Por João Messias Jr.Imagens: Divulgação
Mexendo no acervo para selecionar as pautas para o canal/blog, percebi que tinha alguns EP'S para resenha e resolvi na data de hoje comentar esses três disquinhos em uma única postagem.
Estilos bem diferentes entre si, mas que cada uma no seu ritmo, com um potencial gigantesco para alçar novos vôos.
A primeira dessa leva é o quinteto mineiro de crossover Attero. Tendo na formação músicos que figuraram em bandas como Uganga, Krow e Cirrhosis, chamam a atenção pela excelente gravação e coesão musical. Com quatro faixas, o massacre tem início com Ego, que é pesadíssima, backings marcantes e guitarras com um pé no death metal. Barrabás é perfeita pro mosh, Lado A Lado é mortífera e o trabalho se encerra com a faixa título, Sobrevida, que possui um levada mais thrash e pique hecatômbico.
Puta banda, mas creio que não estão mais na ativa, pois nas redes sociais não há nada de novo desde 2023.
Dando sequência, saindo dos caminhos das fusões de hardcore e thrash, vamos para uma grata surpresa, que é o epic metal do Morto, que não verdade é uma one man band lá da Bahia, cujo material avaliado é a demo "A Maravilhosa Tragédia da Vida", de 2023, que para um trabalho nesse formato, está com uma boa qualidade de áudio.
Com cinco faixas, temos início com a faixa título, que é uma intro melancólica, abrindo caminho para A Balsa da Medusa, que conta com ótimos riffs, vocais bem encaixados na proposta e solos inspirados nos anos 80. Já Navegando nas Águas da Morte apresenta riffs hipnotizantes e um clima épico. Amon-ra é ritualística e o encerramento vem com um cover correto para Solitude do Candlemass.
Temos aqui ótimas ideias que geram curiosidade de como será um full do Morto.
Encerrando essa trinca de mini álbuns, vamos falar dos paulistas do Cascavel. Com uma galera que já atuou por bandas como Devastação Sob Terror, Dying Star e Head Krusher, lançaram em 2024 o EP The Myth of The Bloodthirsty Lioness, que apresenta um death metal coeso, trabalhado é visceral.
The Egregory of The Dark Ages faixa de abertura mostra uma ótima gravação é veloz e aponta uma marca registrada no trio, a divisão das vozes: uma gutural e outra berrada. A faixa título é densa e desesperadora e The Cult of The Ancient Spirit possui diversas mudanças de ritmo e soa perfeita para os palcos.
A banda passou por algumas mudanças na formação, com Cristiano "Magnus Hellbound" (ex-Spiritual Hate) no baixo e ficamos no aguardo do primeiro álbum "cheio" dos caras.
Enfim, um pequeno recorte do que acontece em cada canto do país.
Link da resenha no YouTube:



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