Por João Messias Jr.Imagem: Divulgação
Um pouco de nostalgia. O ano era 1997 e lembro de uma fitinha que fazia muito barulho no cenário. Era o primeiro trabalho do Prophetic Age, que apostava num black metal de primeira, que apesar da agressividade, já mostrava os caminhos sinfônicos e até progressivos que investiram no futuro.
Foram dez anos de estrada, muitos shows com nomes nacionais e internacionais até que a banda entrou num hiato. Quinze anos depois, houve o retorno com o lançamento do EP "Desolated Landscape" e recentemente o tal aguardado full "Evolutions Decay".
Com uma excelente gravação feita no Dual Noise, o trabalho mostra que o quinteto está afiado com seu black metal recheado de elementos sinfônicos e progressivos e vocais com diversas facetas.
Doomsday Clock é uma intro cinematográfica e horripilante, Ravenous apresenta vozes vampirescas, Visitors soa bem brutal, com solos caóticos. Dive Into Darkness é macabra e Abomination possui diversas nuances, soando matadora em todos.
A faixa título é bombástica, Darkness and Storm possui vozes agonizantes, None of the Weak Will Stand é perturbadora, The Living Dead é feita pra bangear e Beasts of the Haunted Night encerra o disco com vozes gélidas e ritmo viciante.
O álbum mostra que os anos inativos não alteraram o curso da banda, que continua praticando uma música maléfica e agradável aos ouvidos e pescoços.
Vale citar que o álbum é mais um lançamento da UBL (Union of Black Labels), que aos poucos vem se tornando um dos selos mais importantes do underground.
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