quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Macucos: Macucos (2002/2026)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Falar do Macucos é evidenciar que é possível conseguir as coisas pelo talento. Certa vez, um famoso produtor musical, viu um show da banda capixaba, cujo fruto foi um contrato com a gravadora Sony Music, que lançou o primeiro álbum do grupo em 2002, que em 2026 ganhou uma caprichadissima versão em vinil dos "Amigos do Vinil", que promovem um trabalho brilhante na fomentação da música do Espírito Santo.

Adeptos do reggae, os caras tem aí seu favor passear com maestria pelo som mais tradicional do estilo como nos caminhos mais pop, além de um trabalho diferenciado de guitarra.

Como já é tradicional do selo, o trabalho gráfico é fantástico e a remasterização para o disco ficou homogênea e nivelada, sendo possível ouvir tudo com clareza. Mãe Natureza abre o disco de forma envolvente e camas de vozes. Aço e Concreto possui melodias de puro grude e Haverá é aquele momento de transe, onde o corpo dança de forma instintiva.

Cidade de Cor é uma espécie de balada, Além do Mar é cativante e Meninos do Brasil encerra o lado A do vinil elevando o astral na estratosfera. A outra metade da bolacha começa com Magia, onde os "passinhos" rolam de forma instantânea. O Som que Encanta é mais roots, Não Quero Mais é o ápice do álbum, com uma guitarra quase hard Rock.

A reta final do bolacháo vem com Stop é outro momento mais tradicional, Meu Mar retoma a vibe mais envolvente e O Fio da Navalha encerra o trabalho de forma mais densa com uma letra pra lá de reflexiva, que continua atual.

Um disco que beira a perfeição de uma banda que entendeu que para fazer um bom disco não é necessário invenções, apenas executar música boa.

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terça-feira, 25 de agosto de 2026

Lordose pra Leão & Pop Jazz Orquestra (2026)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Disco que comemora os trinta e cinco anos de estrada do grupo capixaba, que escolheu os melhores mundos para isso: um disco ao vivo e no formato de vinil.

Gravado de forma analógica, o trabalho tem uma excelente captação de áudio, que deixou as canções grandiosas e orgânicas, como um disco nesse formato tem de ser. O projeto gráfico é um dos mais bonitos do meu acervo, capa gatefold, ilustrações em quadrinhos, encarte, tudo feito com esmero capricho é em prol dos amantes do colecionismo.

A banda abre o disco com um dos seus maiores sucessos: Jullietzsch. A seguinte, Falsos Mendigos é pura energia, Ananias e o Cavalo é instigante, Filme de Terror possui um pique festeiro e Tudo, que encerra o primeiro lado do vinil é bem pesada, com uns arranjos bem metal inclusive.

A Volta abre o lado B do LP, de forma irreverente (uma das marcas da banda), Homem Pássaro possui ótimos arranjos, Fabito tem um trabalho instrumental impecável, Bichos é aquele som pra cantar junto e a festa se encerra com uma versão pesada para Frevo Mulher, hit do cantor Zé Ramalho, que ficou sensacional.

Daqueles discos para se escutar infinitas vezes, pois é sincero e verdadeiro, ao contrário de muitos trabalhos lançados nesse formato, que sofrem tantas mexidas que nem merecem ser chamados de ao vivo.

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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Prophetic Age: Evolution's Decay (2025)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Um pouco de nostalgia. O ano era 1997 e lembro de uma fitinha que fazia muito barulho no cenário. Era o primeiro trabalho do Prophetic Age, que apostava num black metal de primeira, que apesar da agressividade, já mostrava os caminhos sinfônicos e até progressivos que investiram no futuro.

Foram dez anos de estrada, muitos shows com nomes nacionais e internacionais até que a banda entrou num hiato. Quinze anos depois, houve o retorno com o lançamento do EP "Desolated Landscape" e recentemente o tal aguardado full "Evolutions Decay".

Com uma excelente gravação feita no Dual Noise, o trabalho mostra que o quinteto está afiado com seu black metal recheado de elementos sinfônicos e progressivos e vocais com diversas facetas.

Doomsday Clock é uma intro cinematográfica e horripilante, Ravenous apresenta vozes vampirescas, Visitors soa bem brutal, com solos caóticos. Dive Into Darkness é macabra e Abomination possui diversas nuances, soando matadora em todos.

A faixa título é bombástica, Darkness and Storm possui vozes agonizantes, None of the Weak Will Stand é perturbadora, The Living Dead é feita pra bangear e Beasts of the Haunted Night encerra o disco com vozes gélidas e ritmo viciante.

O álbum mostra que os anos inativos não alteraram o curso da banda, que continua praticando uma música maléfica e agradável aos ouvidos e pescoços. 

Vale citar que o álbum é mais um lançamento da UBL (Union of Black Labels), que aos poucos vem se tornando um dos selos mais importantes do underground.

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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Uganga: Ganeshu (2025/2026)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Todo vídeo ou resenha escrita que produzo para os veículos, busca seguir o que deveria ser o jornalismo, que seria passar a mensagem com clareza ao receptor ou ouvinte. Confesso que esse processo sempre me deixa ansioso, ainda mais quando tecerei palavras e linhas de um grupo que considero um dos mais mortíferos do underground nacional: o Uganga.

Sempre tendo a frente o vocalista Manu Joker (ex-Sarcófago/Angel Butcher), a banda passou por uma profunda mudança de formação, o que talvez represente a intensidade presente em Ganeshu, que mostra todos os elementos do grupo, só que tudo potencializado vezes dez, mesclando metal, hardcore com uns temperinhos a mais.

Lançado originalmente em 2025, ganhou um ano depois sua versão física, tendo um digipack caprichado, encarte detalhado e uma das capas mais bonitas dos últimos tempos.

Guiado pelos quatro elementos, o álbum começa com a enigmática intro Igarapés. A Profecia vem metendo os pés no peito do ouvinte e Confesso apresenta muito Groove e um ritmo mais cadenciado.

Tem fogo é puro banging, Sonho é pesadona, Psicoraio Dub é um momento bem viajante do disco e Exú Não Passa Pano pode ser considerada o hit do disco, graças a suas guitarras viciantes e o refrão se impacto.

Dr. Ones é um interlúdio psicodélico, a faixa título é pura introspecção, graças aos seus climas etéreos, mesclando de forma perfeita dub, reggae e metal. Pressentimento é um bônus da versão física, que é uma espécie de "outro", um dueto mais hip hop de Manu e Isabela Melo, encerrando mais um puta disco dessa banda que não tem disco ruim.

Por ter menos de meia hora, "Ganeshu" é daqueles trabalhos que devem ser ouvidos infinitas vezes sem enjoar.

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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Erasy: Some Nice Flowers (2020)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Esse é o segundo full desse quarteto baiano, que aposta num mix sorumbático de doom/stoner/sludge, cuja miscelânea é pesada, arrastada e viajante. A arte gráfica chama a atenção pela utilização de preto e branco, além de contar com um interessante texto contando sobre a temática do álbum: o vazio existencial, além de uma boa produção, que deixou tudo vibrante e orgânico.

Com faixas que alternam entre os três e oito minutos, o disco abre com Motivacional Message, cheia de fuzz, lisergia e vozes desesperadoras. Já The Truth is Everywhere possui vozes esganiçadas, climas densos e solos interessantes, enquanto Memento Mori, que conta com a participação do vocalista Edmar Oliveira soa bem Candlemass, além de possuir um dueto bem interessante.

A faixa título é mais introspectiva, contendo algumas narrações, Look Into Emptiness flerta com o black metal, Wisdom Comes From The Ashes provoca um transe no ouvinte, além de encerrar o track normal do álbum. 

Em seguida temos os bônus Under The Moonlight e The Deal, ambas macabras e pesadíssimas.

Some Nice Flowers é como assistir seu filme favorito várias vezes, pois a cada audição, é possível sacar nuances diferentes, o que soa legal demais para quem gosta do ritual de ouvir música, em especial com fones.

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terça-feira, 11 de agosto de 2026

Cold Burial: Accursed Act of Eternity (2023)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Esse é o primeiro e até então único registro dessa one man Band formada por Sepherus Dutra (Prometean Gate/Temple of Hyperborea), que apesar de também investir no black metal, soa diferente por soar mais sinfônico, perturbador e até mais progressivo que os outros grupos citados.

Com oito faixas e uma boa produção gráfica e sonora, o disquinho abre com Conjuring The Demonic Symphony, que é mórbida e assustadora. Crimson Shadows of Mortality bate aquela nostalgia gostosa, daquele black/doom noventista que ficou nos corações daqueles que viveram a época.

Prelude to Damnation é mais cadenciada, Serenade of the Damned soa agonizante, enquanto Whispers of Eternal Torment é curta e grossa. Na sequência temos Eternal Descent into Darkness possui riffs que colam na mente e From Ashes to Inferno ganha momentos épicos e atmosféricos em seu decorrer.

O final vem com a longa Infinity Desolation. Com mais de quinze minutos, que temos uma síntese do cd, com mórbidas sinfonias e climas agonizantes.

Um excelente trabalho, que embora seja chover no molhado, mostra o quão poderoso é o cenário black metal nacional, que nada deve aos cenários dos outros continentes.

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quarta-feira, 17 de junho de 2026

Atualizando....

Por João Messias Jr.
Imagem: Arquivo Pessoal

Boa tarde a todos!

Que essas linhas tortas encontrem todos bem. Atualizando a pausa, posso dizer que hoje vejo uma luz aqui. Afinal, já estamos ambientados (tem uma feira sensacional aqui, diga-se de passagem), mas o assunto é o canal e estamos dentro do cronograma.

A fonte do notebook desapareceu na mudança e confesso que me surpreendi com o preço, mas esses percalços serão resolvidos no mês de julho, onde nossas atividades, retomadas. Tanto que já estou dando a dica do que vai rolar na volta. Estamos recebendo materiais, esse com uma história bem curiosa que põe em xeque a idoneidade de entregadores de empresas de aplicativos e aquela estatal famosa que passou da hora de privatizar.

É isso, estamos firmes e fortes. Num curto período sabático, porém com muita fé e sempre acreditando que nada é por acaso!

Abraços e até breve!

Macucos: Macucos (2002/2026)

Por João Messias Jr. Imagem: Divulgação  Falar do Macucos é evidenciar que é possível conseguir as coisas pelo talento. Certa vez, um famoso...