quarta-feira, 18 de março de 2026

Seven Angels: The Second Floor (2002)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Ao lado de bandas como Clemency, Skymetal, Eterna, Miracle e Bélica, o Seven Angels foi responsável pelo "boom" do metal cristão no início do segundo milênio. A paixão pela música foi imediata graças a música "Here I Am", que foi a prévia do primeiro EP do grupo.

Com a boa repercussão, os curitibanos se apresentaram em diversos lugares, abriram para o Seventh Avenue e fizeram muitos shows em São Paulo, um deles memorável ao lado do Destra.

A consequência desse trabalho foi um contrato com a gravadora Megahard Records, que colocou no mercado o primeiro álbum do quinteto, "The Second Floor", que agradará em cheio os fãs de power metal melódico.

Death Overture é uma intro enigmática, a faixa título é bombástica e Breathless Tears é dona de um refrão classe A. Revelation mescla climas densos e progressivos. Deceiving Time tem momentos barrocos e The Window of His Majesty é o momento mais introspectivo do álbum.

Purify tem cheiro de palco, Mask of Sadness flerta com o thrash, Here I Am é o hit do disco. Grudenta, marcante e explosiva, possui linhas encantadoras de voz. From Hills and Woods encerra o disco de forma épica e progressiva.

Um disco que os fãs do estilo tem a obrigação de conhecer. Vale dizer que esse álbum deu muito bom e depois lançaram um segundo disco, entraram em um hiato e anos depois retomaram as atividades, agora apenas tendo a vocalista Debora Musmeci da formação original.

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terça-feira, 17 de março de 2026

Blues Pills: Lady In Gold (2016)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Ao lado do Lucifer, podemos dizer que os suecos do Blues Pills são os responsáveis pelo descobrimento do classic rock. Semente que foi inseminada pelo Cathedral décadas atrás. Fundada em 2011, a banda que tem como marca registrada as vozes de Elin Larson, que possui referências como Está James, Nina Simone e Janis Joplin, faz bonito em seu segundo álbum, "Lady In Gold", de 2016.

Apostando num mix de rock, blues e soul, começa colocando o ouvinte pra dançar com a faixa título. Little Boy Preacher enveredar pelo psicodelismo, Burned Out é bem bluesy e o ápice do cd vem com a balada I Felt A Change. Puta balada emocional a lá Changes (Black Sabbath), que gerou comparações com a cantora Adele na época.

Gone So Long é sombria, Bad Talkers tem lances disco geniais, You Gotta Cry tem um ótimo Hammond, Won't Go Back possui pianos bem sacados, Rejection é densa e a saideira vem com Elements and Things, que tem um pique "cósmico" bem viajante.

Junto ao excelente repertório, temos um acabamento gráfico impecável, além da versão que tenho possuir um DVD ao vivo, com um repertório que abrange os primeiros trabalhos do quarteto.

O último registro do quarteto é o álbum "Birthday", de 2024, que apesar de ser diferente dos trabalhos anteriores, possui ótimos momentos.

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sexta-feira, 13 de março de 2026

As Radioativas: Cuidado Garota (2013)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Sabe quando você ouve um disco e tem a certeza que ele seria um sucesso? Foi realmente essa a impressão que tive quando escutei esse primeiro e infelizmente único registro desse quinteto paulista, que praticava um rock and roll visceral de pegada bluesy, polvilhado com um tempero punk.

Produzido por Luiz Calanca e lançado pelo selo Baratos Afins, "Cuidado Garota" começa com Isso é Rock and Roll, que é aquele som com cheiro de boteco. Enquanto eu Fujo de Você é pegajosa e a faixa título é dona de guitarras incríveis.

Lucille é bem dançante, Stupid Boy é debochada, Bad Girl é minimalista com solos deliciosos. Seja Você cola na mente, Doce Ácido é a mais introspectiva do disco e a saideira com Longo Tempo aposta num blues contagiante.

Um puta disco que tinha tudo para alcançar vôos mais altos, mas não foi o que aconteceu, sendo que encerraram as atividades e pelo que está nas redes sociais, o lance terminou de forma nada amigável.

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quinta-feira, 12 de março de 2026

Belle: Histórias (2010)

Por João Messias Jr.
Imagem: Reprodução 

Lembro quando conheci o som do quarteto, sendo mais preciso no programa "Acesso MTV", em um dos últimos suspiros da emissora. Lembro que em uma das edições dele, o Belle mostrou as músicas do seu recém lançado disco, "Histórias", de 2010.

Lançado em 2010 via "Atração Fonográfica" e empresariados pela Monika Cavalera, o trabalho chama a atenção pelo som energético e vozes agressivas (para o segmento do poppy punk), com momentos mais introspectivos e inserções eletrônicas, que deram um brilho a mais nas canções.

A faixa título inicia os trabalhos. Pegajosa, é aquela música que cresce durante a audição até chegar no refrão apoteótico, assim como a seguinte, Incerteza. Nada vai Mudar ganha momentos introspectivos que foram bem sacados. Não Vá é bem melancólica e 24 Horas é de arrepiar, de tão energética e vibrante.

Sonhos chama a atenção pela divisão de vozes, Consciência conta com ótimos riffs, Amanheceu é outro momento apoteótico do álbum. Vícios é bem pesada e Recomeçar gruda na mente de forma imediata.

Viver Bem é a saideira do disco e aposta numa frequência mais acústica, que soou muito bem e apesar de soar diferente , manteve o brilho do álbum, que é linear.

Infelizmente, assim como surgiram, desapareceram

segunda-feira, 9 de março de 2026

Anoxika: As Fadas Morrem ao Amanhecer (2010)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Assim como o Toyshop, o Anoxika foi uma banda que escutei muito, mas muito mesmo. Lembro que fiquei muito interessado em conhecer o som do quinteto quando vi um anúncio da Oversonic Music, selo que lançou a banda na época.

Para quem não os conhece, praticam uma mescla de punk, hardcore, pop, com um pouco de metal aqui e ali, que é pesado, coeso e melódico nos momentos certos.

Com uma ótima produção e um encarte com todas as informações necessárias, o cd tem início com Hey Now Do, que é energética e com caixas para o ska, Mr. Otario é um dos hits do disco. Pesada e com muitas camas de voz, daqueles sons de colocar no repeat a todos instante.

A faixa título é a mais metal do disco. Sombria e com um refrão de impacto, gruda de imediato. Espinafres em Dó Maior é bem visceral e Cadafalso se destaca pelas referências do tango e flamenco.

Promessas Imperfeitas é perfeita para as rodas, Os Cães Não Olham para o Alto tem um refrão sensacional, A Lasanha e o Porco Espinho é bem radiofônica e Terra Prometida é puro peso com partes explosivas.

A reta final do disco vem com a emocional Pelo Espelho e Flores, Bombons e Violência Gratuita encerra o álbum de forma energética.

Um disco que rendeu muitos frutos para a banda. Para se ter uma ideia, tocaram no quadro "Garagem do Faustão", lançaram um segundo disco por uma gravadora maior. Mas o último registro da banda é um single de 2020. Espero que a banda retome as atividades em algum momento. 

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domingo, 8 de março de 2026

Toyshop: Candy (2016)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Sabe aquele disco que você escutou demais quando foi lançado e ouvindo esporadicamente ele mantém a mesma vibe? Esse é o sentimento redescobrindo esse clássico do underground uma década depois. Mas essa admiração começa anos antes.

Banda formada em 1994, que tinha em sua formação a vocalista Natacha, o guitarrista Val Santos (ex-Viper) e o baterista Guilherme Martin (Viper, Zumbis do Espaço) com um nome Party Up, que fazia um poppy punk energético que tinha como referências Metallica, Ramones e Balão Mágico. Lançaram um disco muito legal, que tinha o hit Daydream, que fez muito sucesso aqui. 

O tempo passou e em 2016 eles lançaram o segundo cd da carreira, que não só mantém a proposta sonora, como mostra maturidade e faz deste o melhor trabalho da banda. Running Out inicia o álbum com muita energia, assim como Tomorrow. Nothing I Can Do coloca todo mundo para dançar e a faixa faixa título è um mix perfeito entre Ramones e B52s.

Take My Hand é a balada do disco, All Away retoma a energia e Nowhere to Hide é arrepiante, Back to You coloca o ouvinte pra dançar, Saturday Night é bem visceral, com violões country bem colocados e se encerra com uma versão mais intimista para Daydream do primeiro álbum, que ficou bem legal.

Como eu digo, se alguém está falando de um disco que foi lançado a uma década atrás, é porque ele é no mínimo relevante e Candy é um puta álbum de se ouvir várias vezes sem perder a empolgação.

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quinta-feira, 5 de março de 2026

Lacuna Coil: Sleepless Empire (2025)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

O Lacuna Coil é uma banda que até hoje eu não entendo porque eu simplesmente deixei de acompanhar. Claro, que durante esses anos vi que lançaram álbuns, vieram mais algumas vezes ao Brasil. Porém o fato é que nunca mais ouvi seus discos.

Da mesma forma que deixei de escutar, resolvi ouvir novamente. Primeiro adquiri "Delirium", de 2016 e recentemente o mais recente trabalho do grupo, "Sleepless Empire", lançado em 2025 por aqui via Urubuz Records.

Para aqueles que não conhecem os italianos, que beiram as três décadas de existência, começaram inseridos no gothic/doom. Com o tempo, inseriram novas referências como new metal, groove metal, pop, metalcore é com isso se consolidaram como uma das melhores bandas de rock/metal do planeta.

Contando com uma ótima produção e projeto gráfico de primeira, o álbum tem início com The Siege, que é pesada é cadenciada, Oxygen se destaca pelos guturais bem encaixados e Scarecrow lembra o clássico "Shallow Life", que pra mim è o melhor álbum da banda até hoje.

Gravity começa bem sacra, ganha elementos eletrônicos e um refrão melódico interessante, O Wish You Were Dead é pop e legal pacas , Hosting The Shadow é agressiva e conta com Randy Blythe (Lamb of God), In Nomine Patris mescla climas etéreos e a faixa título é bem hipnótica.

A trinca final do disco vem com Sleep Paralysys é caótica, In The Meantime é bem densa e conta com a cantora Ash Costello e Never Dawn encerra o álbum que é bem agressiva, além de ter um refrão poderoso. Um puta disco dessa galera que me faz questionar porque fiquei tanto tempo sem ouvi-los.

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Seven Angels: The Second Floor (2002)

Por João Messias Jr. Imagem: Divulgação  Ao lado de bandas como Clemency, Skymetal, Eterna, Miracle e Bélica, o Seven Angels foi responsáve...