quinta-feira, 4 de junho de 2026

Sobre o canal....

Por João Messias Jr.
Imagem: Arquivo Pessoal 

Salve camisas pretas, tudo bem com vocês?

Sei que muitos estão querendo saber do canal. Pois bem, havia explicado no post anterior que mudamos de uma forma que não estava nos planos. Todo mundo que passa por isso sabe que o processo é angustiante e sofrido, fora os perrengues, enfim...

Após a adaptação e praticamente tudo organizado, venho a vocês dizer que: voltaremos, mas não agora e os motivos são simples. Meu celular não tem mais condições de gravar vídeos com o mínimo de qualidade e nesse vai e vem de coisas o meu ring light quebrou de forma irreversível. Situações que serão resolvidas no próximo mês.

Fico chateado por passar esse tipo resposta a vocês. Só que decidi retomar as atividades com o blog e na próxima semana teremos resenhas inéditas, para não ficar tanto tempo sem apresentar nada novo.

É isso, um grande abraço, cuidem-se e acompanhem as novas resenhas do blog: 

terça-feira, 12 de maio de 2026

Atualizações....

Por João Messias Jr.
Imagem: Arquivo Pessoal


Hoje é dia de fugir daqueles textos mais jornalísticos e bonitinhos, pois apesar das grandes (e melhores) expectativas, temos de passar pela parte da transição. Para aqueles que sabem, toda mudança é uma fusão de sentimentos bons e ruins, desde a parte de empacotar coisas, cuidar para que tudo chegue bem no novo destino, mas o que pega aqui de fato é o seguinte: você estar impedido de fazer o que realmente gosta e que lhe proporciona prazer.

Como já se vão mais de vinte dias desde o último vídeo do canal, era o momento de atualizar como está o andamento das coisas.

A foto mostra o cenario encaixotado no piso térreo da casa que estamos e, acredito que no máximo em quinze dias iremos para o nosso novo canto, onde serão produzidos os próximos vídeos e posso garantir a vocês que voltaremos com sangue nos olhos (afinal, nunca estamos sozinhos), inclusive com novas aquisições sendo realizadas e claro, buscaremos compensar cada semana de ausência.
Não há uma data clara de retorno, e aos poucos iremos inserir atualizações por aqui ou pelos shorts.

É isso, grande abraço, continuem firmes, afinal, já já teremos a copa (o menino Ney precisa ir) e torcendo aqui para a Coreia do Sul ir o mais longe que conseguir.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Riffcoven: O Caminho do Aço (2023)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Esse é o segundo full dessa banda de stoner/doom, que tem membros que fazem parte de formações como Jupterian e Infamous Glory. Ou seja, estamos falando de gente gabaritada.

A arte feita por Gustavo Pelissari é maravilhosa e o CD conta com uma ótima producao. Colocando a bolachinha pra rolar, tudo tem uma cara própria, feita de forma densa, pesada e viajante, que chama a atenção pelas vozes caóticas, que trazem na mente o Vital Cavalcante, conhecido por fazer parte do Jason e ter cantado no Matanza Inc.

Cidadela do Caos abre o disco de forma arrastada e perturbadora, Lamento de Ur é instigante e o ápice do trabalho vem com Assalto Brutal ao Templo da Morte, que é veloz, bem rock and roll, que recebe um refrão inspirado, cheio de dobras e excelentes solos.

Santo dos Assassinos é brutal e assssustadora, com um final etéreo, Encontro com Rama é melancólica e O Vale das Mulheres Perdidas é macabra, com partes cadenciadas e o encerramento vem por meio de A Torre do Elefante, que possui momentos hard rock e momentos de transe no final.

Um disco legal pra cacete, que é viciante e viajante. O mais bacana de tudo foi saber que os caras estão preparando disco novo e que com certeza será resenhado aqui.

Link da resenha no YouTube:

terça-feira, 14 de abril de 2026

Espectro: Espectro (2022)

Por João Messias Jr. 
Imagem: Divulgação 

Sabe aquela banda que acerta até no nome? É a sensação que temos ao ouvir o primeiro álbum lançado pelo quarteto paranaense. Lançado em 2022, chama a atenção pela gravação orgânica e duas curiosidades no encarte: as fotos foram feitas por Mateus Cantaleano (Creatures), além de contar com um texto interessante feito por Pedro Poney (Violator).

Musicalmente temos caras que fazem um som empolgante que transita entre o stoner/rock and roll/psicodelia, com muito peso e eletricidade, como escutamos em Freeway Ride, que abre o CD de forma caótica.

Inner Fire conta com vozes perturbadoras, Death Dealin tem um clima festeiro, Wolf se caracteriza pela psicodelia e Mindlord é bem instigante e chapadona. A reta final do álbum vem com 1000 Nights, cheia de groove e Crimson Star, que em seus oito minutos é densa e intimidadora.

Bela estreia e vale dizer que a banda soltou em 2025 o 7 EP "Dead or Night" e recentemente abriu o show dos gringos do Kadavar em São Paulo, ao lado do Hammerhead Blues.

Link da resenha no YouTube:

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Violator: Unholy Retribution (2025)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Os brasilienses do Violator são aquele tipo de banda que possui uma história bonita no underground, tendo feito inúmeras tours nacionais e internacionais,  lançado discos memoráveis e mais importante: construindo novos capítulos em sua trajetória, como o novo álbum do quarteto: Unholy Retribution.

Para quem conhece a banda, ela investe num thrash agressivo, com fortes referências oitentistas e nesse trabalho não foi diferente. Com uma ótima produção que deixou tudo na cara e um projeto gráfico a altura do grupo, nos resta "apenas" ouvir as canções. Hang the Merchants of Illusion abre o disco com agressividade e riffs cortantes. Cult of Death é visceral, Persecution Personality se destaca pelo groove e vozes caóticas. Destroy the Altar possui partes que esbarram no hardcore, The Evil Order tem jogos de vozes bem interessantes. 

A trinca final do álbum vem com a impiedosa Chapel of The Sick. Na sequência temos Rot In Hell, que começa lenta e se transforma em pura adrenalina. A saideira do álbum vem com Vengeance Storm, que começa bem trabalhada, com.um interessante sincronismo de guitarras até mostrar a verdadeira face da banda: brutal.

Apesar dos longos doze anos de espera, ouvir cada nota de "Unholy Retribution" é perceber que apesar da demora, valeu a pena (é muito) esperar.

Link da resenha no YouTube:

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Biohazard: Divided We Fall (2025)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Tai uma banda que tive a felicidade de assistir ao vivo (pena que não foi um bom show) e embora não tivesse nada na coleção, sempre foi um grupo que gostava (e gosto) de assistir seus vídeos, acompanhar as notícias e tal. Panorama que mudou quando assisti o vídeo de F...The System, que veio como uma intimação a adquirir o novo álbum do quarteto, "Divided We Fall" (título genial).

Com um ótimo trabalho gráfico e uma produção cristalina e pesada feita por Matt Hyde (No Doubt, Slayer, Monster Magnet), o cd abre com a já citada F...The System, onde de cara você percebe que a magia está de volta e o mais legal, renovada e sem amarras. Forsaken é violenta é ótima divisão de vozes e Eyes of Sin é cortante e com ótimos momentos hip hop.

Death of Me é instigante e sombria, Word to The Wise de é puro hardcore, The Fight to be Free é recheada de groove e War Inside Me chega a ser intimidadora, tamanha agressividade. S.I.T.F.O.A. é uma grata surpresa, na linha dos clássicos "Urban Disciplinar" e "State of World Andress", onde você imagina a galera do Onyx em algum momento.

A trinca final do disco vem com a incendiária Tear Down The Walls, a contagiante  I Will Overcone e a saideira Warriors que possui em refrão épico em meio a violência sonora.

Um retorno triunfal, que já coloca "Divided We Fall" entre os três melhores álbuns já feitos pela banda, que diga-se de passagem, não tem disco ruim.

Link da resenha no YouTube:

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Profane Creation/Abigail: Agmina Impius/Sons of Satan (2017)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Lançado em 2017, esse split LP conta com duas bandas bem cultuadas do underground: os brasileiros da Profane Creation e os nipônicos do Abigail, que fizeram algo interessante: cada banda dividiu um lado do vinil, onde mesclaram músicas de estúdio e ao vivo.

Começando dos brazucas, a banda entre idas e vindas, tem trinta e quatro anos de caminhada e bate até uma nostalgia ao falar de uma das bandas mais cultuadas do black metal nacional dos anos 90. Para ter uma noção, os zines xerocados eram a internet que tínhamos. A cada dez publicações, oito figuravam a banda, seja por resenhas ou entrevistas.

A "metade" da banda começa com uma intro bem macabra, que abre caminho para a caótica Portal  do Inferno, Unholy Hordes é impiedosa, Lamentation possui partes cadenciadas, Nema é recheada de morbidez e Abomination se destaca pelos vocais assustadores.

O quarteto encerra sua participação com a clássica No Mercy, que é impossível não sentir saudades de três décadas atrás, graças a nostalgia ríspida, gélida e viciante. Uma pena que a gravação não está boa, mas é só aumentar o volume e curtir.

Com o mesmo tempo de estrada dos brasileiros e uma gravação um.pouco melhor, o Abigail, embora ríspido e veloz, investe nos caminhos do speed/black metal, onde se imagina que o trio faz um pandemônio nos palcos. O que ouvimos logo na faixa título, dona de um pique visceral.

Black Metal Pussy Cat é movida a adrenalina, Satanic Metal Fucking Hell é puro Motörhead, Hell's Necromancer é aquele momento que se imagina muitos bangers se amontoando nas rodas e eles deixaram o melhor para o final. Prophecy of Evening Star é inspirada na NWOBHM (instrumental), com ótimos solos, encerrando esse bolachão no maior alto astral.

Vale dizer que ambas as bandas estão por aí,  inclusive os "japas" , que adotam splits, dividiram um álbum com os brasileiros do Thrashera.

Link da resenha no YouTube:

Sobre o canal....

Por João Messias Jr. Imagem: Arquivo Pessoal  Salve camisas pretas, tudo bem com vocês? Sei que muitos estão querendo saber do canal. Pois ...