segunda-feira, 6 de abril de 2026

Biohazard: Divided We Fall (2025)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Tai uma banda que tive a felicidade de assistir ao vivo (pena que não foi um bom show) e embora não tivesse nada na coleção, sempre foi um grupo que gostava (e gosto) de assistir seus vídeos, acompanhar as notícias e tal. Panorama que mudou quando assisti o vídeo de F...The System, que veio como uma intimação a adquirir o novo álbum do quarteto, "Divided We Fall" (título genial).

Com um ótimo trabalho gráfico e uma produção cristalina e pesada feita por Matt Hyde (No Doubt, Slayer, Monster Magnet), o cd abre com a já citada F...The System, onde de cara você percebe que a magia está de volta e o mais legal, renovada e sem amarras. Forsaken é violenta é ótima divisão de vozes e Eyes of Sin é cortante e com ótimos momentos hip hop.

Death of Me é instigante e sombria, Word to The Wise de é puro hardcore, The Fight to be Free é recheada de groove e War Inside Me chega a ser intimidadora, tamanha agressividade. S.I.T.F.O.A. é uma grata surpresa, na linha dos clássicos "Urban Disciplinar" e "State of World Andress", onde você imagina a galera do Onyx em algum momento.

A trinca final do disco vem com a incendiária Tear Down The Walls, a adrenalina I Will Overcone e a saideira Warriors que possui em refrão épico em meio a violência sonora.

Um retorno triunfal, que já coloca "Divided We Fall" entre os três melhores álbuns já feitos pela banda, que diga-se de passagem, não tem disco ruim.

Link da resenha no YouTube:

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Profane Creation/Abigail: Agmina Impius/Sons of Satan (2017)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Lançado em 2017, esse split LP conta com duas bandas bem cultuadas do underground: os brasileiros da Profane Creation e os nipônicos do Abigail, que fizeram algo interessante: cada banda dividiu um lado do vinil, onde mesclaram músicas de estúdio e ao vivo.

Começando dos brazucas, a banda entre idas e vindas, tem trinta e quatro anos de caminhada e bate até uma nostalgia ao falar de uma das bandas mais cultuadas do black metal nacional dos anos 90. Para ter uma noção, os zines xerocados eram a internet que tínhamos. A cada dez publicações, oito figuravam a banda, seja por resenhas ou entrevistas.

A "metade" da banda começa com uma intro bem macabra, que abre caminho para a caótica Portal  do Inferno, Unholy Hordes é impiedosa, Lamentation possui partes cadenciadas, Nema é recheada de morbidez e Abomination se destaca pelos vocais assustadores.

O quarteto encerra sua participação com a clássica No Mercy, que é impossível não sentir saudades de três décadas atrás, graças a nostalgia ríspida, gélida e viciante. Uma pena que a gravação não está boa, mas é só aumentar o volume e curtir.

Com o mesmo tempo de estrada dos brasileiros e uma gravação um.pouco melhor, o Abigail, embora ríspido e veloz, investe nos caminhos do speed/black metal, onde se imagina que o trio faz um pandemônio nos palcos. O que ouvimos logo na faixa título, dona de um pique visceral.

Black Metal Pussy Cat é movida a adrenalina, Satanic Metal Fucking Hell é puro Motörhead, Hell's Necromancer é aquele momento que se imagina muitos bangers se amontoando nas rodas e eles deixaram o melhor para o final. Prophecy of Evening Star é inspirada na NWOBHM (instrumental), com ótimos solos, encerrando esse bolachão no maior alto astral.

Vale dizer que ambas as bandas estão por aí,  inclusive os "japas" , que adotam splits, dividiram um álbum com os brasileiros do Thrashera.

Link da resenha no YouTube:

terça-feira, 31 de março de 2026

Warlock: Hellbound (1985)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Apesar da banda ser rotulada como um grupo de heavy metal, o quinteto mescla o estilo como doses bem vindas de hard rock (visando o mercado norte americano), cuja união ficou forte, pesada e homogênea. O que faz do segundo álbum dos germânicos, um disco poderoso.

Com uma produção crua, porém nítida, o album tem início com a faixa título, que è energética, com ótimo trabalho de guitarras e vocais. All Night é mais sombria e introspectiva, Earhshaker Rock é explosiva, Wratchild tem toques hard e Down and Out, que encerra o lado A do vinil com um pique festeiro.

O lado B tem início com a contagiante Out of Control, na sequência temos a arrebatadora Time to Die, Shout It Out possui guitarras na cara e a banda encerra o disco de forma inusitada, com uma balada.

Catch My Heart, é um puta som. Melancólica, sofrida e legal pacas, onde da pra imaginar a Doro cantando em volta de um.velario.

Daqueles discos de escutar infinitas vezes...

Link da resenha no YouTube:

sexta-feira, 27 de março de 2026

Wendy O. Williams: Kommander of Kaos (1986)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Conhecida pelo seu trabalho com o Plasmatics, além das suas performances chocantes e sensuais, a vocalista Wendy O. Williams se lançou em carreira solo e no ano de 1986 lançou seu segundo álbum, chamado "Kommander of Kaos".

Fazendo um mix energético de metal e punk, o disco chama a atenção pela gravação suja e muito próximo do que deveria ser ao vivo, o que proporciona uma audição agradável para os fãs dessa linha musical.

Hoy Hey (Live to Rock) abre o álbum de forma energética e explosiva, Pedal to The Metal é mais rock and roll e Goin Wild possui um refrão apoteótico. O primeiro lado do LP se encerra com Ain't None Your Business, som ao vivo incluído no trabalho que è bem punk'n'roll.

Party abre o lado B retomando o pique visceral, Jailbait possui ótimas guitarras, Bad Girl é um hard irresistível, assim como Fight for The Right e a saideira vem com F... That Booty que mescla heavy e punk, encerrando o álbum de forma bem legal.

Um puta disco, daqueles de se ouve de ponta a ponta diversas vezes sem enjoar.

Link da resenha no YouTube:

quarta-feira, 25 de março de 2026

Camarones Orquestra Guitarristica: Rytmus Alucynantis (2015)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Conheci esse quarteto graças ao saudoso selo Heart Bleeds Blue por meio de uma caixa misteriosa. Pura viagem instrumental, que tem como base a surf music, com uns temperos aqui e ali que proporcionam uma audição agradável e viciante dos potiguares.

Silêncio, Barulho a Vista abre o disco com guitarras pesadas e um certo minimalismo, Apocalypso é pura viagem, a faixa título é arrastada e Tsunami mescla reggae com música nordestina. Cat Friends é bem rock and roll, Down The Ball possui quebras de ritmo bem legais e um final bem melancólico.

Xadrez com Karpov é bem super bonder, Ponta Negra Rocksteady é um mix de MPB com música havaiana, Tex Mex Camino é bem introspectiva, Final Feliz é contagiante e Charme Chermont encerra o álbum com regionalismos bem sacados.

Rytmus Alucynantis foi um disco que proporcionou a banda percorrer diversos estados e exterior, mostrando o poder da música instrumental feita no Brasil.

Link da resenha no YouTube:
https://youtu.be/etjtgwoL7pQ

terça-feira, 24 de março de 2026

Lucifer: Lucifer III (2020)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Donos de uma sonoridade única, que faz um som denso e macabro, comandado pelos envolventes vocais de Johanna Sadonis e escolhi falar desse álbum que mudou o patamar do grupo: de um grupo relegado ao público setentista a massa do metal.

Os primeiros álbuns são maravilhosos, mas tudo aqui é maior e melhor. Desde produção, nível técnico e claro, a qualidade das canções, como Ghosts, que abre o disco. Dona de guitarras psicodélicas, ritmo pulsante e contagiante. Midnight Phantom é hipnótica e Leather Demon é melancólica.

Lucifer é visceral, Pacific Blues é bem arrastada e caminhos macabros acontecem em Coffin Fever. O hard rock dá o ar da graça em Flanked by Snakes e Stay Astray, essa com um refrão horripilante que é dito "I Never Walk Alone".

Cemetery Eyes é a saideira do disco. Puta balada melódica, bonita e com momentos progressivos, que faz o ouvinte ir ao repeat mais de uma vez.

Tai uma banda que não possui disco ruim é que no mês de abril estará no Brasil para uma série de shows, apresentando sua boca formação e que segundo a cantora, LINE UP que traz "renovação e elimina os fardos do passado".

Link da resenha no YouTube:

sexta-feira, 20 de março de 2026

Shadowside: Dare to Dream (2009)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Só o título do segundo álbum do quarteto faz você querer conhecer o som da banda. Afinal, numa tradução livre, "Dare to Dream" é algo como "Ousando a Sonhar", que é o que faz todo fã de música pesada após uma certa idade, seja com banda, impresso, redes sociais, vídeos ou num.blog.

O trabalho em si mostra um salto evolutivo em relação ao debut, "Theatre of Shadows". Aqui temos uma banda mais pesada, coesa e coesos, gerando canções de impacto, algumas com pinta de hit.

Bem produzido e com um belo projeto gráfico, o cd começa com Nation Hollow Mind, que é agressiva, In The Night é o primeiro hit do álbum, hard pesadíssimo com um refrão bem chamativo. Last Thoughts é mais cadenciada e Hideaway, a melhor do disco. Pesada e com vozes poderosas, ganha o ouvinte de cara.

Baby in The Dark possui um refrão apoteótico, assim como Ready or Not, Memories conta com vocais raivosos, Wings of Freedom é outro momento inspirado pelo hard e Time to Say Goodbye é a balada do disco, bem climática e melódica.

A reta final do álbum vem com a modernosa Life Denied e a faixa título encerra o álbum no maior alto astral, tendo vozes maliciosas , guitarras cadenciadas e com muitos momentos super bonder.

O melhor disco da banda, que depois lançou os ótimos"Inner Monster Out" e "Shades of Humanity", mas desde 2023 não temos mais notícias da banda nas redes sociais...

Link da resenha no YouTube:.

Biohazard: Divided We Fall (2025)

Por João Messias Jr. Imagem: Divulgação   Tai uma banda que tive a felicidade de assistir ao vivo (pena que não foi um bom show) e embora nã...