segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Publicações: Homicidal Maniac

Por João Messias Jr.
Imagem: Arquivo Pessoal

Falar de publicações impressas é como voltar no tempo, relembrar dos meus primeiros dias do metal, quando você descobre que o estilo é muito mais que Iron Maiden e Kiss. Quem tem entre 40/50 anos, vai se lembrar dos fanzines, que eram publicações xerocadas em máquina de escrever ou manuscritos, que eram em sua maioria distribuídos em lojas especializadas.

Chegaram recentemente dois exemplares da newsletter "Homicidal Maniac", que é organizado pela galera do selo Kill Again Records, pessoal de suma importância ao espectro oitentista do estilo.  

Tenho em mãos os exemplares #6 e #8, de 2023 e 2025, respectivamente, que é um quitute aos amantes do estilo: entrevistas longas e o mais importante: conduzidas de forma apaixonante, fugindo do esquema jornalístico redondo. E não se trata de uma crítica ao que é feito hoje, apenas vale dizer que esse lance mais intenso funciona muito bem na Homicidal Maniac.

Aos interessados, visitem o site da Kill Again Records  e ao adquirir material, creio que o pack virá com um exemplar desse artefatos monstruoso, cuja única ressalva fica pelo nome, pois é muito mais completo e elaborado que um newsletter. Acho que fanzine seria o nome ideal.

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domingo, 1 de fevereiro de 2026

Anvil: Plugged In Permanent (1996)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Antes eu achava que se tratava de uma tremenda injustiça bandas como Riot, Fates Warning e principalmente os canadenses do Anvil ( grupo que resenharemos hoje), não terem o merecido reconhecimento por seus serviços prestados a música pesada.

Formado nos anos setenta sobre o nome Lips, adotando o nome atual em 1981, é reconhecido por fazer um heavy metal que une técnica e voracidade, adquiriu contornos mais extremos em contemporâneos em "Plugged In Permanent", sétimo álbum do quarteto lançado em 1996, que chama a atenção pela bela capa, que faz uma crítica aos unpluggeds lançados na época.

Utilizando timbres mais modernos e colocando mais peso e velocidade nas composições, mostram essa faceta logo na abertura com Racial Hostility, além de ter bumbos velozes, muito groove e partes quebradas. Doctor Kevorkian é veloz e perturbadora, Smoking Green faz uma conexão com o passado dos caras.

Destined for Doom é bem cadenciada e a quadra  Killer Hill, Face Pull, I'm Trying to Sleepy e Five Knuckle Shuffle são momentos guiados pela adrenalina, que além de não deixarem ninguém parado, são perfeitas para moer o pescoço.

O encerramento vem com Truth or Consequences, bem sombria e Guilty, uma power ballad (tradicional nos álbuns do grupo). Sendo instigante, perturbadora, tendo técnica e feeling envolvidos.

Se por um lado não conquistaram o topo, conquistaram os bangers com álbuns essenciais na discografia e coração de muitos camisas pretas.

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Katatonia: Discouraged Ones (1998)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Tai uma banda que meio que passou batido na época e atualmente. Só que resolvi dar uma chance aos suecos e, resolvi começar logo do terceiro álbum da banda, que rompe com o death/doom dos primeiros dias e parte para algo  sem rótulos, embora soturno, melancólico e depressivo.

Essa versão é um relançamento da Mindscrape Music e conta com um projeto gráfico muito bonito em digipack e conta com alguns bônus, dos quais falarei no decorrer da resenha. I Break inicia o disco com guitarras melódicas, densas e envolventes, totalmente guiada pela emoção. 

Stalemate é influenciada pelo grunge/alternativo, Deadhouse tem linhas hipnotizantes, Relention se destaca pelas vozes limpas fora do padrão. Cold Ways remete ao passado da banda, porém com muitas passagens hard rock e do pop, fazendo aqui o ápice do trabalho.

Só que após temos ótimos momentos ainda... Gone é bem fúnebre, Nerve é bem carregada, Last Resort possui partes caóticas e desesperadoras, enquanto Saw You Drown é emocional é pop em muitos instantes. 

Instrumental é bem fusion, Distrust é pesadona e encerra o track normal do álbum. Quiet World é o primeiro bônus e soa etérea e progressiva e a seguinte, Scarlet Heavens é um encanto de som. Com mais de dez minutos, é instigante, inspirada no gothic rock, tendo muitos climas e passagens dançantes, encerrando esse belo disco, que tem tudo para agradar góticos, doomers e fãs de música pesada em geral.

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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Sentenced: The Cold White Light (2002)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação

Falar do sexto álbum dessa saudosa banda finlandesa é descrever um dos discos que mais ouvi na minha vida na época do seu lançamento. Sem exageros, as audições eram diárias, tendo dias que ouvia ao acordar e dependendo da vez, ao chegar da labuta, delíciava meus ouvidos com as músicas do disco.

Para quem não conhece, o Sentenced iniciou suas atividades no final dos anos 80, mais voltada ao death metal. Aos poucos, abriu o leque para o doom, mas o pulo do gato veio com a entrada do vocalista Ville Laihalla e por consequência, álbuns como Down, Frozen, Crimson e The Cold White Light, o "Black Álbum" do quinteto.

Em comparação aos anteriores com Ville, "The Cold" soa mais pesado e orgânico, porém mais "rock" é acessível, sem abrir mão da vibe deprê. Com um belo projeto gráfico e ótima produção, o cd abre com Konevitsan Kirkonkellot, uma intro sinistra, que abre caminho para Cross My Heart And Hope to Die, aquele chiclete envolvente e um refrão apoteótico. Brief is The Light é pop/fúnebre, onde as vozes e cordas limpas se destacam.

Neverlasting tem uma vibe rock and roll. Aika Multas Mustot (Everything is Nothing) é uma balada etérea. Excuse Me While I Kill My Self é explosiva, Blood & Tears é outro momento grudento do album. You're The One é o ápice do disquinho. Emocional é totalmente pop, tendo um bonito refrão. Guilt And Regret é outra balada legal, The Luxury of The Grave é feita pra agitar e a saideira, No One There é um capítulo a parte. Outra balada cativa pela intensidade e emoção, sendo dona de um clipe triste, porém envolvente. 

The Cold White Light é daqueles álbuns que é para se ouvir diversas vezes, sem parar. Uma pena que depois disso, lançaram mais um álbum e encerraram as atividades. Como fã, não custa nada sonhar com um show especial num show nesses festivais de verão que rolam na Europa.

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Obscurity Vision: Dark Victory Day (2017)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Assim como os mineiros do Luvart, a galera do Obscurity Vision teve suas atividades iniciadas nos anos 90, teve uma pausa, retomaram as coisas em 2016 e, logo mostraram o primeiro fruto de retorno, o primeiro e até então único full da carreira, "Dark Victory Day", de 2017.

Praticantes de um black metal, que possui flertes com o death/doom, que fica mais evidente pela divisão de vozes, que vão do gutural ao mais rasgado. Ie Kae da início aos trabalhos, uma intro que já entrega o maior pecado do cd: uma produção abaixo do nível da banda, o que compromete a audição.

Living In a Suicidal Dreams é veloz, assim como  Obscurity Creation. Já Benedito of Evil apresenta partes mais cadenciadas, enquanto e faixa título mostra momentos bem fúnebres. Só que temos mais...

... Apodrecendo tem muita morbidez, Slow Agony é impiedosa, I Can See apresenta uns lances mais climáticos, The Silence Is Painful tem partes minimalistas e Sick Minds aposta em momentos quebrados.

A parte final do álbum vem com Violência, que é visceral, Black Funeral é mais cadenciadas e Dark Truth, é a mais longa do álbum. Em quase dez minutos, alterna mudanças de ritmo e passagens bem trabalhadas, encerrando a estreia do então quinteto, que mostrou competência, mas esbarrou na péssima produção.

Após o debut, a banda soltou um debut com o Lord Amoth e apesar de não ter soltado nada novo, hoje atua como um trio, não posta nada novo no Instagram do grupo desde o ano passado.

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Luvart: Rites of The Ancient Cults (2015)

Por João Messias Jr.
Imagem : Divulgação 

Oriunda de Juiz de Fora (Minas Gerais), a banda iniciou suas atividades em 1993, logo parou, teve um longo inverno e desde seu retorno em 2009, mantém um ritmo prolífico de lançamentos. Rotulado como black metal, o som dos caras vai muito alto, pois aposta em partes mais cadenciadas e momentos doom, que agradará em cheio os fãs do estilo, em especial a galera que curtiu os lançamentos da Cogumelo Records nas décadas de 1980/1990.

Lançado em 2015, "Rites of The Ancient Cults" tem início com Primordial Incantation, que é uma intro macabra e ritualística. Thy Draconian Majesty é ríspida, At The Gloomy Sky começa visceral e aos poucos fica mais soturna e perturbadora.

The Path of Serpent é lenta e arrastada, Summoning The Black Light é etérea e maldosa, Wrathful Tyrant é pura morbidez. Beyond the Gates of Realms é minimalista com um refrão agonizante e Tenebris Mater é épica e tétrica, encerrando o álbum, que mostra uma galera que entende do riscado e que agradará em cheio os mais trues.

Desde então, a banda lançou mais alguns álbuns, sendo mais recente, "Until The Void", de 2015.

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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Atropina: Prego em Carne Podre (2021)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Banda gaúcha que possui três décadas de estrada e esse é o quarto álbum do quinteto. De cara, temos impressões bem positivas, como a boa produção, ótima capa e um som híbrido, que transita entre o black/death, com ótimas melodias. Com um detalhe: tudo feito em português, provando que essa barreira do idioma não existe mais.

Vociferando Sangue começa a nossa audição, bem impiedosa, recheada de velocidade e morbidez. Blasfêmia Eterna possui climas desesperadores, Lágrimas Mortas é puro black/doom, alem de possuir ótimos solos.

A faixa título possui vozes em canto gregoriano e momentos brutais. Gélida Madeira é um interlúdio macabro, Anjo Doentio é dona de guitarras sombrias, Masmorra dos Açoitados possui riffs bem thrash, enquanto Enfermidades Torturadas tem um clima agonizante.

A reta final do disco vem com Delírios Assombrados, que é bem inspirada no metal tradicional, Hereditário Fim é  fúnebre e Pensamento Plano, que encerra o álbum é puro ódio, além de possuir um refrão marcante.

Uma excelente banda, que eu não conhecia e que agora cabe a mim, buscar os materiais antigos 

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Publicações: Homicidal Maniac

Por João Messias Jr. Imagem: Arquivo Pessoal Falar de publicações impressas é como voltar no tempo, relembrar dos meus primeiros dias do met...