sexta-feira, 20 de março de 2026

Shadowside: Dare to Dream (2009)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Só o título do segundo álbum do quarteto faz você querer conhecer o som da banda. Afinal, numa tradução livre, "Dare to Dream" é algo como "Ousando a Sonhar", que é o que faz todo fã de música pesada após uma certa idade, seja com banda, impresso, redes sociais, vídeos ou num.blog.

O trabalho em si mostra um salto evolutivo em relação ao debut, "Theatre of Shadows". Aqui temos uma banda mais pesada, coesa e coesos, gerando canções de impacto, algumas com pinta de hit.

Bem produzido e com um belo projeto gráfico, o cd começa com Nation Hollow Mind, que é agressiva, In The Night é o primeiro hit do álbum, hard pesadíssimo com um refrão bem chamativo. Last Thoughts é mais cadenciada e Hideaway, a melhor do disco. Pesada e com vozes poderosas, ganha o ouvinte de cara.

Baby in The Dark possui um refrão apoteótico, assim como Ready or Not, Memories conta com vocais raivosos, Wings of Freedom é outro momento inspirado pelo hard e Time to Say Goodbye é a balada do disco, bem climática e melódica.

A reta final do álbum vem com a modernosa Life Denied e a faixa título encerra o álbum no maior alto astral, tendo vozes maliciosas , guitarras cadenciadas e com muitos momentos super bonder.

O melhor disco da banda, que depois lançou os ótimos"Inner Monster Out" e "Shades of Humanity", mas desde 2023 não temos mais notícias da banda nas redes sociais...

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quarta-feira, 18 de março de 2026

Seven Angels: The Second Floor (2002)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Ao lado de bandas como Clemency, Skymetal, Eterna, Miracle e Bélica, o Seven Angels foi responsável pelo "boom" do metal cristão no início do segundo milênio. A paixão pela música foi imediata graças a música "Here I Am", que foi a prévia do primeiro EP do grupo.

Com a boa repercussão, os curitibanos se apresentaram em diversos lugares, abriram para o Seventh Avenue e fizeram muitos shows em São Paulo, um deles memorável ao lado do Destra.

A consequência desse trabalho foi um contrato com a gravadora Megahard Records, que colocou no mercado o primeiro álbum do quinteto, "The Second Floor", que agradará em cheio os fãs de power metal melódico.

Death Overture é uma intro enigmática, a faixa título é bombástica e Breathless Tears é dona de um refrão classe A. Revelation mescla climas densos e progressivos. Deceiving Time tem momentos barrocos e The Window of His Majesty é o momento mais introspectivo do álbum.

Purify tem cheiro de palco, Mask of Sadness flerta com o thrash, Here I Am é o hit do disco. Grudenta, marcante e explosiva, possui linhas encantadoras de voz. From Hills and Woods encerra o disco de forma épica e progressiva.

Um disco que os fãs do estilo tem a obrigação de conhecer. Vale dizer que esse álbum deu muito bom e depois lançaram um segundo disco, entraram em um hiato e anos depois retomaram as atividades, agora apenas tendo a vocalista Debora Musmeci da formação original.

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terça-feira, 17 de março de 2026

Blues Pills: Lady In Gold (2016)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Ao lado do Lucifer, podemos dizer que os suecos do Blues Pills são os responsáveis pelo descobrimento do classic rock. Semente que foi inseminada pelo Cathedral décadas atrás. Fundada em 2011, a banda que tem como marca registrada as vozes de Elin Larson, que possui referências como Está James, Nina Simone e Janis Joplin, faz bonito em seu segundo álbum, "Lady In Gold", de 2016.

Apostando num mix de rock, blues e soul, começa colocando o ouvinte pra dançar com a faixa título. Little Boy Preacher enveredar pelo psicodelismo, Burned Out é bem bluesy e o ápice do cd vem com a balada I Felt A Change. Puta balada emocional a lá Changes (Black Sabbath), que gerou comparações com a cantora Adele na época.

Gone So Long é sombria, Bad Talkers tem lances disco geniais, You Gotta Cry tem um ótimo Hammond, Won't Go Back possui pianos bem sacados, Rejection é densa e a saideira vem com Elements and Things, que tem um pique "cósmico" bem viajante.

Junto ao excelente repertório, temos um acabamento gráfico impecável, além da versão que tenho possuir um DVD ao vivo, com um repertório que abrange os primeiros trabalhos do quarteto.

O último registro do quarteto é o álbum "Birthday", de 2024, que apesar de ser diferente dos trabalhos anteriores, possui ótimos momentos.

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sexta-feira, 13 de março de 2026

As Radioativas: Cuidado Garota (2013)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Sabe quando você ouve um disco e tem a certeza que ele seria um sucesso? Foi realmente essa a impressão que tive quando escutei esse primeiro e infelizmente único registro desse quinteto paulista, que praticava um rock and roll visceral de pegada bluesy, polvilhado com um tempero punk.

Produzido por Luiz Calanca e lançado pelo selo Baratos Afins, "Cuidado Garota" começa com Isso é Rock and Roll, que é aquele som com cheiro de boteco. Enquanto eu Fujo de Você é pegajosa e a faixa título é dona de guitarras incríveis.

Lucille é bem dançante, Stupid Boy é debochada, Bad Girl é minimalista com solos deliciosos. Seja Você cola na mente, Doce Ácido é a mais introspectiva do disco e a saideira com Longo Tempo aposta num blues contagiante.

Um puta disco que tinha tudo para alcançar vôos mais altos, mas não foi o que aconteceu, sendo que encerraram as atividades e pelo que está nas redes sociais, o lance terminou de forma nada amigável.

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quinta-feira, 12 de março de 2026

Belle: Histórias (2010)

Por João Messias Jr.
Imagem: Reprodução 

Lembro quando conheci o som do quarteto, sendo mais preciso no programa "Acesso MTV", em um dos últimos suspiros da emissora. Lembro que em uma das edições dele, o Belle mostrou as músicas do seu recém lançado disco, "Histórias", de 2010.

Lançado em 2010 via "Atração Fonográfica" e empresariados pela Monika Cavalera, o trabalho chama a atenção pelo som energético e vozes agressivas (para o segmento do poppy punk), com momentos mais introspectivos e inserções eletrônicas, que deram um brilho a mais nas canções.

A faixa título inicia os trabalhos. Pegajosa, é aquela música que cresce durante a audição até chegar no refrão apoteótico, assim como a seguinte, Incerteza. Nada vai Mudar ganha momentos introspectivos que foram bem sacados. Não Vá é bem melancólica e 24 Horas é de arrepiar, de tão energética e vibrante.

Sonhos chama a atenção pela divisão de vozes, Consciência conta com ótimos riffs, Amanheceu é outro momento apoteótico do álbum. Vícios é bem pesada e Recomeçar gruda na mente de forma imediata.

Viver Bem é a saideira do disco e aposta numa frequência mais acústica, que soou muito bem e apesar de soar diferente , manteve o brilho do álbum, que é linear.

Infelizmente, assim como surgiram, desapareceram

segunda-feira, 9 de março de 2026

Anoxika: As Fadas Morrem ao Amanhecer (2010)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Assim como o Toyshop, o Anoxika foi uma banda que escutei muito, mas muito mesmo. Lembro que fiquei muito interessado em conhecer o som do quinteto quando vi um anúncio da Oversonic Music, selo que lançou a banda na época.

Para quem não os conhece, praticam uma mescla de punk, hardcore, pop, com um pouco de metal aqui e ali, que é pesado, coeso e melódico nos momentos certos.

Com uma ótima produção e um encarte com todas as informações necessárias, o cd tem início com Hey Now Do, que é energética e com caixas para o ska, Mr. Otario é um dos hits do disco. Pesada e com muitas camas de voz, daqueles sons de colocar no repeat a todos instante.

A faixa título é a mais metal do disco. Sombria e com um refrão de impacto, gruda de imediato. Espinafres em Dó Maior é bem visceral e Cadafalso se destaca pelas referências do tango e flamenco.

Promessas Imperfeitas é perfeita para as rodas, Os Cães Não Olham para o Alto tem um refrão sensacional, A Lasanha e o Porco Espinho é bem radiofônica e Terra Prometida é puro peso com partes explosivas.

A reta final do disco vem com a emocional Pelo Espelho e Flores, Bombons e Violência Gratuita encerra o álbum de forma energética.

Um disco que rendeu muitos frutos para a banda. Para se ter uma ideia, tocaram no quadro "Garagem do Faustão", lançaram um segundo disco por uma gravadora maior. Mas o último registro da banda é um single de 2020. Espero que a banda retome as atividades em algum momento. 

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domingo, 8 de março de 2026

Toyshop: Candy (2016)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Sabe aquele disco que você escutou demais quando foi lançado e ouvindo esporadicamente ele mantém a mesma vibe? Esse é o sentimento redescobrindo esse clássico do underground uma década depois. Mas essa admiração começa anos antes.

Banda formada em 1994, que tinha em sua formação a vocalista Natacha, o guitarrista Val Santos (ex-Viper) e o baterista Guilherme Martin (Viper, Zumbis do Espaço) com um nome Party Up, que fazia um poppy punk energético que tinha como referências Metallica, Ramones e Balão Mágico. Lançaram um disco muito legal, que tinha o hit Daydream, que fez muito sucesso aqui. 

O tempo passou e em 2016 eles lançaram o segundo cd da carreira, que não só mantém a proposta sonora, como mostra maturidade e faz deste o melhor trabalho da banda. Running Out inicia o álbum com muita energia, assim como Tomorrow. Nothing I Can Do coloca todo mundo para dançar e a faixa faixa título è um mix perfeito entre Ramones e B52s.

Take My Hand é a balada do disco, All Away retoma a energia e Nowhere to Hide é arrepiante, Back to You coloca o ouvinte pra dançar, Saturday Night é bem visceral, com violões country bem colocados e se encerra com uma versão mais intimista para Daydream do primeiro álbum, que ficou bem legal.

Como eu digo, se alguém está falando de um disco que foi lançado a uma década atrás, é porque ele é no mínimo relevante e Candy é um puta álbum de se ouvir várias vezes sem perder a empolgação.

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Shadowside: Dare to Dream (2009)

Por João Messias Jr. Imagem: Divulgação  Só o título do segundo álbum do quarteto faz você querer conhecer o som da banda. Afinal, numa trad...