Por João Messias Jr.Imagem: Divulgação
Falar do sexto álbum dessa saudosa banda finlandesa é descrever um dos discos que mais ouvi na minha vida na época do seu lançamento. Sem exageros, as audições eram diárias, tendo dias que ouvia ao acordar e dependendo da vez, ao chegar da labuta, delíciava meus ouvidos com as músicas do disco.
Para quem não conhece, o Sentenced iniciou suas atividades no final dos anos 80, mais voltada ao death metal. Aos poucos, abriu o leque para o doom, mas o pulo do gato veio com a entrada do vocalista Ville Laihalla e por consequência, álbuns como Down, Frozen, Crimson e The Cold White Light, o "Black Álbum" do quinteto.
Em comparação aos anteriores com Ville, "The Cold" soa mais pesado e orgânico, porém mais "rock" é acessível, sem abrir mão da vibe deprê. Com um belo projeto gráfico e ótima produção, o cd abre com Konevitsan Kirkonkellot, uma intro sinistra, que abre caminho para Cross My Heart And Hope to Die, aquele chiclete envolvente e um refrão apoteótico. Brief is The Light é pop/fúnebre, onde as vozes e cordas limpas se destacam.
Neverlasting tem uma vibe rock and roll. Aika Multas Mustot (Everything is Nothing) é uma balada etérea. Excuse Me While I Kill My Self é explosiva, Blood & Tears é outro momento grudento do album. You're The One é o ápice do disquinho. Emocional é totalmente pop, tendo um bonito refrão. Guilt And Regret é outra balada legal, The Luxury of The Grave é feita pra agitar e a saideira, No One There é um capítulo a parte. Outra balada cativa pela intensidade e emoção, sendo dona de um clipe triste, porém envolvente.
The Cold White Light é daqueles álbuns que é para se ouvir diversas vezes, sem parar. Uma pena que depois disso, lançaram mais um álbum e encerraram as atividades. Como fã, não custa nada sonhar com um show especial num show nesses festivais de verão que rolam na Europa.
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