos elementos sejam inseridos e é isso que faz desse disquinho algo especial. 

Agora abre o disco colocando todo mundo pra agitar e conta com as narrações de Jup do Morro. Acostumar é pura nostalgia, Lembro Bem é grudenta, Vai é puro hardcore com linhas vocais não usuais e Dormi no Chão pode ser considerado um dos hinos do álbum. Esse som ainda conta com a participação de Badaui (CPM22).

Original mescla peso e experimentalismos, Todos os Dias é curta e grossa, Pra Sempre tem uma letra juvenil que nos faz vir a mente nossas primeiras paixões, Puro Avesso, dona de um clipe bem legal é um som de impacto e Óleo na Pista é mais reta, rock and roll, que mantém o nível alto do trabalho.

Eu Acredito é puro alto astral e o cd se encerra com Estávamos Certos. Variada, possui momentos que vão de Beatles ao ska, terminando de forma visceral.

Olha, posso não ser um expert do estilo, mas entendo o suficiente pra entender que Antes Que O Amor Vá Embora mostra coesão, maturidade é uma energia que nos faz crer que o Sugar Kane tem muita lenha para queimar.

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domingo, 11 de outubro de 2026

Shitai: Shitai (2025)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Uma banda nova formada por veteranos do cenário e cuja junção é algo mortífero, agressivo e que é destruídor ao vivo. Esse é o feedback que tive ao ouvir o primeiro EP desse quarteto de Guarulhos, lançado em 2025

Composta por figurões que transitam ou transitaram por bandas como Gestos Grosseiros, Insanitah, Subser, Anarkhon, Power From Hell e Screams of Hate, que pelo curriculum dos caras, se trata de algo realmente hecatombico, um mix de thrash, death e hardcore, que está embalado num simples e bonito digifile e uma ótima gravação.

Unindo faixas de estúdio e ao vivo, o trabalho tem início com Nascer, Crescer, Morrer, que apresenta riffs viciantes, vocais "gravões", ambiências e ótimos solos. Memento Mori é avassaladora e cheia de groove, Fome Terror mescla guitarras slayerizadas e um clima industrial perturbador.

Rigidez Cadavérica se destaca pelo ótimo trampo das seis cordas, Agressão Brutal, que é o primeiro bônus do cd, é um quebra pescoço curto e grosso.

As seguintes são bônus ao vivo. Assassino em série mistura agressividade com partes mais cadenciadas e a saideira vem com Dissecado, que é bem encorpada e climas de pura violência.

Não há mais o que dizer, apenas engrossar o coro de que venha o primeiro full.

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quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Bellicus Daemoniacus : Ápices do Proibido (2026)

Por João Messias Jr.
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Esse é o terceiro trabalho de trio carioca, que executa um black metal mais primitivo, que recebe alguns momentos atmosféricos, que cantado em português, soa ainda mais assustador. O material contém uma bela capa, encarte simples e interessante, além de contar com uma gravação que deixou tudo mais "sujo".

O álbum, que tem cerca de trinta minutos, abre com Tempos Tenebrosos que é gélida, seguida de Os Ímpios Iconoclastas é mais sombria e com um ótimo solo. Meu Nome é Legião tem algo interessante que mostra uma das facetas da banda, que é mesclar tendências. Aqui temos linhas viscerais a outros sacras.

Em Negro Estado de Espírito tem vozes limpas como se estivessem declamando um poema, A Solitária Tormenta tem cheiro de palco, Nitmur In Vetitum é introspectiva e cadenciada com ares de invocação, Ode a Luz Ferreira intercala vociferações agressivas a outras em reza e Dei Negativo encerra o disco de forma agonizante.

Um trabalho interessante que irá agradar os fãs das vertentes mais cruas do estilo. Mas vale dizer que o nível técnico da turma é muito bom.

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domingo, 4 de outubro de 2026

Slaves of Time: Miserable Souls (2025)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Conheci o duo de uma forma bem inusitada, por meio de uma live que participei no canal "Cultura Metal", onde um dos convidados citou o trabalho do Slaves of Time. Aí entrei em contato com a banda doABC paulista e adquiri o debut.

Vale a pena dizer que os experientes Tony Cayres e Klaus Monteiro fizeram bem o dever de casa, com uma boa gravação (só poderia ter ficado mais sujo o som) e um mix de power/prog e pop, que fez a alegria de muitos nos anos 2000.

O álbum tem início com a faixa título, que é bem introspectiva, Stuck In My Life é mais pop, Abyss of The Ego é pesada e épica, No Conditions possui um ritmo quebrado com vozes limpas bem sacadas.

The World Has No Future é variada é climática, The Fury mescla AOR/melódico, After The End é dramática e emocional e Dark Streets é aquele momento feito pra agitar, graças a mescla interessante de gótico/hard rock.

The Love Gave to You é um dos ápices do álbum graças aos climas progressivos, graças ao equilíbrio de vozes masculinas/femininas. Cast Away retoma os climas mais viajantes e Last Breath encerra o track normal do CD de forma mais emocional.

O álbum possui dois bônus track, a maravilhosa The Time Will Come From Him é uma outra versão para Stuck In My Life.

Miserable Souls tem como grande trunfo a diversificação e a ousadia, que como eu disse no início da resenha, se tivesse um som mais sujo, os resultados seriam melhores, mas isso é apenas uma questão de ouvido. 

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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Sculpture: To Another Place (2018/2026)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Iniciativas como essa da UBL (Union of Black Labels) merecem aplausos. Não apenas por divulgarem a música extrema do cenário underground, também por resgatar "tesouros perdidos", como o debut do Sculpture, lançado originalmente em 2018 pela Hammer of Damnation.

Porém, nem tudo foram flores. Nessas conversas informais de rolê, a informação é que chegou a nós foi que onde prensaram os cds, ao invés de fazerem determinado número, fizeram mais, o que comprometeu o resultado, onde assim como foi comigo, muitos perderam seus álbuns, então esse relançamento foi como dar um final feliz a essa história.

Conhecidos pelas atuações em bandas como Necromesis, Ophirae, Seventh Seal, Lost Graveyard, The Black Spade, entre outros, Victor Próspero e Willian Marante enveredam num mix de black metal, progressivo, com elementos mais densos até etéreos, fazendo uma música pesada, mas ao mesmo tempo viajante é encantadora de ouvir.

Turn The Pages of Times abre o disco de forma emocional, Through Infinite Horizons é veloz e repleta de virtuosismo, enquanto Voices of Unconsciever Revelations possui momentos complexos e progressivos. Fragments of Deep Reflections é aquele som perfeito que você NÃO IMAGINA VOZES, pois se existissem, tiraria a magia da canção.

A Journey to The Empty and Perennial Silence é repleta de atmosferas emocionais e Carbon Dissolution é o bônus dessa nova versão, que é obscura e introspectiva, encerrando esse excelente álbum, que por se tratar de um relançamento, estará na listinha de muita gente.

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terça-feira, 29 de setembro de 2026

Widowmaker: Stand By For Pain (1994)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Após a estreia primorosa (musicalmente) em "Blood and Bullets", o quarteto Widowmaker reaparece com um novo trabalho. Curiosamente, apesar do nome, formação e time de produção terem sido mantidos, houve uma grande mudança no direcionamento musical, fazendo algo mais contemporâneo, onde soaram mais densos, pesados e selvagens.

Mais uma vez com uma ótima produção, que enalteceu peso e timbres, além de um projeto gráfico a altura, o cd (lançado via Hellion aqui) tem início com Killing Time, que é puro groove.  A seguinte, Long Gone (teve videoclipe rolando na época) é bem sombria, enquanto Protect and Serve beira o thrash em muitos instantes.

Ready to Fall possui riffs "panteristicos", Circles é bem emocional e a faixa título é bem curiosa, graças aos suas partes fusion, Just Business tem passagens industriais e The Iron Road é puro minimalismo.

Bad Rain é uma balada dramática, Your Sorrow  possui ótimos solos e Cry a Dying Man's Tears é outra balada e All Things Must Change é a saideira, que começa introspectiva e se transforma numa Hecatombe, tendo ótimos vocais e guitarras.

Apesar da estranheza inicial, "Stand By For Pain" e recheado de ótimos momentos. Uma pena que um ano depois a banda encerrou as atividades, mas deixou um legado de dois excelentes álbuns, um de hard rock e outro mais "modernoso".

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domingo, 27 de setembro de 2026

Widowmaker: Blood and Bullets (1992)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Após sua saída do Twisted Sister e as coisas não terem rolado como esperava no Desperado, o vocalista Dee Snider não se abateu, arregaçou as mangas e montou um super grupo hard rock chamado Widowmaker.

Contando com os igualmente talentosos Al Pirelli (guitarra, Savatage), o baixista Marc Russell e o baterista Joe Franco, parceiro do cantor em sua antiga banda, fizeram um disco pesado, coeso, com músicas vibrantes e ótimas baladas.

Ótima produção e projeto gráfico interessante (encarte que vira poster), o CD tem início com a vigorosa e potente Emaheevul, seguida da faixa que nomeia o quarteto, que é pesada, grudenta e refrão apoteótico. Evil possui momentos intrincados e passagens que lembram Extreme e Tyketto, só que mais pesado.

The Lonely Ones é um hit, cheia de partes para cantar junto, que conta com um dos solos mais legais do hard rock. Reason to Kill é uma balada pesada, Snot Noose Kid é incendiante, a faixa título é visceral e Gone Bad é um hard certeiro.

Blue For You é uma balada bluesy, You're a Heartbreaker possui uma energia incrível. As últimas faixas são Calling For You é aquela balada repleta de dramaticidade e a saideira vem com a arrasa quarteirão We Are The Dead.

Apesar de ser um discaço, vendeu apenas cerca de cinquenta mil cópias, pouco para os objetivos da banda. Mesmo assim a banda soltou dois anos depois "Stand By For Pain", que será a próxima resenha do blog.

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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Papangu: Celestial (2026)

Por João Messias Jr.
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Esse é o terceiro e mais recente full dos caras, onde posso dizer que soa bem diferente dos anteriores, o que não é ruim. Gravado de forma analógica, "Celestial" já mostra na capa uma mudança, a ausência de tons escuros, um cenário mais etéreo e menos caótico, mais progressivo e menos metal e ainda sim, sendo Papangu.

Mau Olhado abre o disco com sintetizadores instigantes, vozes "limpas e tortas", tudo bem envolvente. Colosso mantém a vibe mais intimista, ao contrário de Taxidermia, que é bem densa e sombria, mesclando  Cynic e Ave Sangria. Bode Expiatório é experimental, fundindo jazz, MPB e rock progressivo de forma homogênea.

Celeste é aquele momento que jura ser um som obscuro lançado nos 70, Fechamento de Corpo é instigante e conta com momentos black/doom e ótimos solos. Calado de Olho é pura quebradeira prog, com momentos inusitados, sendo uma das melhores músicas da banda.

A reta final do álbum vem com a perturbadora Iamanaru, Afirmação é aquele som que você imagina que se existe uma música que nos recebe no céu, seria essa, graças aos climas fusion e vozes que lembram os grupos MP4/14 Bis. Outro encerra o álbum de forma instigante.

Acredito que esse trabalho é um divisor de águas para o grupo. Se por um lado estão menos metal, por outro fizeram sons que podem ser considerados os melhores da banda.

Vamos ver o que tempo nos aguarda, enquanto isso viaje não só em Celestial, mas nos álbuns anteriores.

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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Papangu: Holoceno (2021)

Por João Messias Jr.
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Esse é o debut de uma das bandas mais bacanas e criativas do Brasil, que praticam um mix "torto" diferenciado, que engloba diversos estilos como doom, stoner, sludge, MPB, rock progressivo e o que mais vier na mente. Outra vertente presente no disco é a música regional nordestina, que não chega a ser uma surpresa, afinal o grupo é dessa região, sendo mais preciso, João Pessoa (Paraíba).

Liricamente inspirado em pensadores como Ariano Suassuna, o álbum abre com Ave Bala, que é intimidadora e com muitos arranjos jazzisticos, Água Branca é nebulosa e introspectiva, enquanto São Francisco mescla momentos que vão do doom até a MPB, sem perder  a pegada mais lúgubre.

Bacia das Almas é viajante e climática, Terra Arrasada caminha pelos lados do black/doom, Lobisomem é cadenciada, instigante e o trabalho se encerra com a faixa título do álbum. Que se inicia bem etérea, cujo decorrer passeia pelo progressivo e climas caóticos irresistíveis.

A versão em cd que tenho em mãos, possui versões ao vivo das faixas Ave Bala, Água Branca e São Francisco que ficaram mais viajantes e progressivas,  mostrando uma outra faceta dos caras.

Além de ser do início ao fim, Holoceno comete a façanha de mexer com o ouvinte, graças aos climas e nuances variadas.

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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Witchhammer: Ode to Death (2006/2026)

Por João Messias Jr.
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Após três discos memoráveis, veio um hiato, que quando ouvimos "Ode to Death", percebe-se que o tempo só fez bem ao Witchhammer, pois conseguiram não apenas manter as qualidades apresentadas nos primeiros trabalhos, pois conseguiram trazer algo novo, deixando o trabalho marcante e perfeito para trues e novatos.

Essa versão avaliada é uma edição comemorativa de duas décadas do seu lançamento e o que posso dizer que tanto o áudio quanto o projeto gráfico ficaram memoráveis, tornando um item imperdível.

Oija Board abre o álbum com as "maluquices" a mostra. Quebradona, agressiva, trabalhada , com vozes iradas até guturais, além de contar com a participação de figurões como Vladimir Korg (The Mist). Me Dawn Lawless Killer é intrincada e instigante, Metaphysics é feita pro povo e Wrath of Witchhammer é pura raiva.

Dartherium é uma regravação do debut que ficou ainda mais brutal, Machine of War é viciante, Kill Us é viciante com ares de opera metal, Remains The Same é uma balada thrash, Dartherium III é energia pura e Witchery é sombria,  grudenta e pode ser considerada uma das melhores músicas escritas sobre a bandeira thrash metal.

Headbangers United possui paradinhas mortais, Weekend in Auschwitz é mortifera, World Generation possui grooves contagiantes e o álbum se encerra com Perseguição, cover do Sagrado Inferno, que coroa esse excelente álbum, que é obrigatório aos fãs de música pesada.

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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Witchhammer: The First and The Last (1988/2018)

Por João Messias Jr.
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Não vou dizer que foram injustiçados (palavra que aos poucos estou tirando do meu vocabulário), mas é fato que os thrashers mineiros mereciam uma visibilidade no nível das suas "colegas de selo" (Sepultura, Overdose, Vulcano e Sarcófago).

Com quatro décadas de estrada (e uma pequena pausa no caminho) trilharam os caminhos das demos e a clássica participação na clássica coletânea "Warfare Noise II", em 1988, ano que lançaram o debut "The First and The Last".

A versão que comentarei com vocês é o relançamento de trinta anos, que possui um projeto gráfico fantástico, feito por Fernando Lima (Drowned), além de uma remasterização feita por Fabio Golfetti (Violeta de Outono).

Medicine Blues abre o disco de forma não usual, pois começa narrada, depois entra um baita solo e descamba para o classic rock. The First é visceral e mortífera, Misery's Genocide é pesadíssima é feita pra bangear e Who Is Fat? possui riffs geniais, muito groove e vocais doentis.

Harmony of Violence é bem trabalhada, Words of Desolation é inspirada na "Bay Área", Dartherium soa bem dramática e And The Last é visceral e hipnotizante, encerrando esse disco que beira a perfeição e mostra que a banda estava a frente dos seus colegas de estilo em muitos aspectos, pela ousadia e "maluquices" nas canções.

Vale dizer que essa versão contém a regravação do album feita pela banda que apesar de uma diferença aqui e ali, manteve a fidelidade e a qualidade da original.

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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Opus Tenebrae: Ocean's Rage (2026)

Por João Messias Jr.
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Se no debut, a banda teve como empecilho a qualidade da gravação, aqui a banda conseguiu executar tudo com maestria. Desde a ótima qualidade da gravação, belo projeto gráfico e o principal: músicas vibrantes e empolgantes, que mantém a linha do primeiro álbum, a mescla de música celta com metal extremo.

Voltando a falar da parte gráfica temos um digipack simples e bonito, tendo um encarte que vira poster, o que faz a alegria dos amantes da mídia física.

O Conxuro abre o trabalho, que é uma narração perturbadora, Ancient Aquelarre começa bem folk, só que descamba para o extremismo, tendo um instrumental poderoso e vozes ríspidas. Last Sigh of Deadman possui ótimos solos e A Compana de Animas é bem assustadora, com climas que vão do doom até o black/death.

A faixa título é instigante e arrepiante, Perperam Regnum é recheada de climas, que vão dos etéreos aos mais agressivos, The Siren of Salvora (The Horse's Island) apesar das melodias, transborda ódio e Negra Sombra encerra o álbum de forma mais épica e introspectiva.

Um excelente disco que teve tudo feito de forma esmerada, desde a captação do som, a preocupação com o encarte e claro, excelentes músicas. Tudo de forma evoluída sem abrir mão da proposta musical do início de carreira.

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terça-feira, 8 de setembro de 2026

Opus Tenebrae: Opus Tenebrae (2015)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Surgida em 2003 na cidade de Santos (SP), fazendo um mix de música celta e metal extremo, a qual tive a felicidade de assistir ao vivo em 2011, quando foram uma das bandas de abertura do Eluveitie em São Paulo, evento que contou também com os curitibanos do Hawthorn.

O primeiro full só saiu em 2015 e analisando a gravação, ela poderia ter sido melhor, talvez o auxílio de um produtor resolvesse a coisa aqui, mas o resultado está longe de ser ruim. Aurea Hyspania abre mostrando a mescla que disse no primeiro parágrafo. Exortus é mais brutal e Fugnae Aeternum é bem climática.

Opera Mortis começa etérea e vira algo amedrontador, In My Bloco viaja pelo mundo celta, Under The Sign of Cain conta com ótimas guitarras e vocal pútrido, Thereomorphic Encarnations tem como referência o metal extremo brasileiro dos anos 90 e a saideira vem com Celtic Mystery, que é viajante e pesada. Vale dizer que as gaitas de fole ficaram a cargo de May de La Pena.

O que foi percebido na audição é que o Opus Tenebrae é uma banda que não tem medo de sair da zona de conforto e com uma gravação melhor teria alçado vôos bem mais altos.

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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Mr. Big: Ten (2024)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 


Álbum de despedida dessa dream team de hard
rock. Como fã, confesso que não estava animado em ouvir, ainda mais que não temos mais o baterista Pat Torpey conosco. Mas nosso dever é resenhar e vamos lá...

... Com uma capa nos padrões do grupo, recebe uma ótima produção a cargo de Jay Ruston (Everclear, Anthrax, Stone Sour, além de contar que deu um ar contemporâneo ao disco, além de contar com Nick D'Virgilio nos tambores, fazendo um excelente trabalho.

Basicamente composto pelo Eric Martin e Paul Gilbert, o trabalho abre com Good Luck Trying, que mostra a tônica do CD. Com bases no classic rock, com as "fritacões" caracteristicas da banda. I Am on You possui um excelente refrão, enquanto Right Outra Here é densa e "esquisitona".

Sunday Morning Kinda Girl é um rockão vigoroso e abre caminho para a balada Who We Are, que é bem emocional. As Good As Gets conta com ótimos solos, What Were You Thinking é um rock com pegada vigorosa e Courageous é o ponto alto do álbum, por ser puro grude.

A reta final vem com Up On You, que é pura viagem, The Frame é bem envolvente e 3 Days on The Road é um bônus, que não verdade é um cover do cantor soul Howard Tate, que ficou a cara do quarteto.

Como fã de música, digo que "Ten" é um ótimo trabalho, agora como fã da banda, não bate os álbuns clássicos. Jamais imaginei encerrar uma resenha dessa forma, mas foi necessário para situar você leitor.

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terça-feira, 1 de setembro de 2026

Mr. Big: Mr. Big (1989)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Talvez pelo curriculum dos caras, não haveria nome para dar, senão "Senhor Grandão". Saquem só, o baixista Billy Sheeham veio da banda do David Lee Roth, o guitarrista Paul Gilbert do Racer X, o baterista Pat Torpey tocou com Robert Plant e o vocalista Eric Martin era um artista solo da Capitol Records.

O resto é história, hits e tours pelo globo terrestre, mudanças de formação, tretas, idas e vindas até que em 2024, com a partida de Pat, encerraram as atividades com Ten, que acredito não ser o último disco dos caras...

... Indo ao que interessa, em 1989, lançaram seu primeiro álbum, auto intitulado, que tinha uma pegada um pouco mais crua a qual estamos habituados. Impressão reforçada pela qualidade da gravação, que soa como uma demo. 

Addicted to that Rush abre o álbum com muita energia, assim como Wind Me Up. Merciless é o primeiro hit do disco, graças aos ritmo guiado pelo groove e funk. A próxima é uma balada, talvez 9 maior trunfo dos caras na carreira. Atendendo por Had Enough, é bem emotiva e Blame on my Youth é pesada com ritmo dançante.

Take a Walk tem ritmo mais cadenciado, Big Love é doce, alegre e inocente, How Can You Do What You Do tem um ótimo solo. Anything For You encerra a trinca de baladas cheia de dramaticidade. Rock and Roll Over encerra o track normal do CD, com um refrão que define o que é o rock em nossas vidas.

O álbum contém um bônus track, que é 30 Days In a Hole, cover do Humble Pie, que embora não tenha tido grandes mudanças, ficou a cara da banda, encerrando essa ótima estreia dos caras, que se não fosse a gravação... 

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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Macucos: Macucos (2002/2026)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Falar do Macucos é evidenciar que é possível conseguir as coisas pelo talento. Certa vez, um famoso produtor musical, viu um show da banda capixaba, cujo fruto foi um contrato com a gravadora Sony Music, que lançou o primeiro álbum do grupo em 2002, que em 2026 ganhou uma caprichadissima versão em vinil dos "Amigos do Vinil", que promovem um trabalho brilhante na fomentação da música do Espírito Santo.

Adeptos do reggae, os caras tem aí seu favor passear com maestria pelo som mais tradicional do estilo como nos caminhos mais pop, além de um trabalho diferenciado de guitarra.

Como já é tradicional do selo, o trabalho gráfico é fantástico e a remasterização para o disco ficou homogênea e nivelada, sendo possível ouvir tudo com clareza. Mãe Natureza abre o disco de forma envolvente e camas de vozes. Aço e Concreto possui melodias de puro grude e Haverá é aquele momento de transe, onde o corpo dança de forma instintiva.

Cidade de Cor é uma espécie de balada, Além do Mar é cativante e Meninos do Brasil encerra o lado A do vinil elevando o astral na estratosfera. A outra metade da bolacha começa com Magia, onde os "passinhos" rolam de forma instantânea. O Som que Encanta é mais roots, Não Quero Mais é o ápice do álbum, com uma guitarra quase hard Rock.

A reta final do bolacháo vem com Stop é outro momento mais tradicional, Meu Mar retoma a vibe mais envolvente e O Fio da Navalha encerra o trabalho de forma mais densa com uma letra pra lá de reflexiva, que continua atual.

Um disco que beira a perfeição de uma banda que entendeu que para fazer um bom disco não é necessário invenções, apenas executar música boa.

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terça-feira, 25 de agosto de 2026

Lordose pra Leão & Pop Jazz Orquestra (2026)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Disco que comemora os trinta e cinco anos de estrada do grupo capixaba, que escolheu os melhores mundos para isso: um disco ao vivo e no formato de vinil.

Gravado de forma analógica, o trabalho tem uma excelente captação de áudio, que deixou as canções grandiosas e orgânicas, como um disco nesse formato tem de ser. O projeto gráfico é um dos mais bonitos do meu acervo, capa gatefold, ilustrações em quadrinhos, encarte, tudo feito com esmero capricho é em prol dos amantes do colecionismo.

A banda abre o disco com um dos seus maiores sucessos: Jullietzsch. A seguinte, Falsos Mendigos é pura energia, Ananias e o Cavalo é instigante, Filme de Terror possui um pique festeiro e Tudo, que encerra o primeiro lado do vinil é bem pesada, com uns arranjos bem metal inclusive.

A Volta abre o lado B do LP, de forma irreverente (uma das marcas da banda), Homem Pássaro possui ótimos arranjos, Fabito tem um trabalho instrumental impecável, Bichos é aquele som pra cantar junto e a festa se encerra com uma versão pesada para Frevo Mulher, hit do cantor Zé Ramalho, que ficou sensacional.

Daqueles discos para se escutar infinitas vezes, pois é sincero e verdadeiro, ao contrário de muitos trabalhos lançados nesse formato, que sofrem tantas mexidas que nem merecem ser chamados de ao vivo.

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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Prophetic Age: Evolution's Decay (2025)

Por João Messias Jr.
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Um pouco de nostalgia. O ano era 1997 e lembro de uma fitinha que fazia muito barulho no cenário. Era o primeiro trabalho do Prophetic Age, que apostava num black metal de primeira, que apesar da agressividade, já mostrava os caminhos sinfônicos e até progressivos que investiram no futuro.

Foram dez anos de estrada, muitos shows com nomes nacionais e internacionais até que a banda entrou num hiato. Quinze anos depois, houve o retorno com o lançamento do EP "Desolated Landscape" e recentemente o tal aguardado full "Evolutions Decay".

Com uma excelente gravação feita no Dual Noise, o trabalho mostra que o quinteto está afiado com seu black metal recheado de elementos sinfônicos e progressivos e vocais com diversas facetas.

Doomsday Clock é uma intro cinematográfica e horripilante, Ravenous apresenta vozes vampirescas, Visitors soa bem brutal, com solos caóticos. Dive Into Darkness é macabra e Abomination possui diversas nuances, soando matadora em todos.

A faixa título é bombástica, Darkness and Storm possui vozes agonizantes, None of the Weak Will Stand é perturbadora, The Living Dead é feita pra bangear e Beasts of the Haunted Night encerra o disco com vozes gélidas e ritmo viciante.

O álbum mostra que os anos inativos não alteraram o curso da banda, que continua praticando uma música maléfica e agradável aos ouvidos e pescoços. 

Vale citar que o álbum é mais um lançamento da UBL (Union of Black Labels), que aos poucos vem se tornando um dos selos mais importantes do underground.

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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Uganga: Ganeshu (2025/2026)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Todo vídeo ou resenha escrita que produzo para os veículos, busca seguir o que deveria ser o jornalismo, que seria passar a mensagem com clareza ao receptor ou ouvinte. Confesso que esse processo sempre me deixa ansioso, ainda mais quando tecerei palavras e linhas de um grupo que considero um dos mais mortíferos do underground nacional: o Uganga.

Sempre tendo a frente o vocalista Manu Joker (ex-Sarcófago/Angel Butcher), a banda passou por uma profunda mudança de formação, o que talvez represente a intensidade presente em Ganeshu, que mostra todos os elementos do grupo, só que tudo potencializado vezes dez, mesclando metal, hardcore com uns temperinhos a mais.

Lançado originalmente em 2025, ganhou um ano depois sua versão física, tendo um digipack caprichado, encarte detalhado e uma das capas mais bonitas dos últimos tempos.

Guiado pelos quatro elementos, o álbum começa com a enigmática intro Igarapés. A Profecia vem metendo os pés no peito do ouvinte e Confesso apresenta muito Groove e um ritmo mais cadenciado.

Tem fogo é puro banging, Sonho é pesadona, Psicoraio Dub é um momento bem viajante do disco e Exú Não Passa Pano pode ser considerada o hit do disco, graças a suas guitarras viciantes e o refrão se impacto.

Dr. Ones é um interlúdio psicodélico, a faixa título é pura introspecção, graças aos seus climas etéreos, mesclando de forma perfeita dub, reggae e metal. Pressentimento é um bônus da versão física, que é uma espécie de "outro", um dueto mais hip hop de Manu e Isabela Melo, encerrando mais um puta disco dessa banda que não tem disco ruim.

Por ter menos de meia hora, "Ganeshu" é daqueles trabalhos que devem ser ouvidos infinitas vezes sem enjoar.

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GOTHIC VOX: SUPPLICAMENTUM (1991)

Por João Messias Jr. Imagem: Divulgação  O papo hoje é sobre thrash metal, sendo mais específico sobre um disco que passou batido pelo públi...