Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação
Assim como o Electric Sky, o Hellbenders é uma banda cheia de histórias legais. Hoje vamos falar de Peyote, segundo álbum dos goianos. Lançado em 2016, chama a atenção por ter sido concebido por meio de financiamento coletivo. Após essa etapa, foram gravar no Rancho de La Luna (Estados Unidos), cujo resultado é um álbum pesado, selvagem e repleto de densidade.
Outra coisa legal é a versão em vinil, formato gatefold, bonito pra caramba, disco na cor roxo e contou com a distribuição da Heart Bleeds Blue, selo que apesar de ter encerrado as atividades, foi de suma importância no cenário rock nacional.
Para quem não conhece o quarteto, eles tocam um stoner alternativo, que bebe em fontes como Black Sabbath, Life of Agony, Sonic Youth, Kyuss e Queens of The Stone Age e já mostra as credenciais em Bloodshed Around, com seus riffs densos e vozes hipnotizantes, Memorize It é bem visceral, enquanto The Hunter é quebradona e com "cheiro" da década de 1990.
Possibilities Among Desire encerra de maneira caótica o primeiro lado do LP. A outra metade da bolacha tem início com Where I Hide de forma pesada e macabra. The Sea possui climas psicodélicos, Bigger Inside Out é angustiante e provocadora e New Jam (dona de um videoclipe bacana), começa introspectiva, ganha climas a lá Sonic Youth, com um final visceral, que encerra esse disco fantástico.
Para curiosidade, Peyote é um cacto sem espinhos com propriedades psicoativas....
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