Por João Messias Jr.Imagem: Divulgação
Falar do Open The Coffin é reverenciar um dos pilares do underground nordestino: Claudio Slayer. Músico atuante no cenário a mais de três décadas, por ter atuado ou ainda na batalha em formações como Agoniza, Insane Death, Deuszebul, Expose Your Hate, Son of a Witch, entre tantos outros e que desde 2018, tem a sua "empreitada solo" com o Open The Coffin.
Desde então foram um EP e dois fulls, sendo que a mais recente obra "Once Alive Always Dead", lançado em 2025 via Black Hole Productions. Para quem não conhece o grupo, ele bebe na fonte do death metal praticado nas décadas de 1980/1990: cru, cavernoso é extremamente maléfico, com um tempero europeu, onde as inspirações em formações como Sinister, Entombed e Dismember são mais que evidentes.
Que dão um molho especial a obra, que tem uma ótima produção e excelente projeto gráfico, apresenta músicas bem executadas, com quatro minutos de duração, começa com Burn my Coffin, que possui uma rifferama infernal. Tomb Number 666 é impiedosa, a faixa título é perfeita para bangear.
Carnivorous Abomination é crua e visceral, Embraced by The Grave possui riffs na cara e vozes moribundos. Decaying Flesh é um rolo compressor, Zombified (dona de um vídeo clipe bem legal), possui inspiração no thrash e andamentos que colam na mente.
O álbum se encerra com Tudo Pertence a Morte, uma cacetada que alterna momentos extremos a outros de puro respiro, onde a única certeza que temos é que após o som, um Dorflex será mais que necessário.
Mais uma evidência que o cenário brasileiro, seja em qual frente for, é o melhor do planeta.
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