Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação
Após três discos memoráveis, veio um hiato, que quando ouvimos "Ode to Death", percebe-se que o tempo só fez bem ao Witchhammer, pois conseguiram não apenas manter as qualidades apresentadas nos primeiros trabalhos, pois conseguiram trazer algo novo, deixando o trabalho marcante e perfeito para trues e novatos.
Essa versão avaliada é uma edição comemorativa de duas décadas do seu lançamento e o que posso dizer que tanto o áudio quanto o projeto gráfico ficaram memoráveis, tornando um item imperdível.
Oija Board abre o álbum com as "maluquices" a mostra. Quebradona, agressiva, trabalhada , com vozes iradas até guturais, além de contar com a participação de figurões como Vladimir Korg (The Mist). Me Dawn Lawless Killer é intrincada e instigante, Metaphysics é feita pro povo e Wrath of Witchhammer é pura raiva.
Dartherium é uma regravação do debut que ficou ainda mais brutal, Machine of War é viciante, Kill Us é viciante com ares de opera metal, Remains The Same é uma balada thrash, Dartherium III é energia pura e Witchery é sombria, grudenta e pode ser considerada uma das melhores músicas escritas sobre a bandeira thrash metal.
Headbangers United possui paradinhas mortais, Weekend in Auschwitz é mortifera, World Generation possui grooves contagiantes e o álbum se encerra com Perseguição, cover do Sagrado Inferno, que coroa esse excelente álbum, que é obrigatório aos fãs de música pesada.
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