segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Trovão: Diamante (2025)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Uma das melhores bandas do cenário nacional hoje em dia! Formada em 2008 pelo vocalista e mente, Gustavo Trovão (ex-Selvageria), consiste em fazer um som inteligente e bem elaborado, que funde o hard/heavy praticado no Brasil na década de 1980. Só que em "Diamante" consegue uma grande façanha por causa dos teclados. Com o instrumento mais em evidência, a banda deu uma cara mais AOR as canções, o que deu um resultado fenomenal as músicas, TODAS com status de clássicos.

Bem produzido (felizmente não é uma produção inspirada na época) e com um projeto inspirado nos 80, com um encarte em  preto e branco, tem início com Preso ao Passado, totalmente envolvente, assim como a seguinte, Seres da Noite, onde é automático dançar e viajar nos sons.

Após duas musicas mais AOR, Trovão (a música) é mais rock and roll, repleta de passagens espetaculares. Até o Fim a vontade de bater cabeça é instantanea, Olhos da Cidade é viciante e a faixa título é feita para os palcos.

Não Lembre Mais de Mim é um cover da banda carioca Vapor e ficou sensacional, totalmente hard com um refrão no mínimo inspirador. Sociedade Corrompida é bem cadenciada e Insanidade, que encerra o disco, possui linhas de voz mais introspectivas e um refrão matador.

"Diamante" é daqueles álbuns de ouvir de ponta a ponta e admito uma coisa: quem ouvir o disquinho e não sentir nada, procure um médico.

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Publicações Impressas: Lucifer Rex (2025/2026)

Por João Messias Jr.
Imagem: Arquivo Pessoal.

Resistência e Resiliência!

Não há outra forma de iniciar essa resenha, pois estamos falando da maior publicação destinada ao cenário underground. Sem desmerecer o legado de revistas como Roadie Crew, Rock Brigade e Valhalla, pois a proposta é criar um veículo físico totalmente dedicada a música extrema (ou necro underground) e que com certeza elevará esse nicho a um novo patamar. Para quem gosta de comparações, levando pra música, foi o que grupos como Covenant e Dimmu Borgir fizeram no black metal nos anos 90/2000.

Contando com uma excelente diagramação, é composta uma galera experiente, a nova edição une entrevistas bem detalhadas e fundamentadas, feitas com bandas de destaque como Wolflust, Mavra, Onoskelis, Eminent Shadows, Cavalo Bathory, o ilustrador Rubens Azoth, além de "extras", tendo textos sobre black/death metal, além de um especial sobre os primeiros anos do Sarcófago, o que conecta a antiga e atual geração da música extrema.

A segunda edição acertou em cheio, agradará os fãs do site é daqueles que adquiriram o primeiro número, em projeto que tem tudo para durar anos. Agora o compromisso é nosso para que essa iniciativa inteligente e ousada não fique pelo caminho.

Link da resenha no YouTube:
https://youtu.be/1bfzlN0j0xk

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Publicações: Homicidal Maniac

Por João Messias Jr.
Imagem: Arquivo Pessoal

Falar de publicações impressas é como voltar no tempo, relembrar dos meus primeiros dias do metal, quando você descobre que o estilo é muito mais que Iron Maiden e Kiss. Quem tem entre 40/50 anos, vai se lembrar dos fanzines, que eram publicações xerocadas em máquina de escrever ou manuscritos, que eram em sua maioria distribuídos em lojas especializadas.

Chegaram recentemente dois exemplares da newsletter "Homicidal Maniac", que é organizado pela galera do selo Kill Again Records, pessoal de suma importância ao espectro oitentista do estilo.  

Tenho em mãos os exemplares #6 e #8, de 2023 e 2025, respectivamente, que é um quitute aos amantes do estilo: entrevistas longas e o mais importante: conduzidas de forma apaixonante, fugindo do esquema jornalístico redondo. E não se trata de uma crítica ao que é feito hoje, apenas vale dizer que esse lance mais intenso funciona muito bem na Homicidal Maniac.

Aos interessados, visitem o site da Kill Again Records  e ao adquirir material, creio que o pack virá com um exemplar desse artefatos monstruoso, cuja única ressalva fica pelo nome, pois é muito mais completo e elaborado que um newsletter. Acho que fanzine seria o nome ideal.

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domingo, 1 de fevereiro de 2026

Anvil: Plugged In Permanent (1996)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Antes eu achava que se tratava de uma tremenda injustiça bandas como Riot, Fates Warning e principalmente os canadenses do Anvil ( grupo que resenharemos hoje), não terem o merecido reconhecimento por seus serviços prestados a música pesada.

Formado nos anos setenta sobre o nome Lips, adotando o nome atual em 1981, é reconhecido por fazer um heavy metal que une técnica e voracidade, adquiriu contornos mais extremos em contemporâneos em "Plugged In Permanent", sétimo álbum do quarteto lançado em 1996, que chama a atenção pela bela capa, que faz uma crítica aos unpluggeds lançados na época.

Utilizando timbres mais modernos e colocando mais peso e velocidade nas composições, mostram essa faceta logo na abertura com Racial Hostility, além de ter bumbos velozes, muito groove e partes quebradas. Doctor Kevorkian é veloz e perturbadora, Smoking Green faz uma conexão com o passado dos caras.

Destined for Doom é bem cadenciada e a quadra  Killer Hill, Face Pull, I'm Trying to Sleepy e Five Knuckle Shuffle são momentos guiados pela adrenalina, que além de não deixarem ninguém parado, são perfeitas para moer o pescoço.

O encerramento vem com Truth or Consequences, bem sombria e Guilty, uma power ballad (tradicional nos álbuns do grupo). Sendo instigante, perturbadora, tendo técnica e feeling envolvidos.

Se por um lado não conquistaram o topo, conquistaram os bangers com álbuns essenciais na discografia e coração de muitos camisas pretas.

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Katatonia: Discouraged Ones (1998)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Tai uma banda que meio que passou batido na época e atualmente. Só que resolvi dar uma chance aos suecos e, resolvi começar logo do terceiro álbum da banda, que rompe com o death/doom dos primeiros dias e parte para algo  sem rótulos, embora soturno, melancólico e depressivo.

Essa versão é um relançamento da Mindscrape Music e conta com um projeto gráfico muito bonito em digipack e conta com alguns bônus, dos quais falarei no decorrer da resenha. I Break inicia o disco com guitarras melódicas, densas e envolventes, totalmente guiada pela emoção. 

Stalemate é influenciada pelo grunge/alternativo, Deadhouse tem linhas hipnotizantes, Relention se destaca pelas vozes limpas fora do padrão. Cold Ways remete ao passado da banda, porém com muitas passagens hard rock e do pop, fazendo aqui o ápice do trabalho.

Só que após temos ótimos momentos ainda... Gone é bem fúnebre, Nerve é bem carregada, Last Resort possui partes caóticas e desesperadoras, enquanto Saw You Drown é emocional é pop em muitos instantes. 

Instrumental é bem fusion, Distrust é pesadona e encerra o track normal do álbum. Quiet World é o primeiro bônus e soa etérea e progressiva e a seguinte, Scarlet Heavens é um encanto de som. Com mais de dez minutos, é instigante, inspirada no gothic rock, tendo muitos climas e passagens dançantes, encerrando esse belo disco, que tem tudo para agradar góticos, doomers e fãs de música pesada em geral.

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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Sentenced: The Cold White Light (2002)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação

Falar do sexto álbum dessa saudosa banda finlandesa é descrever um dos discos que mais ouvi na minha vida na época do seu lançamento. Sem exageros, as audições eram diárias, tendo dias que ouvia ao acordar e dependendo da vez, ao chegar da labuta, delíciava meus ouvidos com as músicas do disco.

Para quem não conhece, o Sentenced iniciou suas atividades no final dos anos 80, mais voltada ao death metal. Aos poucos, abriu o leque para o doom, mas o pulo do gato veio com a entrada do vocalista Ville Laihalla e por consequência, álbuns como Down, Frozen, Crimson e The Cold White Light, o "Black Álbum" do quinteto.

Em comparação aos anteriores com Ville, "The Cold" soa mais pesado e orgânico, porém mais "rock" é acessível, sem abrir mão da vibe deprê. Com um belo projeto gráfico e ótima produção, o cd abre com Konevitsan Kirkonkellot, uma intro sinistra, que abre caminho para Cross My Heart And Hope to Die, aquele chiclete envolvente e um refrão apoteótico. Brief is The Light é pop/fúnebre, onde as vozes e cordas limpas se destacam.

Neverlasting tem uma vibe rock and roll. Aika Multas Mustot (Everything is Nothing) é uma balada etérea. Excuse Me While I Kill My Self é explosiva, Blood & Tears é outro momento grudento do album. You're The One é o ápice do disquinho. Emocional é totalmente pop, tendo um bonito refrão. Guilt And Regret é outra balada legal, The Luxury of The Grave é feita pra agitar e a saideira, No One There é um capítulo a parte. Outra balada cativa pela intensidade e emoção, sendo dona de um clipe triste, porém envolvente. 

The Cold White Light é daqueles álbuns que é para se ouvir diversas vezes, sem parar. Uma pena que depois disso, lançaram mais um álbum e encerraram as atividades. Como fã, não custa nada sonhar com um show especial num show nesses festivais de verão que rolam na Europa.

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Obscurity Vision: Dark Victory Day (2017)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Assim como os mineiros do Luvart, a galera do Obscurity Vision teve suas atividades iniciadas nos anos 90, teve uma pausa, retomaram as coisas em 2016 e, logo mostraram o primeiro fruto de retorno, o primeiro e até então único full da carreira, "Dark Victory Day", de 2017.

Praticantes de um black metal, que possui flertes com o death/doom, que fica mais evidente pela divisão de vozes, que vão do gutural ao mais rasgado. Ie Kae da início aos trabalhos, uma intro que já entrega o maior pecado do cd: uma produção abaixo do nível da banda, o que compromete a audição.

Living In a Suicidal Dreams é veloz, assim como  Obscurity Creation. Já Benedito of Evil apresenta partes mais cadenciadas, enquanto e faixa título mostra momentos bem fúnebres. Só que temos mais...

... Apodrecendo tem muita morbidez, Slow Agony é impiedosa, I Can See apresenta uns lances mais climáticos, The Silence Is Painful tem partes minimalistas e Sick Minds aposta em momentos quebrados.

A parte final do álbum vem com Violência, que é visceral, Black Funeral é mais cadenciadas e Dark Truth, é a mais longa do álbum. Em quase dez minutos, alterna mudanças de ritmo e passagens bem trabalhadas, encerrando a estreia do então quinteto, que mostrou competência, mas esbarrou na péssima produção.

Após o debut, a banda soltou um debut com o Lord Amoth e apesar de não ter soltado nada novo, hoje atua como um trio, não posta nada novo no Instagram do grupo desde o ano passado.

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Trovão: Diamante (2025)

Por João Messias Jr. Imagem: Divulgação  Uma das melhores bandas do cenário nacional hoje em dia! Formada em 2008 pelo vocalista e mente, Gu...