Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação
Esse é o debut de uma das bandas mais bacanas e criativas do Brasil, que praticam um mix "torto" diferenciado, que engloba diversos estilos como doom, stoner, sludge, MPB, rock progressivo e o que mais vier na mente. Outra vertente presente no disco é a música regional nordestina, que não chega a ser uma surpresa, afinal o grupo é dessa região, sendo mais preciso, João Pessoa (Paraíba).
Liricamente inspirado em pensadores como Ariano Suassuna, o álbum abre com Ave Bala, que é intimidadora e com muitos arranjos jazzisticos, Água Branca é nebulosa e introspectiva, enquanto São Francisco mescla momentos que vão do doom até a MPB, sem perder a pegada mais lúgubre.
Bacia das Almas é viajante e climática, Terra Arrasada caminha pelos lados do black/doom, Lobisomem é cadenciada, instigante e o trabalho se encerra com a faixa título do álbum. Que se inicia bem etérea, cujo decorrer passeia pelo progressivo e climas caóticos irresistíveis.
A versão em cd que tenho em mãos, possui versões ao vivo das faixas Ave Bala, Água Branca e São Francisco que ficaram mais viajantes e progressivas, mostrando uma outra faceta dos caras.
Além de ser do início ao fim, Holoceno comete a façanha de mexer com o ouvinte, graças aos climas e nuances variadas.
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