Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação
Surgida em 2003 na cidade de Santos (SP), fazendo um mix de música celta e metal extremo, a qual tive a felicidade de assistir ao vivo em 2011, quando foram uma das bandas de abertura do Eluveitie em São Paulo, evento que contou também com os curitibanos do Hawthorn.
O primeiro full só saiu em 2015 e analisando a gravação, ela poderia ter sido melhor, talvez o auxílio de um produtor resolvesse a coisa aqui, mas o resultado está longe de ser ruim. Aurea Hyspania abre mostrando a mescla que disse no primeiro parágrafo. Exortus é mais brutal e Fugnae Aeternum é bem climática.
Opera Mortis começa etérea e vira algo amedrontador, In My Bloco viaja pelo mundo celta, Under The Sign of Cain conta com ótimas guitarras e vocal pútrido, Thereomorphic Encarnations tem como referência o metal extremo brasileiro dos anos 90 e a saideira vem com Celtic Mystery, que é viajante e pesada. Vale dizer que as gaitas de fole ficaram a cargo de May de La Pena.
O que foi percebido na audição é que o Opus Tenebrae é uma banda que não tem medo de sair da zona de conforto e com uma gravação melhor teria alçado vôos bem mais altos.
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