sexta-feira, 27 de março de 2026

Wendy O. Williams: Kommander of Kaos (1986)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Conhecida pelo seu trabalho com o Plasmatics, além das suas performances chocantes e sensuais, a vocalista Wendy O. Williams se lançou em carreira solo e no ano de 1986 lançou seu segundo álbum, chamado "Kommander of Kaos".

Fazendo um mix energético de metal e punk, o disco chama a atenção pela gravação suja e muito próximo do que deveria ser ao vivo, o que proporciona uma audição agradável para os fãs dessa linha musical.

Hoy Hey (Live to Rock) abre o álbum de forma energética e explosiva, Pedal to The Metal é mais rock and roll e Goin Wild possui um refrão apoteótico. O primeiro lado do LP se encerra com Ain't None Your Business, som ao vivo incluído no trabalho que è bem punk'n'roll.

Party abre o lado B retomando o pique visceral, Jailbait possui ótimas guitarras, Bad Girl é um hard irresistível, assim como Fight for The Right e a saideira vem com F... That Booty que mescla heavy e punk, encerrando o álbum de forma bem legal.

Um puta disco, daqueles de se ouve de ponta a ponta diversas vezes sem enjoar.

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quarta-feira, 25 de março de 2026

Camarones Orquestra Guitarristica: Rytmus Alucynantis (2015)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Conheci esse quarteto graças ao saudoso selo Heart Bleeds Blue por meio de uma caixa misteriosa. Pura viagem instrumental, que tem como base a surf music, com uns temperos aqui e ali que proporcionam uma audição agradável e viciante dos potiguares.

Silêncio, Barulho a Vista abre o disco com guitarras pesadas e um certo minimalismo, Apocalypso é pura viagem, a faixa título é arrastada e Tsunami mescla reggae com música nordestina. Cat Friends é bem rock and roll, Down The Ball possui quebras de ritmo bem legais e um final bem melancólico.

Xadrez com Karpov é bem super bonder, Ponta Negra Rocksteady é um mix de MPB com música havaiana, Tex Mex Camino é bem introspectiva, Final Feliz é contagiante e Charme Chermont encerra o álbum com regionalismos bem sacados.

Rytmus Alucynantis foi um disco que proporcionou a banda percorrer diversos estados e exterior, mostrando o poder da música instrumental feita no Brasil.

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https://youtu.be/etjtgwoL7pQ

terça-feira, 24 de março de 2026

Lucifer: Lucifer III (2020)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Donos de uma sonoridade única, que faz um som denso e macabro, comandado pelos envolventes vocais de Johanna Sadonis e escolhi falar desse álbum que mudou o patamar do grupo: de um grupo relegado ao público setentista a massa do metal.

Os primeiros álbuns são maravilhosos, mas tudo aqui é maior e melhor. Desde produção, nível técnico e claro, a qualidade das canções, como Ghosts, que abre o disco. Dona de guitarras psicodélicas, ritmo pulsante e contagiante. Midnight Phantom é hipnótica e Leather Demon é melancólica.

Lucifer é visceral, Pacific Blues é bem arrastada e caminhos macabros acontecem em Coffin Fever. O hard rock dá o ar da graça em Flanked by Snakes e Stay Astray, essa com um refrão horripilante que é dito "I Never Walk Alone".

Cemetery Eyes é a saideira do disco. Puta balada melódica, bonita e com momentos progressivos, que faz o ouvinte ir ao repeat mais de uma vez.

Tai uma banda que não possui disco ruim é que no mês de abril estará no Brasil para uma série de shows, apresentando sua boca formação e que segundo a cantora, LINE UP que traz "renovação e elimina os fardos do passado".

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sexta-feira, 20 de março de 2026

Shadowside: Dare to Dream (2009)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Só o título do segundo álbum do quarteto faz você querer conhecer o som da banda. Afinal, numa tradução livre, "Dare to Dream" é algo como "Ousando a Sonhar", que é o que faz todo fã de música pesada após uma certa idade, seja com banda, impresso, redes sociais, vídeos ou num.blog.

O trabalho em si mostra um salto evolutivo em relação ao debut, "Theatre of Shadows". Aqui temos uma banda mais pesada, coesa e coesos, gerando canções de impacto, algumas com pinta de hit.

Bem produzido e com um belo projeto gráfico, o cd começa com Nation Hollow Mind, que é agressiva, In The Night é o primeiro hit do álbum, hard pesadíssimo com um refrão bem chamativo. Last Thoughts é mais cadenciada e Hideaway, a melhor do disco. Pesada e com vozes poderosas, ganha o ouvinte de cara.

Baby in The Dark possui um refrão apoteótico, assim como Ready or Not, Memories conta com vocais raivosos, Wings of Freedom é outro momento inspirado pelo hard e Time to Say Goodbye é a balada do disco, bem climática e melódica.

A reta final do álbum vem com a modernosa Life Denied e a faixa título encerra o álbum no maior alto astral, tendo vozes maliciosas , guitarras cadenciadas e com muitos momentos super bonder.

O melhor disco da banda, que depois lançou os ótimos"Inner Monster Out" e "Shades of Humanity", mas desde 2023 não temos mais notícias da banda nas redes sociais...

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quarta-feira, 18 de março de 2026

Seven Angels: The Second Floor (2002)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Ao lado de bandas como Clemency, Skymetal, Eterna, Miracle e Bélica, o Seven Angels foi responsável pelo "boom" do metal cristão no início do segundo milênio. A paixão pela música foi imediata graças a música "Here I Am", que foi a prévia do primeiro EP do grupo.

Com a boa repercussão, os curitibanos se apresentaram em diversos lugares, abriram para o Seventh Avenue e fizeram muitos shows em São Paulo, um deles memorável ao lado do Destra.

A consequência desse trabalho foi um contrato com a gravadora Megahard Records, que colocou no mercado o primeiro álbum do quinteto, "The Second Floor", que agradará em cheio os fãs de power metal melódico.

Death Overture é uma intro enigmática, a faixa título é bombástica e Breathless Tears é dona de um refrão classe A. Revelation mescla climas densos e progressivos. Deceiving Time tem momentos barrocos e The Window of His Majesty é o momento mais introspectivo do álbum.

Purify tem cheiro de palco, Mask of Sadness flerta com o thrash, Here I Am é o hit do disco. Grudenta, marcante e explosiva, possui linhas encantadoras de voz. From Hills and Woods encerra o disco de forma épica e progressiva.

Um disco que os fãs do estilo tem a obrigação de conhecer. Vale dizer que esse álbum deu muito bom e depois lançaram um segundo disco, entraram em um hiato e anos depois retomaram as atividades, agora apenas tendo a vocalista Debora Musmeci da formação original.

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terça-feira, 17 de março de 2026

Blues Pills: Lady In Gold (2016)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Ao lado do Lucifer, podemos dizer que os suecos do Blues Pills são os responsáveis pelo descobrimento do classic rock. Semente que foi inseminada pelo Cathedral décadas atrás. Fundada em 2011, a banda que tem como marca registrada as vozes de Elin Larson, que possui referências como Está James, Nina Simone e Janis Joplin, faz bonito em seu segundo álbum, "Lady In Gold", de 2016.

Apostando num mix de rock, blues e soul, começa colocando o ouvinte pra dançar com a faixa título. Little Boy Preacher enveredar pelo psicodelismo, Burned Out é bem bluesy e o ápice do cd vem com a balada I Felt A Change. Puta balada emocional a lá Changes (Black Sabbath), que gerou comparações com a cantora Adele na época.

Gone So Long é sombria, Bad Talkers tem lances disco geniais, You Gotta Cry tem um ótimo Hammond, Won't Go Back possui pianos bem sacados, Rejection é densa e a saideira vem com Elements and Things, que tem um pique "cósmico" bem viajante.

Junto ao excelente repertório, temos um acabamento gráfico impecável, além da versão que tenho possuir um DVD ao vivo, com um repertório que abrange os primeiros trabalhos do quarteto.

O último registro do quarteto é o álbum "Birthday", de 2024, que apesar de ser diferente dos trabalhos anteriores, possui ótimos momentos.

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sexta-feira, 13 de março de 2026

As Radioativas: Cuidado Garota (2013)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Sabe quando você ouve um disco e tem a certeza que ele seria um sucesso? Foi realmente essa a impressão que tive quando escutei esse primeiro e infelizmente único registro desse quinteto paulista, que praticava um rock and roll visceral de pegada bluesy, polvilhado com um tempero punk.

Produzido por Luiz Calanca e lançado pelo selo Baratos Afins, "Cuidado Garota" começa com Isso é Rock and Roll, que é aquele som com cheiro de boteco. Enquanto eu Fujo de Você é pegajosa e a faixa título é dona de guitarras incríveis.

Lucille é bem dançante, Stupid Boy é debochada, Bad Girl é minimalista com solos deliciosos. Seja Você cola na mente, Doce Ácido é a mais introspectiva do disco e a saideira com Longo Tempo aposta num blues contagiante.

Um puta disco que tinha tudo para alcançar vôos mais altos, mas não foi o que aconteceu, sendo que encerraram as atividades e pelo que está nas redes sociais, o lance terminou de forma nada amigável.

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Wendy O. Williams: Kommander of Kaos (1986)

Por João Messias Jr. Imagem: Divulgação  Conhecida pelo seu trabalho com o Plasmatics, além das suas performances chocantes e sensuais, a vo...