sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Opus Tenebrae: Ocean's Rage (2026)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Se no debut, a banda teve como empecilho a qualidade da gravação, aqui a banda conseguiu executar tudo com maestria. Desde a ótima qualidade da gravação, belo projeto gráfico e o principal: músicas vibrantes e empolgantes, que mantém a linha do primeiro álbum, a mescla de música celta com metal extremo.

Voltando a falar da parte gráfica temos um digipack simples e bonito, tendo um encarte que vira poster, o que faz a alegria dos amantes da mídia física.

O Conxuro abre o trabalho, que é uma narração perturbadora, Ancient Aquelarre começa bem folk, só que descamba para o extremismo, tendo um instrumental poderoso e vozes ríspidas. Last Sigh of Deadman possui ótimos solos e A Compana de Animas é bem assustadora, com climas que vão do doom até o black/death.

A faixa título é instigante e arrepiante, Perperam Regnum é recheada de climas, que vão dos etéreos aos mais agressivos, The Siren of Salvora (The Horse's Island) apesar das melodias, transborda ódio e Negra Sombra encerra o álbum de forma mais épica e introspectiva.

Um excelente disco que teve tudo feito de forma esmerada, desde a captação do som, a preocupação com o encarte e claro, excelentes músicas. Tudo de forma evoluída sem abrir mão da proposta musical do início de carreira.

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