domingo, 4 de outubro de 2026

Slaves of Time: Miserable Souls (2025)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Conheci o duo de uma forma bem inusitada, por meio de uma live que participei no canal "Cultura Metal", onde um dos convidados citou o trabalho do Slaves of Time. Aí entrei em contato com a banda doABC paulista e adquiri o debut.

Vale a pena dizer que os experientes Tony Cayres e Klaus Monteiro fizeram bem o dever de casa, com uma boa gravação (só poderia ter ficado mais sujo o som) e um mix de power/prog e pop, que fez a alegria de muitos nos anos 2000.

O álbum tem início com a faixa título, que é bem introspectiva, Stuck In My Life é mais pop, Abyss of The Ego é pesada e épica, No Conditions possui um ritmo quebrado com vozes limpas bem sacadas.

The World Has No Future é variada é climática, The Fury mescla AOR/melódico, After The End é dramática e emocional e Dark Streets é aquele momento feito pra agitar, graças a mescla interessante de gótico/hard rock.

The Love Gave to You é um dos ápices do álbum graças aos climas progressivos, graças ao equilíbrio de vozes masculinas/femininas. Cast Away retoma os climas mais viajantes e Last Breath encerra o track normal do CD de forma mais emocional.

O álbum possui dois bônus track, a maravilhosa The Time Will Come From Him é uma outra versão para Stuck In My Life.

Miserable Souls tem como grande trunfo a diversificação e a ousadia, que como eu disse no início da resenha, se tivesse um som mais sujo, os resultados seriam melhores, mas isso é apenas uma questão de ouvido. 

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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Sculpture: To Another Place (2018/2026)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Iniciativas como essa da UBL (Union of Black Labels) merecem aplausos. Não apenas por divulgarem a música extrema do cenário underground, também por resgatar "tesouros perdidos", como o debut do Sculpture, lançado originalmente em 2018 pela Hammer of Damnation.

Porém, nem tudo foram flores. Nessas conversas informais de rolê, a informação é que chegou a nós foi que onde prensaram os cds, ao invés de fazerem determinado número, fizeram mais, o que comprometeu o resultado, onde assim como foi comigo, muitos perderam seus álbuns, então esse relançamento foi como dar um final feliz a essa história.

Conhecidos pelas atuações em bandas como Necromesis, Ophirae, Seventh Seal, Lost Graveyard, The Black Spade, entre outros, Victor Próspero e Willian Marante enveredam num mix de black metal, progressivo, com elementos mais densos até etéreos, fazendo uma música pesada, mas ao mesmo tempo viajante é encantadora de ouvir.

Turn The Pages of Times abre o disco de forma emocional, Through Infinite Horizons é veloz e repleta de virtuosismo, enquanto Voices of Unconsciever Revelations possui momentos complexos e progressivos. Fragments of Deep Reflections é aquele som perfeito que você NÃO IMAGINA VOZES, pois se existissem, tiraria a magia da canção.

A Journey to The Empty and Perennial Silence é repleta de atmosferas emocionais e Carbon Dissolution é o bônus dessa nova versão, que é obscura e introspectiva, encerrando esse excelente álbum, que por se tratar de um relançamento, estará na listinha de muita gente.

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terça-feira, 29 de setembro de 2026

WIDOWMAKER: STAND BY FOR PAIN (1994)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Após a estreia primorosa (musicalmente) em "Blood and Bullets", o quarteto Widowmaker reaparece com um novo trabalho. Curiosamente, apesar do nome, formação e time de produção terem sido mantidos, houve uma grande mudança no direcionamento musical, fazendo algo mais contemporâneo, onde soaram mais densos, pesados e selvagens.

Mais uma vez com uma ótima produção, que enalteceu peso e timbres, além de um projeto gráfico a altura, o cd (lançado via Hellion aqui) tem início com Killing Time, que é puro groove.  A seguinte, Long Gone (teve videoclipe rolando na época) é bem sombria, enquanto Protect and Serve beira o thrash em muitos instantes.

Ready to Fall possui riffs "panteristicos", Circles é bem emocional e a faixa título é bem curiosa, graças aos suas partes fusion, Just Business tem passagens industriais e The Iron Road é puro minimalismo.

Bad Rain é uma balada dramática, Your Sorrow  possui ótimos solos e Cry a Dying Man's Tears é outra balada e All Things Must Change é a saideira, que começa introspectiva e se transforma numa Hecatombe, tendo ótimos vocais e guitarras.

Apesar da estranheza inicial, "Stand By For Pain" e recheado de ótimos momentos. Uma pena que um ano depois a banda encerrou as atividades, mas deixou um legado de dois excelentes álbuns, um de hard rock e outro mais "modernoso".

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domingo, 27 de setembro de 2026

Widowmaker: Blood and Bullets (1992)

Por João Messias Jr.
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Após sua saída do Twisted Sister e as coisas não terem rolado como esperava no Desperado, o vocalista Dee Snider não se abateu, arregaçou as mangas e montou um super grupo hard rock chamado Widowmaker.

Contando com os igualmente talentosos Al Pirelli (guitarra, Savatage), o baixista Marc Russell e o baterista Joe Franco, parceiro do cantor em sua antiga banda, fizeram um disco pesado, coeso, com músicas vibrantes e ótimas baladas.

Ótima produção e projeto gráfico interessante (encarte que vira poster), o CD tem início com a vigorosa e potente Emaheevul, seguida da faixa que nomeia o quarteto, que é pesada, grudenta e refrão apoteótico. Evil possui momentos intrincados e passagens que lembram Extreme e Tyketto, só que mais pesado.

The Lonely Ones é um hit, cheia de partes para cantar junto, que conta com um dos solos mais legais do hard rock. Reason to Kill é uma balada pesada, Snot Noose Kid é incendiante, a faixa título é visceral e Gone Bad é um hard certeiro.

Blue For You é uma balada bluesy, You're a Heartbreaker possui uma energia incrível. As últimas faixas são Calling For You é aquela balada repleta de dramaticidade e a saideira vem com a arrasa quarteirão We Are The Dead.

Apesar de ser um discaço, vendeu apenas cerca de cinquenta mil cópias, pouco para os objetivos da banda. Mesmo assim a banda soltou dois anos depois "Stand By For Pain", que será a próxima resenha do blog.

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quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Papangu: Celestial (2026)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Esse é o terceiro e mais recente full dos caras, onde posso dizer que soa bem diferente dos anteriores, o que não é ruim. Gravado de forma analógica, "Celestial" já mostra na capa uma mudança, a ausência de tons escuros, um cenário mais etéreo e menos caótico, mais progressivo e menos metal e ainda sim, sendo Papangu.

Mau Olhado abre o disco com sintetizadores instigantes, vozes "limpas e tortas", tudo bem envolvente. Colosso mantém a vibe mais intimista, ao contrário de Taxidermia, que é bem densa e sombria, mesclando  Cynic e Ave Sangria. Bode Expiatório é experimental, fundindo jazz, MPB e rock progressivo de forma homogênea.

Celeste é aquele momento que jura ser um som obscuro lançado nos 70, Fechamento de Corpo é instigante e conta com momentos black/doom e ótimos solos. Calado de Olho é pura quebradeira prog, com momentos inusitados, sendo uma das melhores músicas da banda.

A reta final do álbum vem com a perturbadora Iamanaru, Afirmação é aquele som que você imagina que se existe uma música que nos recebe no céu, seria essa, graças aos climas fusion e vozes que lembram os grupos MP4/14 Bis. Outro encerra o álbum de forma instigante.

Acredito que esse trabalho é um divisor de águas para o grupo. Se por um lado estão menos metal, por outro fizeram sons que podem ser considerados os melhores da banda.

Vamos ver o que tempo nos aguarda, enquanto isso viaje não só em Celestial, mas nos álbuns anteriores.

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segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Papangu: Holoceno (2021)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Esse é o debut de uma das bandas mais bacanas e criativas do Brasil, que praticam um mix "torto" diferenciado, que engloba diversos estilos como doom, stoner, sludge, MPB, rock progressivo e o que mais vier na mente. Outra vertente presente no disco é a música regional nordestina, que não chega a ser uma surpresa, afinal o grupo é dessa região, sendo mais preciso, João Pessoa (Paraíba).

Liricamente inspirado em pensadores como Ariano Suassuna, o álbum abre com Ave Bala, que é intimidadora e com muitos arranjos jazzisticos, Água Branca é nebulosa e introspectiva, enquanto São Francisco mescla momentos que vão do doom até a MPB, sem perder  a pegada mais lúgubre.

Bacia das Almas é viajante e climática, Terra Arrasada caminha pelos lados do black/doom, Lobisomem é cadenciada, instigante e o trabalho se encerra com a faixa título do álbum. Que se inicia bem etérea, cujo decorrer passeia pelo progressivo e climas caóticos irresistíveis.

A versão em cd que tenho em mãos, possui versões ao vivo das faixas Ave Bala, Água Branca e São Francisco que ficaram mais viajantes e progressivas,  mostrando uma outra faceta dos caras.

Além de ser do início ao fim, Holoceno comete a façanha de mexer com o ouvinte, graças aos climas e nuances variadas.

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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Witchhammer: Ode to Death (2006/2026)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Após três discos memoráveis, veio um hiato, que quando ouvimos "Ode to Death", percebe-se que o tempo só fez bem ao Witchhammer, pois conseguiram não apenas manter as qualidades apresentadas nos primeiros trabalhos, pois conseguiram trazer algo novo, deixando o trabalho marcante e perfeito para trues e novatos.

Essa versão avaliada é uma edição comemorativa de duas décadas do seu lançamento e o que posso dizer que tanto o áudio quanto o projeto gráfico ficaram memoráveis, tornando um item imperdível.

Oija Board abre o álbum com as "maluquices" a mostra. Quebradona, agressiva, trabalhada , com vozes iradas até guturais, além de contar com a participação de figurões como Vladimir Korg (The Mist). Me Dawn Lawless Killer é intrincada e instigante, Metaphysics é feita pro povo e Wrath of Witchhammer é pura raiva.

Dartherium é uma regravação do debut que ficou ainda mais brutal, Machine of War é viciante, Kill Us é viciante com ares de opera metal, Remains The Same é uma balada thrash, Dartherium III é energia pura e Witchery é sombria,  grudenta e pode ser considerada uma das melhores músicas escritas sobre a bandeira thrash metal.

Headbangers United possui paradinhas mortais, Weekend in Auschwitz é mortifera, World Generation possui grooves contagiantes e o álbum se encerra com Perseguição, cover do Sagrado Inferno, que coroa esse excelente álbum, que é obrigatório aos fãs de música pesada.

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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Witchhammer: The First and The Last (1988/2018)

Por João Messias Jr.
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Não vou dizer que foram injustiçados (palavra que aos poucos estou tirando do meu vocabulário), mas é fato que os thrashers mineiros mereciam uma visibilidade no nível das suas "colegas de selo" (Sepultura, Overdose, Vulcano e Sarcófago).

Com quatro décadas de estrada (e uma pequena pausa no caminho) trilharam os caminhos das demos e a clássica participação na clássica coletânea "Warfare Noise II", em 1988, ano que lançaram o debut "The First and The Last".

A versão que comentarei com vocês é o relançamento de trinta anos, que possui um projeto gráfico fantástico, feito por Fernando Lima (Drowned), além de uma remasterização feita por Fabio Golfetti (Violeta de Outono).

Medicine Blues abre o disco de forma não usual, pois começa narrada, depois entra um baita solo e descamba para o classic rock. The First é visceral e mortífera, Misery's Genocide é pesadíssima é feita pra bangear e Who Is Fat? possui riffs geniais, muito groove e vocais doentis.

Harmony of Violence é bem trabalhada, Words of Desolation é inspirada na "Bay Área", Dartherium soa bem dramática e And The Last é visceral e hipnotizante, encerrando esse disco que beira a perfeição e mostra que a banda estava a frente dos seus colegas de estilo em muitos aspectos, pela ousadia e "maluquices" nas canções.

Vale dizer que essa versão contém a regravação do album feita pela banda que apesar de uma diferença aqui e ali, manteve a fidelidade e a qualidade da original.

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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Opus Tenebrae: Ocean's Rage (2026)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Se no debut, a banda teve como empecilho a qualidade da gravação, aqui a banda conseguiu executar tudo com maestria. Desde a ótima qualidade da gravação, belo projeto gráfico e o principal: músicas vibrantes e empolgantes, que mantém a linha do primeiro álbum, a mescla de música celta com metal extremo.

Voltando a falar da parte gráfica temos um digipack simples e bonito, tendo um encarte que vira poster, o que faz a alegria dos amantes da mídia física.

O Conxuro abre o trabalho, que é uma narração perturbadora, Ancient Aquelarre começa bem folk, só que descamba para o extremismo, tendo um instrumental poderoso e vozes ríspidas. Last Sigh of Deadman possui ótimos solos e A Compana de Animas é bem assustadora, com climas que vão do doom até o black/death.

A faixa título é instigante e arrepiante, Perperam Regnum é recheada de climas, que vão dos etéreos aos mais agressivos, The Siren of Salvora (The Horse's Island) apesar das melodias, transborda ódio e Negra Sombra encerra o álbum de forma mais épica e introspectiva.

Um excelente disco que teve tudo feito de forma esmerada, desde a captação do som, a preocupação com o encarte e claro, excelentes músicas. Tudo de forma evoluída sem abrir mão da proposta musical do início de carreira.

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terça-feira, 8 de setembro de 2026

Opus Tenebrae: Opus Tenebrae (2015)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Surgida em 2003 na cidade de Santos (SP), fazendo um mix de música celta e metal extremo, a qual tive a felicidade de assistir ao vivo em 2011, quando foram uma das bandas de abertura do Eluveitie em São Paulo, evento que contou também com os curitibanos do Hawthorn.

O primeiro full só saiu em 2015 e analisando a gravação, ela poderia ter sido melhor, talvez o auxílio de um produtor resolvesse a coisa aqui, mas o resultado está longe de ser ruim. Aurea Hyspania abre mostrando a mescla que disse no primeiro parágrafo. Exortus é mais brutal e Fugnae Aeternum é bem climática.

Opera Mortis começa etérea e vira algo amedrontador, In My Bloco viaja pelo mundo celta, Under The Sign of Cain conta com ótimas guitarras e vocal pútrido, Thereomorphic Encarnations tem como referência o metal extremo brasileiro dos anos 90 e a saideira vem com Celtic Mystery, que é viajante e pesada. Vale dizer que as gaitas de fole ficaram a cargo de May de La Pena.

O que foi percebido na audição é que o Opus Tenebrae é uma banda que não tem medo de sair da zona de conforto e com uma gravação melhor teria alçado vôos bem mais altos.

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sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Mr. Big: Ten (2024)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 


Álbum de despedida dessa dream team de hard
rock. Como fã, confesso que não estava animado em ouvir, ainda mais que não temos mais o baterista Pat Torpey conosco. Mas nosso dever é resenhar e vamos lá...

... Com uma capa nos padrões do grupo, recebe uma ótima produção a cargo de Jay Ruston (Everclear, Anthrax, Stone Sour, além de contar que deu um ar contemporâneo ao disco, além de contar com Nick D'Virgilio nos tambores, fazendo um excelente trabalho.

Basicamente composto pelo Eric Martin e Paul Gilbert, o trabalho abre com Good Luck Trying, que mostra a tônica do CD. Com bases no classic rock, com as "fritacões" caracteristicas da banda. I Am on You possui um excelente refrão, enquanto Right Outra Here é densa e "esquisitona".

Sunday Morning Kinda Girl é um rockão vigoroso e abre caminho para a balada Who We Are, que é bem emocional. As Good As Gets conta com ótimos solos, What Were You Thinking é um rock com pegada vigorosa e Courageous é o ponto alto do álbum, por ser puro grude.

A reta final vem com Up On You, que é pura viagem, The Frame é bem envolvente e 3 Days on The Road é um bônus, que não verdade é um cover do cantor soul Howard Tate, que ficou a cara do quarteto.

Como fã de música, digo que "Ten" é um ótimo trabalho, agora como fã da banda, não bate os álbuns clássicos. Jamais imaginei encerrar uma resenha dessa forma, mas foi necessário para situar você leitor.

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terça-feira, 1 de setembro de 2026

Mr. Big: Mr. Big (1989)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Talvez pelo curriculum dos caras, não haveria nome para dar, senão "Senhor Grandão". Saquem só, o baixista Billy Sheeham veio da banda do David Lee Roth, o guitarrista Paul Gilbert do Racer X, o baterista Pat Torpey tocou com Robert Plant e o vocalista Eric Martin era um artista solo da Capitol Records.

O resto é história, hits e tours pelo globo terrestre, mudanças de formação, tretas, idas e vindas até que em 2024, com a partida de Pat, encerraram as atividades com Ten, que acredito não ser o último disco dos caras...

... Indo ao que interessa, em 1989, lançaram seu primeiro álbum, auto intitulado, que tinha uma pegada um pouco mais crua a qual estamos habituados. Impressão reforçada pela qualidade da gravação, que soa como uma demo. 

Addicted to that Rush abre o álbum com muita energia, assim como Wind Me Up. Merciless é o primeiro hit do disco, graças aos ritmo guiado pelo groove e funk. A próxima é uma balada, talvez 9 maior trunfo dos caras na carreira. Atendendo por Had Enough, é bem emotiva e Blame on my Youth é pesada com ritmo dançante.

Take a Walk tem ritmo mais cadenciado, Big Love é doce, alegre e inocente, How Can You Do What You Do tem um ótimo solo. Anything For You encerra a trinca de baladas cheia de dramaticidade. Rock and Roll Over encerra o track normal do CD, com um refrão que define o que é o rock em nossas vidas.

O álbum contém um bônus track, que é 30 Days In a Hole, cover do Humble Pie, que embora não tenha tido grandes mudanças, ficou a cara da banda, encerrando essa ótima estreia dos caras, que se não fosse a gravação... 

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quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Macucos: Macucos (2002/2026)

Por João Messias Jr.
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Falar do Macucos é evidenciar que é possível conseguir as coisas pelo talento. Certa vez, um famoso produtor musical, viu um show da banda capixaba, cujo fruto foi um contrato com a gravadora Sony Music, que lançou o primeiro álbum do grupo em 2002, que em 2026 ganhou uma caprichadissima versão em vinil dos "Amigos do Vinil", que promovem um trabalho brilhante na fomentação da música do Espírito Santo.

Adeptos do reggae, os caras tem aí seu favor passear com maestria pelo som mais tradicional do estilo como nos caminhos mais pop, além de um trabalho diferenciado de guitarra.

Como já é tradicional do selo, o trabalho gráfico é fantástico e a remasterização para o disco ficou homogênea e nivelada, sendo possível ouvir tudo com clareza. Mãe Natureza abre o disco de forma envolvente e camas de vozes. Aço e Concreto possui melodias de puro grude e Haverá é aquele momento de transe, onde o corpo dança de forma instintiva.

Cidade de Cor é uma espécie de balada, Além do Mar é cativante e Meninos do Brasil encerra o lado A do vinil elevando o astral na estratosfera. A outra metade da bolacha começa com Magia, onde os "passinhos" rolam de forma instantânea. O Som que Encanta é mais roots, Não Quero Mais é o ápice do álbum, com uma guitarra quase hard Rock.

A reta final do bolacháo vem com Stop é outro momento mais tradicional, Meu Mar retoma a vibe mais envolvente e O Fio da Navalha encerra o trabalho de forma mais densa com uma letra pra lá de reflexiva, que continua atual.

Um disco que beira a perfeição de uma banda que entendeu que para fazer um bom disco não é necessário invenções, apenas executar música boa.

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terça-feira, 25 de agosto de 2026

Lordose pra Leão & Pop Jazz Orquestra (2026)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Disco que comemora os trinta e cinco anos de estrada do grupo capixaba, que escolheu os melhores mundos para isso: um disco ao vivo e no formato de vinil.

Gravado de forma analógica, o trabalho tem uma excelente captação de áudio, que deixou as canções grandiosas e orgânicas, como um disco nesse formato tem de ser. O projeto gráfico é um dos mais bonitos do meu acervo, capa gatefold, ilustrações em quadrinhos, encarte, tudo feito com esmero capricho é em prol dos amantes do colecionismo.

A banda abre o disco com um dos seus maiores sucessos: Jullietzsch. A seguinte, Falsos Mendigos é pura energia, Ananias e o Cavalo é instigante, Filme de Terror possui um pique festeiro e Tudo, que encerra o primeiro lado do vinil é bem pesada, com uns arranjos bem metal inclusive.

A Volta abre o lado B do LP, de forma irreverente (uma das marcas da banda), Homem Pássaro possui ótimos arranjos, Fabito tem um trabalho instrumental impecável, Bichos é aquele som pra cantar junto e a festa se encerra com uma versão pesada para Frevo Mulher, hit do cantor Zé Ramalho, que ficou sensacional.

Daqueles discos para se escutar infinitas vezes, pois é sincero e verdadeiro, ao contrário de muitos trabalhos lançados nesse formato, que sofrem tantas mexidas que nem merecem ser chamados de ao vivo.

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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Prophetic Age: Evolution's Decay (2025)

Por João Messias Jr.
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Um pouco de nostalgia. O ano era 1997 e lembro de uma fitinha que fazia muito barulho no cenário. Era o primeiro trabalho do Prophetic Age, que apostava num black metal de primeira, que apesar da agressividade, já mostrava os caminhos sinfônicos e até progressivos que investiram no futuro.

Foram dez anos de estrada, muitos shows com nomes nacionais e internacionais até que a banda entrou num hiato. Quinze anos depois, houve o retorno com o lançamento do EP "Desolated Landscape" e recentemente o tal aguardado full "Evolutions Decay".

Com uma excelente gravação feita no Dual Noise, o trabalho mostra que o quinteto está afiado com seu black metal recheado de elementos sinfônicos e progressivos e vocais com diversas facetas.

Doomsday Clock é uma intro cinematográfica e horripilante, Ravenous apresenta vozes vampirescas, Visitors soa bem brutal, com solos caóticos. Dive Into Darkness é macabra e Abomination possui diversas nuances, soando matadora em todos.

A faixa título é bombástica, Darkness and Storm possui vozes agonizantes, None of the Weak Will Stand é perturbadora, The Living Dead é feita pra bangear e Beasts of the Haunted Night encerra o disco com vozes gélidas e ritmo viciante.

O álbum mostra que os anos inativos não alteraram o curso da banda, que continua praticando uma música maléfica e agradável aos ouvidos e pescoços. 

Vale citar que o álbum é mais um lançamento da UBL (Union of Black Labels), que aos poucos vem se tornando um dos selos mais importantes do underground.

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segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Uganga: Ganeshu (2025/2026)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Todo vídeo ou resenha escrita que produzo para os veículos, busca seguir o que deveria ser o jornalismo, que seria passar a mensagem com clareza ao receptor ou ouvinte. Confesso que esse processo sempre me deixa ansioso, ainda mais quando tecerei palavras e linhas de um grupo que considero um dos mais mortíferos do underground nacional: o Uganga.

Sempre tendo a frente o vocalista Manu Joker (ex-Sarcófago/Angel Butcher), a banda passou por uma profunda mudança de formação, o que talvez represente a intensidade presente em Ganeshu, que mostra todos os elementos do grupo, só que tudo potencializado vezes dez, mesclando metal, hardcore com uns temperinhos a mais.

Lançado originalmente em 2025, ganhou um ano depois sua versão física, tendo um digipack caprichado, encarte detalhado e uma das capas mais bonitas dos últimos tempos.

Guiado pelos quatro elementos, o álbum começa com a enigmática intro Igarapés. A Profecia vem metendo os pés no peito do ouvinte e Confesso apresenta muito Groove e um ritmo mais cadenciado.

Tem fogo é puro banging, Sonho é pesadona, Psicoraio Dub é um momento bem viajante do disco e Exú Não Passa Pano pode ser considerada o hit do disco, graças a suas guitarras viciantes e o refrão se impacto.

Dr. Ones é um interlúdio psicodélico, a faixa título é pura introspecção, graças aos seus climas etéreos, mesclando de forma perfeita dub, reggae e metal. Pressentimento é um bônus da versão física, que é uma espécie de "outro", um dueto mais hip hop de Manu e Isabela Melo, encerrando mais um puta disco dessa banda que não tem disco ruim.

Por ter menos de meia hora, "Ganeshu" é daqueles trabalhos que devem ser ouvidos infinitas vezes sem enjoar.

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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Erasy: Some Nice Flowers (2020)

Por João Messias Jr.
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Esse é o segundo full desse quarteto baiano, que aposta num mix sorumbático de doom/stoner/sludge, cuja miscelânea é pesada, arrastada e viajante. A arte gráfica chama a atenção pela utilização de preto e branco, além de contar com um interessante texto contando sobre a temática do álbum: o vazio existencial, além de uma boa produção, que deixou tudo vibrante e orgânico.

Com faixas que alternam entre os três e oito minutos, o disco abre com Motivacional Message, cheia de fuzz, lisergia e vozes desesperadoras. Já The Truth is Everywhere possui vozes esganiçadas, climas densos e solos interessantes, enquanto Memento Mori, que conta com a participação do vocalista Edmar Oliveira soa bem Candlemass, além de possuir um dueto bem interessante.

A faixa título é mais introspectiva, contendo algumas narrações, Look Into Emptiness flerta com o black metal, Wisdom Comes From The Ashes provoca um transe no ouvinte, além de encerrar o track normal do álbum. 

Em seguida temos os bônus Under The Moonlight e The Deal, ambas macabras e pesadíssimas.

Some Nice Flowers é como assistir seu filme favorito várias vezes, pois a cada audição, é possível sacar nuances diferentes, o que soa legal demais para quem gosta do ritual de ouvir música, em especial com fones.

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terça-feira, 11 de agosto de 2026

Cold Burial: Accursed Act of Eternity (2023)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Esse é o primeiro e até então único registro dessa one man Band formada por Sepherus Dutra (Prometean Gate/Temple of Hyperborea), que apesar de também investir no black metal, soa diferente por soar mais sinfônico, perturbador e até mais progressivo que os outros grupos citados.

Com oito faixas e uma boa produção gráfica e sonora, o disquinho abre com Conjuring The Demonic Symphony, que é mórbida e assustadora. Crimson Shadows of Mortality bate aquela nostalgia gostosa, daquele black/doom noventista que ficou nos corações daqueles que viveram a época.

Prelude to Damnation é mais cadenciada, Serenade of the Damned soa agonizante, enquanto Whispers of Eternal Torment é curta e grossa. Na sequência temos Eternal Descent into Darkness possui riffs que colam na mente e From Ashes to Inferno ganha momentos épicos e atmosféricos em seu decorrer.

O final vem com a longa Infinity Desolation. Com mais de quinze minutos, que temos uma síntese do cd, com mórbidas sinfonias e climas agonizantes.

Um excelente trabalho, que embora seja chover no molhado, mostra o quão poderoso é o cenário black metal nacional, que nada deve aos cenários dos outros continentes.

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quarta-feira, 17 de junho de 2026

Atualizando....

Por João Messias Jr.
Imagem: Arquivo Pessoal

Boa tarde a todos!

Que essas linhas tortas encontrem todos bem. Atualizando a pausa, posso dizer que hoje vejo uma luz aqui. Afinal, já estamos ambientados (tem uma feira sensacional aqui, diga-se de passagem), mas o assunto é o canal e estamos dentro do cronograma.

A fonte do notebook desapareceu na mudança e confesso que me surpreendi com o preço, mas esses percalços serão resolvidos no mês de julho, onde nossas atividades, retomadas. Tanto que já estou dando a dica do que vai rolar na volta. Estamos recebendo materiais, esse com uma história bem curiosa que põe em xeque a idoneidade de entregadores de empresas de aplicativos e aquela estatal famosa que passou da hora de privatizar.

É isso, estamos firmes e fortes. Num curto período sabático, porém com muita fé e sempre acreditando que nada é por acaso!

Abraços e até breve!

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Sobre o canal....

Por João Messias Jr.
Imagem: Arquivo Pessoal 

Salve camisas pretas, tudo bem com vocês?

Sei que muitos estão querendo saber do canal. Pois bem, havia explicado no post anterior que mudamos de uma forma que não estava nos planos. Todo mundo que passa por isso sabe que o processo é angustiante e sofrido, fora os perrengues, enfim...

Após a adaptação e praticamente tudo organizado, venho a vocês dizer que: voltaremos, mas não agora e os motivos são simples. Meu celular não tem mais condições de gravar vídeos com o mínimo de qualidade e nesse vai e vem de coisas o meu ring light quebrou de forma irreversível. Situações que serão resolvidas no próximo mês.

Fico chateado por passar esse tipo resposta a vocês. Só que decidi retomar as atividades com o blog e na próxima semana teremos resenhas inéditas, para não ficar tanto tempo sem apresentar nada novo.

É isso, um grande abraço, cuidem-se e acompanhem as novas resenhas do blog: 

Slaves of Time: Miserable Souls (2025)

Por João Messias Jr. Imagem: Divulgação   Conheci o duo de uma forma bem inusitada, por meio de uma live que participei no canal "Cultu...