sábado, 20 de dezembro de 2025

Weedevil: The Return (2022)

Por João Messias Jr.
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Esse é o primeiro full desse já conhecido quinteto de stoner/psicodélico que como você já sacou, investem no peso, climas macabros e momentos viajantes. Como ouvimos em Underwater, faixa que abre o álbum, cujos destaques ficam por conta das vozes envolventes e solos memoráveis.


The Void é bem caótica, a faixa título é pesadíssima  e Isn't Love a Song, além do título genial, é densa, eterea e possui um Groove sensacional. Genocidal, que encerra o track normal do álbum, as vozes mais uma vez os vocais chamam a atenção graças aos climas melódicos e sussurrantes.

As faixas seguintes, The Death Is Coming e Hi, I'm Lúcifer mostram uma banda que embora execute o mesmo estilo, a psicodelia era um elemento mais marcante, coroando essa ótima estreia da banda, que atingiu o ápice no trabalho seguinte: Profane Smoke Ritual.

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Fohatt: Ancient Ritual of The Season (2023/2025)

Por João Messias Jr.
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O Fohatt é uma banda já conhecida de nossas páginas, desde a resenha do debut, entrevista e, o papo será sobre o primeiro EP do octeto, "Ancient Ritual of The Season", que foi lançado em 2023 e, dois anos depois ganhou sua versão fisica via Dreamaker Zine/Anaites Records.

Com uma boa produção e arte marcante, o trabalho começa com Occult Presence, bem soturna e lúgubre. Memories Of é carregada e melancólica, tendo um ar bem noventista e Ecos do Passado é uma das músicas mais bonitas da banda. Tendo vozes femininas limpas, tudo envolvente, para ouvir infinitas vezes.

Fronteiras é repleta de intensidade e melodias densas e melódicas. Coaternu, embora acústica, engloba elementos belos e soturnos. O encerramento do álbum vem com A Poem (Written in Moonlight), cover da banda dinamarquesa Saturnus, que assim como o Fohatt, é uma banda a frente do seu tempo.

Um disco fantástico, com ótimas faixas, embora eu prefira o debut "Reflections Of Empriness" e vale citar que o grupo irá participar do projeto "Ao Fechar Os Olhos", onde musicarão poemas de Ronaldo Campello (ex-M26), que além dos caras, terá a participação de formações como The Coffin Trip e Coldwinter.

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domingo, 14 de dezembro de 2025

Debbie Gibson: Greatest Hits (1995)

Por João Messias Jr.
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Assim como  Madonna, Paula Abdul e Cindy Lauper, Debbie Gibson foi figura cativa nos charts das paradas de disco dos anos 80. Em especial graças a Foolish Beat e Lost in your Eyes, sons que a cantora deve tocar até hoje em suas apresentações.

Esse coletânea lançada a três décadas atrás, sintetiza perfeitamente o periodo áureo de Debbie, que cantava muito e tinha músicas essencialmente grudentas, pegajosas e dançantes, que alegrava a todos os fãs de música pop.

Only in My Dreams abre o disquinho de forma bem dançante, assim como a apoteótica Electric Youth. A já citada Foolish Beat mostra outra faceta da artista, os flertes com o jazz/R&B, feito de forma cativante. 

Anything is Possible retoma o pique mais dançante, assim como Staying Together. Já Lost in Your Eyes, é guiada pela emoção, sendo talvez a música de maior sucesso dela aqui no Brasil. Shake Your Love possui um refrão contagiante e No More Rhyme é outro momento de puro feeling.

Out of The Blue é aquele arrasa quarteirão que não deixa ninguém parado, encerrando o track normal do CD. A partir daqui temos versões em remixes, com destaque para a densa e sombria Losing my Self, um dos belos momentos de "Body Mind Soul", último grande álbum da moça, lançado em 1993.

Confesso não gostar de coletâneas, mas devo admitir que essa é uma bela maneira de começar a discografia da artista.

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quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Demophobia: Perversidade e Violência (2024)

Por João Messias Jr.
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Embora rotulada como uma banda de thrash metal/crossover, o som desse quarteto paulista engloba outras referências como o grind e timbragens mais modernas, conjunto de coisas que agrega muito no debut dos caras.

Lançado em 2024, "Perversidade e Violência" chama a atenção pela ótima gravação e ótimas guitarras, que mostram se afiadas logo na abertura com Improletarios. Nunca se Renda é mais direta com passagens bem instigantes. Bastilha Brasileira tem cheiro de palco, enquanto Sem Tempo é violência pura.

A faixa título conta com a participação de Henrick (Rot), que deixaram as coisas mais viscerais. Hackearam nossa Historia conta com André Alves (Statues on Fire/Nitrominds) e Novo Pacto Colonial esbarra no thrash em muitos momentos.

Estatuto da Maldade é cadenciada, Sempre Desobedecer é bem violenta e Paralelo II encerra o track regular do álbum de forma caótica. A versão em CD apresenta os bônus O Chamado e Modus Operando, que soam mais cruas, mas não menos brutais.

O Demophobia é o tipo de banda que se você for fã dos estilos citados nessa resenha, deve ir atrás com urgência.

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Nervochaos: Chtonic Wrath (2023)

Por João Messias Jr.
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Décimo primeiro álbum desse tanque de guerra que em quase três décadas de estrada sempre esteve na linha de frente do metal extremo nacional. Com uma carreira produtiva, os caras fizeram algo interessante neste disco, pois resgataram os primeiros dias do álbum "Pay Back Time", com a sonoridade mais brutal que praticam hoje.

Vale dizer que a escolha de Brian Stone (Contortion) para os vocais foi pra lá de acertada, pois combinou nos momentos mais extremos e os de mais groove. Son of Sin, que abre o vinil, mostra essa vibe com muita coesão, assim como Chaos Prophets, essa recheada de morbidez. Kill for Pleasure é mais lenta é macabra e Taephobia da pra imaginar as rodas.

Tomb Mold é um interlúdio que dá um refresco, Lullaby of Obliteration é mórbida e ganha velocidade em seu decorrer. Torn Apart é bem brutal e Arrogance of Ignorance tem momentos bem esmaga crânio.

Avant Garde tem um pique mais thrash, Falling é bem quebradona, Descending Into Madness mescla cadência e porradaria. Perpetual War se destaca pelas vozes mais vomitadas e Ouroboros é simplesmente avassaladora.

Weed Smokers Dream é a saideira de um minuto que deixa seu pescoço em frangalhos. Sou suspeito pra falar, mas tai uma banda que não tem disco ruim e que com certeza em 2026, ano de seus trinta anos, teremos coisa nova pela frente desse tanque de guerra que não para.

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segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Patria: Individualism (2014)

Por João Messias Jr.
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Esse é o quinto álbum de um dos grandes nomes do black metal nacional. Com uma rapaziada que está ou esteve envolvida em formações como The Troops of Doom, Land of Fog, Hellscourge, Le Chant Noir, entre muitas outras faz uma música pra lá de especial. Pois a banda mescla a pegada noventista da segunda onda do estilo com melodias e atmosferas, dessa forma criando uma sonoridade única e marcante.

Sim, é tudo gélido e maldoso, como ouvimos logo na faixa título. Uncrowned God of Light é visceral, Outrage tem cheiro de palco e Orphan of Empriness é bem agonizante e possui vozes desesperadoras, além de levadas progressivas.

Far Beyond The Scorn, que encerra a primeira parte do vinil, é rápida e perturbadora. Catharsis abre o lado B possui momentos épicos, Epiphany é um interlúdio tétrico, Your Rotten Heart Dies Now é instigante e intimidadora e God's Entombment é maldosa e visceral.

O álbum termina com Réquiem For the Ego é cinematográfica, que coroa esse belo álbum do quinteto, que não tem disco ruim e merece estar no nível de medalhões da música obscura/extrema como Dissection, Dimmu Borgir, Covenant e Enslaved.

Link da resenha no YouTube:
https://youtu.be/96Yy2wiCDFU

Publicações: Homicidal Maniac

Por João Messias Jr. Imagem: Arquivo Pessoal Falar de publicações impressas é como voltar no tempo, relembrar dos meus primeiros dias do met...