quarta-feira, 21 de outubro de 2026

RUÍNA: RUÍNA (2006)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Foram poucos anos de estrada (ativos de 2003 a 2007) e respirando por aparelhos até 2009, alguns shows, porém uma banda que não apenas deixou um legado, mas que pavimentou um tipo de som que se tornaria gigante anos depois: o post metal.

Alguns os denominavam como uma banda de crust/punk, só que o quarteto oferecia muito mais: uma música caótica, recheada de ambiências, além de referências de grupos como Joy Division e Neurosis.

Com uma ótima produção a cargo de Bernardo Pacheco e mixado/masterizado por Fernando Sanches, o CD tem início com Lustrum, que é cadenciada e hipnótica, Le Temps, Le Sang soa fúnebre com toques minimalistas e Olhos Vendados é uma espécie de punk/industrial, com ótimos riffs.

Sans Retour é introspectiva, Mais Uma Vez tem cheiro de palco, Instrumental I soa desesperadora, Noye Dams L'Amer mostra um show das seis cordas, nos momentos mais limpos e agressivos. Le Noir, Le Espoir soa lenta e moribunda e Instrumental II parece um tributo ao alternativo da década de 1990, em especial bandas como Pixies e Sonic Youth.

Ruanda é a saideira do álbum, tendo riffs viscerais, momentos crust e muitas mudanças de ritmo, encerrando o disco de forma sensacional.

Creio que Ruína (o álbum) não tenha sido entendido logo de cara, acredito até que um relançamento seria interessante, pois hoje temos digamos, muito mais pessoas preparadas para assimilar a proposta sonora do quarteto.

Link da resenha no YouTube:

Nenhum comentário:

Postar um comentário

RUÍNA: RUÍNA (2006)

Por João Messias Jr. Imagem: Divulgação  Foram poucos anos de estrada (ativos de 2003 a 2007) e respirando por aparelhos até 2009, alguns sh...