Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação
Talvez uma das maiores injustiças da história do metal nacional. Por ter sido lançado no mesmo ano que "Holy Land" (Angra), a maior revista de rock do Brasil (que empresariava o grupo de Andre Matos), ofuscou esse, que não minha opinião, é o melhor disco dos caras.
Diferente das bandas da época, que apostaram na brasilidade, o Wizards foi na contramão, fazendo um mix interessante e homegêneo de hard/AOR/progressivo, que cativa logo de cara.
Antes de falarmos das músicas, vale citar o excelente projeto gráfico dessa reedição feira pela Metal Relics em 2021, onde temos as duas capas (a da época e o relançamento), encarte com depoimentos, ou seja, tudo que um trabalho merece.
Madness é uma intro, que abre caminho para Psycho Maze, que mescla hard/progressivo com maestria, enquanto Dangerous Way combina fusion e peso. Promise of Love é uma power ballad envolvente e ideal para os momentos a dois. Vale dizer que o pessoal daquela publicação execrou a música, chamando a de brega e tudo mais. Coisas de business....
... Pico é mais um interlúdio, I'll Believe é feita para agitar e Reach Out é bem apoteotica, em especial no refrão. A melhor do disco atende por Black City, por usar cordas limpas e uma levada mais emocional. Sound of Life é bem quebradona e o track normal do álbum se encerra com Wizards II, que é irmã da faixa de mesmo nome contida no début, que mantém a linha épico/progressiva caracreristica do quinteto.
Três décadas se passaram, a banda passou por idas e vindas, lançou um disco muito bom chamado "Seven" em 2022 e como se foram quatro anos, deve vir coisa nova por aí em breve.
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