sexta-feira, 11 de julho de 2025

Diabállein : Anti Sacra (2025)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Esse era um dos álbuns mais aguardados dentro da música extrema por esse que fala com vocês, e o quarto disco dos caras confirma as expectativas. Unindo diversas referências dentro do black metal, o quinteto criou um som ríspido, assustador e atmosférico, graças as passagens trabalhadas, com isso, tem tudo para agradar fãs de outras vertentes metálicas.

Contando com uma bela arte, a cargo da Azoth Artwork e uma ótima gravação, "Anti Sacra" tem início com Aurora, que é uma intro, que abre caminho para Incipit Tragédia, que une momentos agressivos melódicos, que dão um ar mais épico a canção.

Eternal Vórtex soa um pouco mais veloz, Deteriorated by Time (Dust) é gélida e conta com vozes torturantes, enquanto a faixa título possui um início horripilante, que em meio a ótimas melodias, gera um contraste interessante. 

O ápice do disco vem com Burn the Morals and Dogma, que mescla passagens técnicas, ótimos solos e passagens cadenciada em meio ao clima de maldade que emana no álbum. Wisdom And Solitude é a última faixa do álbum, que é contagiante, além de se destacar pelo final cheio de virtuose e vozes em narrativa.

Um álbum maravilhoso do início ao fim, que talvez mostre o melhor período da música extrema brasileira, onde as bandas unem num pacote só, musicalidade, ótimas produções gráficas e sonoras, colocando-as em igualdade com o que é feito no exterior.

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quarta-feira, 9 de julho de 2025

Satan's Sigh : Imapaled Nazareno (2025)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Fundado em 2023, pode se dizer que esse trio carioca trabalha rápido, pois desde então, já soltou uma demo e dois anos depois, lançou o primeiro álbum da carreira. 

Praticando um mix de death/black inspirado na escola oitentista (em especial a brasileira), os caras soam caóticos, agressivos e nada previsíveis e com isso, deixam nossos pescoços doloridos a exaustão. 

Lançado por uma conspiração de selos, o álbum começa com uma intro, que abre caminho para o som que nomeia o grupo, que é veloz e impiedosa. Eternal Evil mantém a pegada e Retumbosumbundos é um interlúdio macabro para recuperarmos as energias.

SxSxSx retoma a porradaria,  Primitive Future é a grande surpresa do disco. Mais cadenciada e macabra, beira o doom, soando diferente das anteriores. Cold Dark é outro interludio e Maldita Herança tem uma levada mais gélida, feita pra agitar.

Under the ... é o último interlúdio do álbum e Imapaled Nazareno é a saideira do álbum, com vozes assustadoras e muita energia. 

Ótima estreia do trio, que tem tudo para agradar a galera que curte as vertentes mais extremas dos anos oitenta.

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domingo, 6 de julho de 2025

Paula Abdul: Head Over Heels

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Esse é o terceiro e até então último registro de estúdio dessa cantora norte americana, que antes de fazer sucesso, era coreografa de artistas tarimbados como os irmãos Michael e Janet Jackson.

Esse álbum já reflete bem as mudanças de cenário dos anos 80/90. Se nos dois primeiros trabalhos, "Forever Your Girl" e "Spellboind", haviam alguns traços de rock, esse elemento praticamente foi abolido, que apesar dos resquícios do passado, o momento aqui já era outro.

Crazy Cool, faixa de abertura do álbum, já mostra essa vibe. My Love Is For Real, que teve clipe rolando na MRV é bem introspectiva e etérea, enquanto Ain't Never Gonna Give You Up é um puta som legal, cujas melodias envolvem o ouvinte.

Love Don't Come Easy é aquele som de energia boa e If Were Your Girl é uma balada bem etérea. Sexy Thoughts é voltada ao techno/house e The Choice Is Tours é tipo aquela lenta que rolava nos bailinhos de garagem.

Ho-Down apresenta uma conexão com os primeiros tempos, Under The Influencie é um mix improvável de country/eletrônico com muitas camas de voz. I Never Knew It é envolvente. Get Your Groove On tem muito da black music.

A reta final do trabalho vem com It's About Feeling Good, cujo pique dançante capta de cara e Cry For Me é aquele som que tinha tudo pra dar errado, mas graças ao talento da cantora prende o ouvinte até o fim.

Um disco muito legal, que apesar de ter se reinventado musicalmente em alguns instantes, já mostrava a mudança de cenário, onde os mais antigos já eram descartados das gravadoras para dar espaço aos mais novos.

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sábado, 5 de julho de 2025

Santarem: Downtown Station (2004)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Esse é o primeiro full do quarteto paulista, que em 2025, completou vinte e um anos do seu lançamento. Com uma sonoridade que transita entre o hard/progressivo, tem a façanha de envolver o ouvinte, graças aos climas densos, vozes mais emotivas e uma guitarra esperta.

Lançado pela Megahard Records, o álbum em comparação ao EP de estreia apresenta uma música mais sofisticada, fazendo deste o melhor trabalho dos caras, na minha opinião.

How Much Will Be Enough abre o álbum de forma bem energética, com riffs que "te chamam", muito virtuosismo e um refrão daqueles. The Other Side é bem climática. Road to Nowhere é bem introspectiva, enquanto Eyes of Fire possui referências do hard/AOR.

Far Away é uma puta balada guiada pela emoção, Freewill é bem energética e Mainland se destaca pelas ótimas linhas de baixo. Crane's Bill Garden é bem diferente a e The Labirinth retoma o lado mais emocional do álbum.

O álbum se encerra com A Man in The Street. Um épico dividido em quatro atos, que vai mais pro progressivo, com muita emoção e virtuosismo, onde o quarteto brilha.

Uma das minhas bandas favoritas dessa linhagem musical, que em 2025 anunciou um novo álbum, que muito em breve será resenhado aqui.

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Link de entrevista feita com a banda em 2007:

terça-feira, 1 de julho de 2025

Akashic: A Brand New Day (2005)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Esse clássico do prog nacional completou duas décadas do seu lançamento. Dizer que foi um álbum injustiçado seria pegar pesado demais, mas que esse segundo álbum do quinteto gaúcho merecia muito mais, merecia com certeza.

Surgida do De Ros, a banda começou de forma promissora, lançando o debut "Timeless Realm" (2001) fazendo shows na Europa, pavimentando o caminho. Dois anos depois "A Brand New Day" seria lançado, o que só foi concretizado dois anos depois por problemas com a gravadora no exterior.

Produzido em Portugal e masterizado na Alemanha, o CD chama a atenção pela sonoridade, onde mergulharam no prog, fazendo algo denso, emocional, complexo e ao mesmo tempo de fácil audição.

Revealed Secrets já mostra as facetas descritas acima, além de apontar o diferencial do grupo: os vocais de Rafael Gubert, que tem como referências o saudoso Layne Staley (Alice In Chains) e David Coverdale (Whitesnake). Be The Hero é bem radiofônica e Envy Days é totalmente viagem.

Coming Home é bem intimista, Give Me Shelter é densa e misteriosa, enquanto Count Me Out passa um ar de mistério, graças aos climas orientais e etéreos. The Oasis Heart é um dos ápices do álbum, graças a mescla de música brasileira, hard e AOR.

A reta final do álbum vem com Hush Break, que é bem progressiva, Valdeville tem duetos interessantes de guitarra/teclado e Nose to Nose é bem pesada, mesclando prog/power, alternando climas pesados e cadenciados, com um final inusitado, com um.berimbau bem sacado.

Um dos melhores álbuns de prog feitos no Brasil com certeza. Não seria uma má ideia os caras se reunirem para alguns shows levando este trabalho na íntegra.

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sábado, 28 de junho de 2025

Divine Death: Full Chaotic Live (2025)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Registro ao vivo deste veterano quinteto mineiro, que possui trinta e cinco anos de estrada e resolveu comemorar (e imortalizar) a data da melhor forma: nos palcos. Esse material foi gravado em 2024, quando foram uma das bandas de abertura dos holandeses do Sinister.

Adeptos do death metal old school, o Divine Death tem tudo para agradar os fãs daquele metal da morte casca grossa, que arrebatou muitos fãs na década de 1990. O álbum, que possui uma ótima qualidade de áudio, tem início com March of Destruction, que é uma intro. As coisas começam de fato com Killing Anything, que é bem visceral, e que ganha um plus graças ao excelente nível técnico dos instrumentistas.

Suicide é curta e mortífera, enquanto Divine Death mete os pés no nosso peito, assim como Cristianism. Torment é um verdadeiro quebra pescoço. Cuts chama a atenção pelas excelentes passagens rítmicas e vozes mais gore. Warriors Terror é bem mórbida e Asphixiating Death é um doom/death de primeira. 

A reta final do álbum vem com Gore Box, que é bem trabalhada e com aqueles riffs que te "chamam pra briga". Blood Sacrifice é bem na linha clássica do estilo e Possessed é lenta e mais trabalhada, fechando o álbum de forma surpreendente.

Uma excelente oportunidade de conhecer o som do quinteto, ainda mais pelo fato de ser um lançamento da UBL (Union of Black Labels), junção de diversos selos da música extrema, o que torna esse álbum mais atrativo.

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segunda-feira, 23 de junho de 2025

Matadör: Full Moon Tales (2024/2025)

Por João Messias Jr.
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Se existe um elemento predominante na música desta banda curitibana é a raiva, pois tudo aqui transporta o ouvinte para um cenário de caos e desolação. São cinco anos de estrada, infinitas mudanças de formação, demos, singles e o EP "Full Moon Tales", lançado em 2024 virtualmente e recentemente ganhou sua versão física via Hammer of Damnation.

Com uma boa gravação, que deixou tudo alto e nítido, o lance é só curtir o black/thrash ríspido e agressivo dos caras. Full Moon é uma intro, que abre caminho para Ophidian Cult, que é cadenciada e instigante com passagens rock and roll contagiantes. 

Blood of Wolves é sombria e devastadora. Rites Of Supreme Power é veloz e perfeita para o banging, Blood Spell foca no lado mais speed e Funeral Desertor encerra o álbum de forma  impiedosa.

Excelente trabalho que agradará em cheio fãs de Motorhead, Celtic Frost e Sodom.

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Atualizando....

Por João Messias Jr. Imagem: Arquivo Pessoal Boa tarde a todos! Que essas linhas tortas encontrem todos bem. Atualizando a pausa, posso dize...