quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Papangu: Celestial (2026)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Esse é o terceiro e mais recente full dos caras, onde posso dizer que soa bem diferente dos anteriores, o que não é ruim. Gravado de forma analógica, "Celestial" já mostra na capa uma mudança, a ausência de tons escuros, um cenário mais etéreo e menos caótico, mais progressivo e menos metal e ainda sim, sendo Papangu.

Mau Olhado abre o disco com sintetizadores instigantes, vozes "limpas e tortas", tudo bem envolvente. Colosso mantém a vibe mais intimista, ao contrário de Taxidermia, que é bem densa e sombria, mesclando  Cynic e Ave Sangria. Bode Expiatório é experimental, fundindo jazz, MPB e rock progressivo de forma homogênea.

Celeste é aquele momento que jura ser um som obscuro lançado nos 70, Fechamento de Corpo é instigante e conta com momentos black/doom e ótimos solos. Calado de Olho é pura quebradeira prog, com momentos inusitados, sendo uma das melhores músicas da banda.

A reta final do álbum vem com a perturbadora Iamanaru, Afirmação é aquele som que você imagina que se existe uma música que nos recebe no céu, seria essa, graças aos climas fusion e vozes que lembram os grupos MP4/14 Bis. Outro encerra o álbum de forma instigante.

Acredito que esse trabalho é um divisor de águas para o grupo. Se por um lado estão menos metal, por outro fizeram sons que podem ser considerados os melhores da banda.

Vamos ver o que tempo nos aguarda, enquanto isso viaje não só em Celestial, mas nos álbuns anteriores.

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