quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Bellicus Daemoniacus : Ápices do Proibido (2026)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Esse é o terceiro trabalho de trio carioca, que executa um black metal mais primitivo, que recebe alguns momentos atmosféricos, que cantado em português, soa ainda mais assustador. O material contém uma bela capa, encarte simples e interessante, além de contar com uma gravação que deixou tudo mais "sujo".

O álbum, que tem cerca de trinta minutos, abre com Tempos Tenebrosos que é gélida, seguida de Os Ímpios Iconoclastas é mais sombria e com um ótimo solo. Meu Nome é Legião tem algo interessante que mostra uma das facetas da banda, que é mesclar tendências. Aqui temos linhas viscerais a outros sacras.

Em Negro Estado de Espírito tem vozes limpas como se estivessem declamando um poema, A Solitária Tormenta tem cheiro de palco, Nitmur In Vetitum é introspectiva e cadenciada com ares de invocação, Ode a Luz Ferreira intercala vociferações agressivas a outras em reza e Dei Negativo encerra o disco de forma agonizante.

Um trabalho interessante que irá agradar os fãs das vertentes mais cruas do estilo. Mas vale dizer que o nível técnico da turma é muito bom.

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