Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação
É fato que vertentes como doom/stoner/sludge e post metal são estilos que atravessam um ótimo momento e as consequencias são muitos grupos surgindo, com alguns desses obtendo muito destaque.
Um exemplo é o quarteto Giant Jellyfish, que em sua trajetória, lançou dois álbuns fantásticos, sendo o mais recente, "Dark Dharma", é daqueles que arrisco dizer que será comentado em muitas listas em dez ou vinte anos pela qualidade e atemporalidade.
E o que faz desse disco fantástico? Por ser uma música espontânea, densa e com referências no mínimo inusitadas. Imaginem um mix curioso do "Sabazão" da fase Ozzy, com muito do rock alternativo da década de 1990, como Sonic Youth/Pixies, tudo mesclado com peso e ambiencias irresistíveis, que gera uma espécie de stoner psicodélico.
Muito bem gravado e produzido, o trampo tem início com As Poisoning As God, que apresenta uma rifferama pesada e muita quebradeira. Navel Gazing mescla o classic rock com um cheiro noventista e Spoiler Alert é bem chapadona.
Keep Smiling é macabra é hipnotizante, Dharma soa bem etérea, Marvelous City tem um instrumental vigoroso e instigante, Native Alien tem momentos pra lá de agonizantes e Track Of Time, além de ser a saideira do álbum, mescla sintetizadores, microfonia é um clima irresistível, com um leve sabor lisérgico.
Um trabalho quase perfeito, cujo único pecado é ter sido lançado em CDr pela própria banda. Chega a ser absurdo um grupo de tamanha qualidade não ter conseguido um selo para lançar seu disco e expandir o nome pelo país e globo terrestre.
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