quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Hellbenders: Peyote (2016)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Assim como o Electric Sky, o Hellbenders é uma banda cheia de histórias legais. Hoje vamos falar de Peyote, segundo álbum dos goianos. Lançado em 2016, chama a atenção por ter sido concebido por meio de financiamento coletivo. Após essa etapa, foram gravar no Rancho de La Luna (Estados Unidos), cujo resultado é um álbum pesado, selvagem e repleto de densidade.

Outra coisa legal é a versão em vinil, formato gatefold, bonito pra caramba, disco na cor roxo e contou com a distribuição da Heart Bleeds Blue, selo que apesar de ter encerrado as atividades, foi de suma importância no cenário rock nacional.

Para quem não conhece o quarteto, eles tocam um stoner alternativo, que bebe em fontes como Black Sabbath, Life of Agony, Sonic Youth, Kyuss e Queens of The Stone Age e já mostra as credenciais em Bloodshed Around, com seus riffs densos e vozes hipnotizantes, Memorize It é bem visceral, enquanto The Hunter é quebradona e com "cheiro" da década de 1990.

Possibilities Among Desire encerra de maneira caótica o primeiro lado do LP. A outra metade da bolacha tem início com Where I Hide de forma pesada e macabra. The Sea possui climas psicodélicos, Bigger Inside Out é angustiante e provocadora e New Jam (dona de um videoclipe bacana), começa introspectiva, ganha climas a lá Sonic Youth, com um final visceral, que encerra esse disco fantástico.

Para curiosidade, Peyote é um cacto sem espinhos com propriedades psicoativas....
 
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Electric Sky: Electric Sky (2022)

Imagem: Divulgação 

O Electric Sky é uma banda com passado, presente e futuro, pois é formada por atualmente 4/5 da formação que gravou um dos discos mais emblemáticos do thrash nacional. Falo de "Disturbing The Noise", terceiro álbum dos thrashers do Attomica. Fato que nem tudo dura para sempre, então o tempo passou e essa rapaziada uniu forças e montou esse novo grupo, que em 2022 lançou seu primeiro full.

Mantendo o peso e a coesão dos antigos tempos, agora a nova empreitada faz um mix interessante de hard/heavy/stoner, que contagia de primeira, que agradará em cheio os fãs dos anos 80. Contando com uma produção contemporânea (ótimos timbres), o trabalho começa com Altered States, que tem riffs arrastados e ritmo contagiante. The Vessel é visceral e Dig Down Deep cola na mente.

Nightmare tem toques southern, Electric Skies é cadenciada é pesadona, Human Grinder lembra bastante o grunge, Stand Up possui um puta refrão e Life Ain't Easy se destaca pelas vozes, que lembram Ray Gillen (Badlands) e Andria Busic (Dr. Sin).

Vale lembrar que esse álbum saiu em vinil pelo selo "Amigos do Vinil" e em 2024 lançaram o single Colors, que mostra que vem coisa muito boa pela frente.

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Open The Coffin: Once Alive Always Dead (2025)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Falar do Open The Coffin é reverenciar um dos pilares do underground nordestino: Claudio Slayer. Músico atuante no cenário a mais de três décadas, por ter atuado ou ainda na batalha em formações como Agoniza, Insane Death, Deuszebul, Expose Your Hate, Son of a Witch, entre tantos outros e que desde 2018, tem a sua "empreitada solo" com o Open The Coffin.

Desde então foram um EP e dois fulls, sendo que a mais recente obra "Once Alive Always Dead", lançado em 2025 via Black Hole Productions. Para quem não conhece o grupo, ele bebe na fonte do death metal praticado nas décadas de 1980/1990: cru, cavernoso é extremamente maléfico, com um tempero europeu, onde as inspirações em formações como Sinister, Entombed e Dismember são mais que evidentes.

Que dão um molho especial a obra, que tem uma ótima produção e excelente projeto gráfico, apresenta músicas bem executadas, com quatro minutos de duração, começa com Burn my Coffin, que possui uma rifferama infernal. Tomb Number 666 é impiedosa, a faixa título é perfeita para bangear.

Carnivorous Abomination é crua e visceral, Embraced by The Grave possui riffs na cara e vozes moribundos. Decaying Flesh é um rolo compressor, Zombified (dona de um vídeo clipe bem legal), possui inspiração no thrash e andamentos que colam na mente.

O álbum se encerra com Tudo Pertence a Morte, uma cacetada que alterna momentos extremos a outros de puro respiro, onde a única certeza que temos é que após o som, um Dorflex será mais que necessário.

Mais uma evidência que o cenário brasileiro, seja em qual frente for, é o melhor do planeta.

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Old Gravers: From The Dephts of The Grave (2025)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

O Old Gravers é uma banda gaúcha que, se contarmos com os tempos do antigo nome (Old Grave), são dez anos de estrada. Com o nome atual já são dois lançamentos, uma demo e o debut "From the Dephts of The Grave", que é mais um lançamento da UBL (Union of Black Labels), selo que com toda a certeza dará o suporte para que o grupo dos pampas eleve o nome no cenário.

Praticantes de um death metal que tem como referência as décadas de 1980/1990, que se destaca pelas passagens cadenciadas, vozes cavernosas e aquele sentimento "de fã para fãs".

Com uma boa produção e um projeto gráfico honesto, o que nos resta é ouvir as canções. Holy Men Feed The Flames chama a atenção pelo bom trabalho de guitarras e ritmo arrastado, como todo fã do "metal da morte" curte. Symbol of Fools é ríspida e crua, Old Grave é mórbida e Parasite Christianity mescla rock and roll com um groove matador.

Espíritos Impuros é fúnebre, Beyond the Big Iron Gate tem momentos hipnotizantes, Nocturnal busca inspiração no thrash e Death Empire chama a atenção pelas linhas inspiradas de bateria e guitarra. 

O álbum de encerra com Don't Need Religion, que é um cover do Motörhead, que uniu o melhor dos dois mundos: ficou a cara da banda, sem descaracterizar a original.

Um puta disco, sem invencionices, com quatro caras apenas querendo fazer metal, sem frescuras.

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sábado, 14 de fevereiro de 2026

Creatures: Creatures II (2025)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Esse é o segundo álbum do quarteto, que após uma bem sucedida estreia, vem com um trabalho que tem tudo para alavancar a carreira do grupo. Mantendo o hard/heavy caracteristico, só que com uma dose de "over" em tudo, deixou o álbum sensacional, onde todos os sons tem potencial de hit.

Antes de irmos para as músicas, vale dizer que o trabalho tem uma excelente gravação, projeto gráfico vistoso, graças aos tons de roxo e preto, possui canções de quilate. Inferno inicia o álbum, é uma intro repleta de melodia, abre caminho para Devil in Disguise, dona de muita malícia e agressividade. Night of the Ritual é mais pesada e sombria, enquanto Beware The Creatures é pra lá de envolvente, com um clima épico e solos que remete o ouvinte ao saudoso Criss Oliva (Savatage).

Dreams é bem AOR, Queen of Death tem um pique apoteótico, Pure Madness seduz pelos coros, que ganha você "facinho". Nothing Last Forever é a power ballad do álbum e Path of The Night encerra o track normal do álbum, com riffs hipnoticos e excelentes solos.

A versão nacional do álbum possui dois bônus. Uma versão extendida para Beware The Creatures é um cover sensacional para Perfect Illusion, da Lady Gaga, que é muito mais true que os ditos reais do cenário.

Pesado, bem elaborado e num mundo justo, levará o quarteto a outros patamares.

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Trovão: Diamante (2025)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Uma das melhores bandas do cenário nacional hoje em dia! Formada em 2008 pelo vocalista e mente, Gustavo Trovão (ex-Selvageria), consiste em fazer um som inteligente e bem elaborado, que funde o hard/heavy praticado no Brasil na década de 1980. Só que em "Diamante" consegue uma grande façanha por causa dos teclados. Com o instrumento mais em evidência, a banda deu uma cara mais AOR as canções, o que deu um resultado fenomenal as músicas, TODAS com status de clássicos.

Bem produzido (felizmente não é uma produção inspirada na época) e com um projeto inspirado nos 80, com um encarte em  preto e branco, tem início com Preso ao Passado, totalmente envolvente, assim como a seguinte, Seres da Noite, onde é automático dançar e viajar nos sons.

Após duas musicas mais AOR, Trovão (a música) é mais rock and roll, repleta de passagens espetaculares. Até o Fim a vontade de bater cabeça é instantanea, Olhos da Cidade é viciante e a faixa título é feita para os palcos.

Não Lembre Mais de Mim é um cover da banda carioca Vapor e ficou sensacional, totalmente hard com um refrão no mínimo inspirador. Sociedade Corrompida é bem cadenciada e Insanidade, que encerra o disco, possui linhas de voz mais introspectivas e um refrão matador.

"Diamante" é daqueles álbuns de ouvir de ponta a ponta e admito uma coisa: quem ouvir o disquinho e não sentir nada, procure um médico.

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Publicações Impressas: Lucifer Rex (2025/2026)

Por João Messias Jr.
Imagem: Arquivo Pessoal.

Resistência e Resiliência!

Não há outra forma de iniciar essa resenha, pois estamos falando da maior publicação destinada ao cenário underground. Sem desmerecer o legado de revistas como Roadie Crew, Rock Brigade e Valhalla, pois a proposta é criar um veículo físico totalmente dedicada a música extrema (ou necro underground) e que com certeza elevará esse nicho a um novo patamar. Para quem gosta de comparações, levando pra música, foi o que grupos como Covenant e Dimmu Borgir fizeram no black metal nos anos 90/2000.

Contando com uma excelente diagramação, é composta uma galera experiente, a nova edição une entrevistas bem detalhadas e fundamentadas, feitas com bandas de destaque como Wolflust, Mavra, Onoskelis, Eminent Shadows, Cavalo Bathory, o ilustrador Rubens Azoth, além de "extras", tendo textos sobre black/death metal, além de um especial sobre os primeiros anos do Sarcófago, o que conecta a antiga e atual geração da música extrema.

A segunda edição acertou em cheio, agradará os fãs do site é daqueles que adquiriram o primeiro número, em projeto que tem tudo para durar anos. Agora o compromisso é nosso para que essa iniciativa inteligente e ousada não fique pelo caminho.

Link da resenha no YouTube:
https://youtu.be/1bfzlN0j0xk

Hellbenders: Peyote (2016)

Por João Messias Jr. Imagem: Divulgação  Assim como o Electric Sky , o Hellbenders é uma banda cheia de histórias legais. Hoje vamos falar ...