segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Uganga: Ganeshu (2025/2026)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Todo vídeo ou resenha escrita que produzo para os veículos, busca seguir o que deveria ser o jornalismo, que seria passar a mensagem com clareza ao receptor ou ouvinte. Confesso que esse processo sempre me deixa ansioso, ainda mais quando tecerei palavras e linhas de um grupo que considero um dos mais mortíferos do underground nacional: o Uganga.

Sempre tendo a frente o vocalista Manu Joker (ex-Sarcófago/Angel Butcher), a banda passou por uma profunda mudança de formação, o que talvez represente a intensidade presente em Ganeshu, que mostra todos os elementos do grupo, só que tudo potencializado vezes dez, mesclando metal, hardcore com uns temperinhos a mais.

Lançado originalmente em 2025, ganhou um ano depois sua versão física, tendo um digipack caprichado, encarte detalhado e uma das capas mais bonitas dos últimos tempos.

Guiado pelos quatro elementos, o álbum começa com a enigmática intro Igarapés. A Profecia vem metendo os pés no peito do ouvinte e Confesso apresenta muito Groove e um ritmo mais cadenciado.

Tem fogo é puro banging, Sonho é pesadona, Psicoraio Dub é um momento bem viajante do disco e Exú Não Passa Pano pode ser considerada o hit do disco, graças a suas guitarras viciantes e o refrão se impacto.

Dr. Ones é um interlúdio psicodélico, a faixa título é pura introspecção, graças aos seus climas etéreos, mesclando de forma perfeita dub, reggae e metal. Pressentimento é um bônus da versão física, que é uma espécie de "outro", um dueto mais hip hop de Manu e Isabela Melo, encerrando mais um puta disco dessa banda que não tem disco ruim.

Por ter menos de meia hora, "Ganeshu" é daqueles trabalhos que devem ser ouvidos infinitas vezes sem enjoar.

Link da resenha no YouTube:

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Erasy: Some Nice Flowers (2020)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Esse é o segundo full desse quarteto baiano, que aposta num mix sorumbático de doom/stoner/sludge, cuja miscelânea é pesada, arrastada e viajante. A arte gráfica chama a atenção pela utilização de preto e branco, além de contar com um interessante texto contando sobre a temática do álbum: o vazio existencial, além de uma boa produção, que deixou tudo vibrante e orgânico.

Com faixas que alternam entre os três e oito minutos, o disco abre com Motivacional Message, cheia de fuzz, lisergia e vozes desesperadoras. Já The Truth is Everywhere possui vozes esganiçadas, climas densos e solos interessantes, enquanto Memento Mori, que conta com a participação do vocalista Edmar Oliveira soa bem Candlemass, além de possuir um dueto bem interessante.

A faixa título é mais introspectiva, contendo algumas narrações, Look Into Emptiness flerta com o black metal, Wisdom Comes From The Ashes provoca um transe no ouvinte, além de encerrar o track normal do álbum. 

Em seguida temos os bônus Under The Moonlight e The Deal, ambas macabras e pesadíssimas.

Some Nice Flowers é como assistir seu filme favorito várias vezes, pois a cada audição, é possível sacar nuances diferentes, o que soa legal demais para quem gosta do ritual de ouvir música, em especial com fones.

Link da resenha no YouTube:

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Cold Burial: Accursed Act of Eternity (2023)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Esse é o primeiro e até então único registro dessa one man Band formada por Sepherus Dutra (Prometean Gate/Temple of Hyperborea), que apesar de também investir no black metal, soa diferente por soar mais sinfônico, perturbador e até mais progressivo que os outros grupos citados.

Com oito faixas e uma boa produção gráfica e sonora, o disquinho abre com Conjuring The Demonic Symphony, que é mórbida e assustadora. Crimson Shadows of Mortality bate aquela nostalgia gostosa, daquele black/doom noventista que ficou nos corações daqueles que viveram a época.

Prelude to Damnation é mais cadenciada, Serenade of the Damned soa agonizante, enquanto Whispers of Eternal Torment é curta e grossa. Na sequência temos Eternal Descent into Darkness possui riffs que colam na mente e From Ashes to Inferno ganha momentos épicos e atmosféricos em seu decorrer.

O final vem com a longa Infinity Desolation. Com mais de quinze minutos, que temos uma síntese do cd, com mórbidas sinfonias e climas agonizantes.

Um excelente trabalho, que embora seja chover no molhado, mostra o quão poderoso é o cenário black metal nacional, que nada deve aos cenários dos outros continentes.

Link da resenha no YouTube:

quarta-feira, 17 de junho de 2026

Atualizando....

Por João Messias Jr.
Imagem: Arquivo Pessoal

Boa tarde a todos!

Que essas linhas tortas encontrem todos bem. Atualizando a pausa, posso dizer que hoje vejo uma luz aqui. Afinal, já estamos ambientados (tem uma feira sensacional aqui, diga-se de passagem), mas o assunto é o canal e estamos dentro do cronograma.

A fonte do notebook desapareceu na mudança e confesso que me surpreendi com o preço, mas esses percalços serão resolvidos no mês de julho, onde nossas atividades, retomadas. Tanto que já estou dando a dica do que vai rolar na volta. Estamos recebendo materiais, esse com uma história bem curiosa que põe em xeque a idoneidade de entregadores de empresas de aplicativos e aquela estatal famosa que passou da hora de privatizar.

É isso, estamos firmes e fortes. Num curto período sabático, porém com muita fé e sempre acreditando que nada é por acaso!

Abraços e até breve!

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Sobre o canal....

Por João Messias Jr.
Imagem: Arquivo Pessoal 

Salve camisas pretas, tudo bem com vocês?

Sei que muitos estão querendo saber do canal. Pois bem, havia explicado no post anterior que mudamos de uma forma que não estava nos planos. Todo mundo que passa por isso sabe que o processo é angustiante e sofrido, fora os perrengues, enfim...

Após a adaptação e praticamente tudo organizado, venho a vocês dizer que: voltaremos, mas não agora e os motivos são simples. Meu celular não tem mais condições de gravar vídeos com o mínimo de qualidade e nesse vai e vem de coisas o meu ring light quebrou de forma irreversível. Situações que serão resolvidas no próximo mês.

Fico chateado por passar esse tipo resposta a vocês. Só que decidi retomar as atividades com o blog e na próxima semana teremos resenhas inéditas, para não ficar tanto tempo sem apresentar nada novo.

É isso, um grande abraço, cuidem-se e acompanhem as novas resenhas do blog: 

terça-feira, 12 de maio de 2026

Atualizações....

Por João Messias Jr.
Imagem: Arquivo Pessoal


Hoje é dia de fugir daqueles textos mais jornalísticos e bonitinhos, pois apesar das grandes (e melhores) expectativas, temos de passar pela parte da transição. Para aqueles que sabem, toda mudança é uma fusão de sentimentos bons e ruins, desde a parte de empacotar coisas, cuidar para que tudo chegue bem no novo destino, mas o que pega aqui de fato é o seguinte: você estar impedido de fazer o que realmente gosta e que lhe proporciona prazer.

Como já se vão mais de vinte dias desde o último vídeo do canal, era o momento de atualizar como está o andamento das coisas.

A foto mostra o cenario encaixotado no piso térreo da casa que estamos e, acredito que no máximo em quinze dias iremos para o nosso novo canto, onde serão produzidos os próximos vídeos e posso garantir a vocês que voltaremos com sangue nos olhos (afinal, nunca estamos sozinhos), inclusive com novas aquisições sendo realizadas e claro, buscaremos compensar cada semana de ausência.
Não há uma data clara de retorno, e aos poucos iremos inserir atualizações por aqui ou pelos shorts.

É isso, grande abraço, continuem firmes, afinal, já já teremos a copa (o menino Ney precisa ir) e torcendo aqui para a Coreia do Sul ir o mais longe que conseguir.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Riffcoven: O Caminho do Aço (2023)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Esse é o segundo full dessa banda de stoner/doom, que tem membros que fazem parte de formações como Jupterian e Infamous Glory. Ou seja, estamos falando de gente gabaritada.

A arte feita por Gustavo Pelissari é maravilhosa e o CD conta com uma ótima producao. Colocando a bolachinha pra rolar, tudo tem uma cara própria, feita de forma densa, pesada e viajante, que chama a atenção pelas vozes caóticas, que trazem na mente o Vital Cavalcante, conhecido por fazer parte do Jason e ter cantado no Matanza Inc.

Cidadela do Caos abre o disco de forma arrastada e perturbadora, Lamento de Ur é instigante e o ápice do trabalho vem com Assalto Brutal ao Templo da Morte, que é veloz, bem rock and roll, que recebe um refrão inspirado, cheio de dobras e excelentes solos.

Santo dos Assassinos é brutal e assssustadora, com um final etéreo, Encontro com Rama é melancólica e O Vale das Mulheres Perdidas é macabra, com partes cadenciadas e o encerramento vem por meio de A Torre do Elefante, que possui momentos hard rock e momentos de transe no final.

Um disco legal pra cacete, que é viciante e viajante. O mais bacana de tudo foi saber que os caras estão preparando disco novo e que com certeza será resenhado aqui.

Link da resenha no YouTube:

Uganga: Ganeshu (2025/2026)

Por João Messias Jr. Imagem: Divulgação  Todo vídeo ou resenha escrita que produzo para os veículos, busca seguir o que deveria ser o jornal...