quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Witchhammer: Ode to Death (2006/2026)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Após três discos memoráveis, veio um hiato, que quando ouvimos "Ode to Death", percebe-se que o tempo só fez bem ao Witchhammer, pois conseguiram não apenas manter as qualidades apresentadas nos primeiros trabalhos, pois conseguiram trazer algo novo, deixando o trabalho marcante e perfeito para trues e novatos.

Essa versão avaliada é uma edição comemorativa de duas décadas do seu lançamento e o que posso dizer que tanto o áudio quanto o projeto gráfico ficaram memoráveis, tornando um item imperdível.

Oija Board abre o álbum com as "maluquices" a mostra. Quebradona, agressiva, trabalhada , com vozes iradas até guturais, além de contar com a participação de figurões como Vladimir Korg (The Mist). Me Dawn Lawless Killer é intrincada e instigante, Metaphysics é feita pro povo e Wrath of Witchhammer é pura raiva.

Dartherium é uma regravação do debut que ficou ainda mais brutal, Machine of War é viciante, Kill Us é viciante com ares de opera metal, Remains The Same é uma balada thrash, Dartherium III é energia pura e Witchery é sombria,  grudenta e pode ser considerada uma das melhores músicas escritas sobre a bandeira thrash metal.

Headbangers United possui paradinhas mortais, Weekend in Auschwitz é mortifera, World Generation possui grooves contagiantes e o álbum se encerra com Perseguição, cover do Sagrado Inferno, que coroa esse excelente álbum, que é obrigatório aos fãs de música pesada.

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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Witchhammer: The First and The Last (1988/2018)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Não vou dizer que foram injustiçados (palavra que aos poucos estou tirando do meu vocabulário), mas é fato que os thrashers mineiros mereciam uma visibilidade no nível das suas "colegas de selo" (Sepultura, Overdose, Vulcano e Sarcófago).

Com quatro décadas de estrada (e uma pequena pausa no caminho) trilharam os caminhos das demos e a clássica participação na clássica coletânea "Warfare Noise II", em 1988, ano que lançaram o debut "The First and The Last".

A versão que comentarei com vocês é o relançamento de trinta anos, que possui um projeto gráfico fantástico, feito por Fernando Lima (Drowned), além de uma remasterização feita por Fabio Golfetti (Violeta de Outono).

Medicine Blues abre o disco de forma não usual, pois começa narrada, depois entra um baita solo e descamba para o classic rock. The First é visceral e mortífera, Misery's Genocide é pesadíssima é feita pra bangear e Who Is Fat? possui riffs geniais, muito groove e vocais doentis.

Harmony of Violence é bem trabalhada, Words of Desolation é inspirada na "Bay Área", Dartherium soa bem dramática e And The Last é visceral e hipnotizante, encerrando esse disco que beira a perfeição e mostra que a banda estava a frente dos seus colegas de estilo em muitos aspectos, pela ousadia e "maluquices" nas canções.

Vale dizer que essa versão contém a regravação do album feita pela banda que apesar de uma diferença aqui e ali, manteve a fidelidade e a qualidade da original.

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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Opus Tenebrae: Ocean's Rage (2026)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Se no debut, a banda teve como empecilho a qualidade da gravação, aqui a banda conseguiu executar tudo com maestria. Desde a ótima qualidade da gravação, belo projeto gráfico e o principal: músicas vibrantes e empolgantes, que mantém a linha do primeiro álbum, a mescla de música celta com metal extremo.

Voltando a falar da parte gráfica temos um digipack simples e bonito, tendo um encarte que vira poster, o que faz a alegria dos amantes da mídia física.

O Conxuro abre o trabalho, que é uma narração perturbadora, Ancient Aquelarre começa bem folk, só que descamba para o extremismo, tendo um instrumental poderoso e vozes ríspidas. Last Sigh of Deadman possui ótimos solos e A Compana de Animas é bem assustadora, com climas que vão do doom até o black/death.

A faixa título é instigante e arrepiante, Perperam Regnum é recheada de climas, que vão dos etéreos aos mais agressivos, The Siren of Salvora (The Horse's Island) apesar das melodias, transborda ódio e Negra Sombra encerra o álbum de forma mais épica e introspectiva.

Um excelente disco que teve tudo feito de forma esmerada, desde a captação do som, a preocupação com o encarte e claro, excelentes músicas. Tudo de forma evoluída sem abrir mão da proposta musical do início de carreira.

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terça-feira, 8 de setembro de 2026

Opus Tenebrae: Opus Tenebrae (2015)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Surgida em 2003 na cidade de Santos (SP), fazendo um mix de música celta e metal extremo, a qual tive a felicidade de assistir ao vivo em 2011, quando foram uma das bandas de abertura do Eluveitie em São Paulo, evento que contou também com os curitibanos do Hawthorn.

O primeiro full só saiu em 2015 e analisando a gravação, ela poderia ter sido melhor, talvez o auxílio de um produtor resolvesse a coisa aqui, mas o resultado está longe de ser ruim. Aurea Hyspania abre mostrando a mescla que disse no primeiro parágrafo. Exortus é mais brutal e Fugnae Aeternum é bem climática.

Opera Mortis começa etérea e vira algo amedrontador, In My Bloco viaja pelo mundo celta, Under The Sign of Cain conta com ótimas guitarras e vocal pútrido, Thereomorphic Encarnations tem como referência o metal extremo brasileiro dos anos 90 e a saideira vem com Celtic Mystery, que é viajante e pesada. Vale dizer que as gaitas de fole ficaram a cargo de May de La Pena.

O que foi percebido na audição é que o Opus Tenebrae é uma banda que não tem medo de sair da zona de conforto e com uma gravação melhor teria alçado vôos bem mais altos.

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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Mr. Big: Ten (2024)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 


Álbum de despedida dessa dream team de hard
rock. Como fã, confesso que não estava animado em ouvir, ainda mais que não temos mais o baterista Pat Torpey conosco. Mas nosso dever é resenhar e vamos lá...

... Com uma capa nos padrões do grupo, recebe uma ótima produção a cargo de Jay Ruston (Everclear, Anthrax, Stone Sour, além de contar que deu um ar contemporâneo ao disco, além de contar com Nick D'Virgilio nos tambores, fazendo um excelente trabalho.

Basicamente composto pelo Eric Martin e Paul Gilbert, o trabalho abre com Good Luck Trying, que mostra a tônica do CD. Com bases no classic rock, com as "fritacões" caracteristicas da banda. I Am on You possui um excelente refrão, enquanto Right Outra Here é densa e "esquisitona".

Sunday Morning Kinda Girl é um rockão vigoroso e abre caminho para a balada Who We Are, que é bem emocional. As Good As Gets conta com ótimos solos, What Were You Thinking é um rock com pegada vigorosa e Courageous é o ponto alto do álbum, por ser puro grude.

A reta final vem com Up On You, que é pura viagem, The Frame é bem envolvente e 3 Days on The Road é um bônus, que não verdade é um cover do cantor soul Howard Tate, que ficou a cara do quarteto.

Como fã de música, digo que "Ten" é um ótimo trabalho, agora como fã da banda, não bate os álbuns clássicos. Jamais imaginei encerrar uma resenha dessa forma, mas foi necessário para situar você leitor.

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terça-feira, 1 de setembro de 2026

Mr. Big: Mr. Big (1989)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Talvez pelo curriculum dos caras, não haveria nome para dar, senão "Senhor Grandão". Saquem só, o baixista Billy Sheeham veio da banda do David Lee Roth, o guitarrista Paul Gilbert do Racer X, o baterista Pat Torpey tocou com Robert Plant e o vocalista Eric Martin era um artista solo da Capitol Records.

O resto é história, hits e tours pelo globo terrestre, mudanças de formação, tretas, idas e vindas até que em 2024, com a partida de Pat, encerraram as atividades com Ten, que acredito não ser o último disco dos caras...

... Indo ao que interessa, em 1989, lançaram seu primeiro álbum, auto intitulado, que tinha uma pegada um pouco mais crua a qual estamos habituados. Impressão reforçada pela qualidade da gravação, que soa como uma demo. 

Addicted to that Rush abre o álbum com muita energia, assim como Wind Me Up. Merciless é o primeiro hit do disco, graças aos ritmo guiado pelo groove e funk. A próxima é uma balada, talvez 9 maior trunfo dos caras na carreira. Atendendo por Had Enough, é bem emotiva e Blame on my Youth é pesada com ritmo dançante.

Take a Walk tem ritmo mais cadenciado, Big Love é doce, alegre e inocente, How Can You Do What You Do tem um ótimo solo. Anything For You encerra a trinca de baladas cheia de dramaticidade. Rock and Roll Over encerra o track normal do CD, com um refrão que define o que é o rock em nossas vidas.

O álbum contém um bônus track, que é 30 Days In a Hole, cover do Humble Pie, que embora não tenha tido grandes mudanças, ficou a cara da banda, encerrando essa ótima estreia dos caras, que se não fosse a gravação... 

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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Macucos: Macucos (2002/2026)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Falar do Macucos é evidenciar que é possível conseguir as coisas pelo talento. Certa vez, um famoso produtor musical, viu um show da banda capixaba, cujo fruto foi um contrato com a gravadora Sony Music, que lançou o primeiro álbum do grupo em 2002, que em 2026 ganhou uma caprichadissima versão em vinil dos "Amigos do Vinil", que promovem um trabalho brilhante na fomentação da música do Espírito Santo.

Adeptos do reggae, os caras tem aí seu favor passear com maestria pelo som mais tradicional do estilo como nos caminhos mais pop, além de um trabalho diferenciado de guitarra.

Como já é tradicional do selo, o trabalho gráfico é fantástico e a remasterização para o disco ficou homogênea e nivelada, sendo possível ouvir tudo com clareza. Mãe Natureza abre o disco de forma envolvente e camas de vozes. Aço e Concreto possui melodias de puro grude e Haverá é aquele momento de transe, onde o corpo dança de forma instintiva.

Cidade de Cor é uma espécie de balada, Além do Mar é cativante e Meninos do Brasil encerra o lado A do vinil elevando o astral na estratosfera. A outra metade da bolacha começa com Magia, onde os "passinhos" rolam de forma instantânea. O Som que Encanta é mais roots, Não Quero Mais é o ápice do álbum, com uma guitarra quase hard Rock.

A reta final do bolacháo vem com Stop é outro momento mais tradicional, Meu Mar retoma a vibe mais envolvente e O Fio da Navalha encerra o trabalho de forma mais densa com uma letra pra lá de reflexiva, que continua atual.

Um disco que beira a perfeição de uma banda que entendeu que para fazer um bom disco não é necessário invenções, apenas executar música boa.

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Witchhammer: Ode to Death (2006/2026)

Por João Messias Jr. Imagem: Divulgação   Após três discos memoráveis, veio um hiato, que quando ouvimos "Ode to Death", percebe-s...