Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação
O papo hoje é sobre thrash metal, sendo mais específico sobre um disco que passou batido pelo público headbanger e eu tentarei explicar os motivos desse "vácuo". Os principais motivos são até simples de serem explicados: não havia mais tanto interesse pelo thrash metal e o som dos mineiros do Gothic Vox soava diferente das bandas de lá.
O quinteto lá das terra do pão de queijo praticou no seu álbum de estreia, "Supplicamentum", de 1991, embora tenha bebido na fonte de bandas como Metallica, Slayer, Megadeth, soa mais "mente aberta", cedendo espaço para novos elementos e experimentalismos sonoros.
Lapse é a faixa que abre o LP apostando em peso e groove, com climas apocalípticos, True Faith aposta em climas e vocalizações orientais, Grind of Tears é caótica e cheia de sarcasmo, enquanto One Day to Understand é repleta de andamentos quebrados.
One Night encerra o lado A do vinil recheada de desespero, Beyond Help é bem trabalhada, Search alterna momentos que vão do classic rock a surf música. Sometime mantém a vibe vanguardista e Make Believe tem energia contagiante.
O material de encerra com Maternity, que tem violinos, referências do metal tradicional, toques épicos e muito virtuosismo, mostrando que esse disco estava a frente de muita coisa na época, o que talvez tenha feito que os camisas pretas não assimilassem a alquimia musical presente aqui.
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