Texto e fotos: João Messias Jr.
As vezes são positivas as "invertidas" que a vida nos dá. Indo para o show deste último sábado (24), me veio essa reflexão, pois nunca imaginei nesses trinta e quatro anos de "janela rock/metal", jamais imaginei cobrir uma apresentação do Sugar Kane em Guarulhos.
Depois de três anos sem ir a um espetáculo, quando fiquei sabendo da apresentação dos curitibanos radicados em São Paulo, entrei em contato com o Sesc daqui de como era o trâmite para o credenciamento. Para quem nunca esteve num Sesc, é uma experiência fantástica para eventos, pois conta com um som alto e nítido e o mais importante quando você fica mais velho: horário para início e fim.
Chegando ao local do rolê, duas coisas me chamaram a atenção: o tamanho do local e diversificação do público: desde a galera com a camisa da banda, o povo de "roupa normal" e famílias com seus filhos.
Para quem não conhece o Sugar Kane, é uma banda com vinte e nove anos de estrada, álbuns de estúdio, sendo o mais recente o ótimo "Antes Que O Amor Vá Embora", de 2024 e atualmente promove os vinte e cinco anos do disco "Por Nossa Paz" (2001), com uma agenda de shows que até o final do ano passará por Goiânia, Curitiba, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Previsto para início as 20 horas, o show teve início oito minutos depois com Alexandre Capilé (vocal/guitarra), Vini Zampieri (guitarra), Carlos Fermentão (baixo) e André Dea (bateria), entraram detonando sons do álbum que chegou ao Jubileu de Prata. Medo, Contra Todos e Agora eu Penso (com partes ska sensacionais foram a certeza de uma noite linda.
Apesar de ser uma tour comemorativa, achei válido o fato de incluírem sons de outros trabalhos, como Velocidade, do ótimo "Continuidade da Máquina", (primeiro álbum que adquiri dos caras). Parágrafos acima disse que eles lançaram um álbum novo e dele desfilaram sons como Lembro Bem, Todos os Dias e Dormi no Chão, evidenciando que os caras continuam produzindo coisa boa.
Após as ovacionadas (vale dizer que não houve momento meia boca) Janeiro Mudaremos, e Me Faça Entender, o que tivemos foi uma espécie de "momento coletânea" com músicas dos álbuns "Ignorância Pluralistica" (Paciência pra Burrice), "Novidade Média" (A Casa), "D.E.M.O." (Divinorum) e "Elementar" (Será Viver), mostrando as diversas facetas dos caras.
Depois da bem metal "Todo Mundo Metal", chegamos ao que seria o encerramento com Despedida e A Máquina de "Continuidade da Máquina", com o Sugar Kane sendo aplaudido por todos presentes.
Ainda teve tempo pro bis e aí sim após oitenta minutos, chegava ao fim a apresentação do quarteto, que depois ainda tirou fotos com e autografou materiais.
Confesso que foi uma noite maravilhosa onde olhando pra trás, agradeço as invertidas que a vida deu nesse aspecto.
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