Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação
Falar do Macucos é evidenciar que é possível conseguir as coisas pelo talento. Certa vez, um famoso produtor musical, viu um show da banda capixaba, cujo fruto foi um contrato com a gravadora Sony Music, que lançou o primeiro álbum do grupo em 2002, que em 2026 ganhou uma caprichadissima versão em vinil dos "Amigos do Vinil", que promovem um trabalho brilhante na fomentação da música do Espírito Santo.
Adeptos do reggae, os caras tem aí seu favor passear com maestria pelo som mais tradicional do estilo como nos caminhos mais pop, além de um trabalho diferenciado de guitarra.
Como já é tradicional do selo, o trabalho gráfico é fantástico e a remasterização para o disco ficou homogênea e nivelada, sendo possível ouvir tudo com clareza. Mãe Natureza abre o disco de forma envolvente e camas de vozes. Aço e Concreto possui melodias de puro grude e Haverá é aquele momento de transe, onde o corpo dança de forma instintiva.
Cidade de Cor é uma espécie de balada, Além do Mar é cativante e Meninos do Brasil encerra o lado A do vinil elevando o astral na estratosfera. A outra metade da bolacha começa com Magia, onde os "passinhos" rolam de forma instantânea. O Som que Encanta é mais roots, Não Quero Mais é o ápice do álbum, com uma guitarra quase hard Rock.
A reta final do bolacháo vem com Stop é outro momento mais tradicional, Meu Mar retoma a vibe mais envolvente e O Fio da Navalha encerra o trabalho de forma mais densa com uma letra pra lá de reflexiva, que continua atual.
Um disco que beira a perfeição de uma banda que entendeu que para fazer um bom disco não é necessário invenções, apenas executar música boa.
Link da resenha no YouTube:






