sexta-feira, 20 de março de 2026

Shadowside: Dare to Dream (2009)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Só o título do segundo álbum do quarteto faz você querer conhecer o som da banda. Afinal, numa tradução livre, "Dare to Dream" é algo como "Ousando a Sonhar", que é o que faz todo fã de música pesada após uma certa idade, seja com banda, impresso, redes sociais, vídeos ou num.blog.

O trabalho em si mostra um salto evolutivo em relação ao debut, "Theatre of Shadows". Aqui temos uma banda mais pesada, coesa e coesos, gerando canções de impacto, algumas com pinta de hit.

Bem produzido e com um belo projeto gráfico, o cd começa com Nation Hollow Mind, que é agressiva, In The Night é o primeiro hit do álbum, hard pesadíssimo com um refrão bem chamativo. Last Thoughts é mais cadenciada e Hideaway, a melhor do disco. Pesada e com vozes poderosas, ganha o ouvinte de cara.

Baby in The Dark possui um refrão apoteótico, assim como Ready or Not, Memories conta com vocais raivosos, Wings of Freedom é outro momento inspirado pelo hard e Time to Say Goodbye é a balada do disco, bem climática e melódica.

A reta final do álbum vem com a modernosa Life Denied e a faixa título encerra o álbum no maior alto astral, tendo vozes maliciosas , guitarras cadenciadas e com muitos momentos super bonder.

O melhor disco da banda, que depois lançou os ótimos"Inner Monster Out" e "Shades of Humanity", mas desde 2023 não temos mais notícias da banda nas redes sociais...

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quarta-feira, 18 de março de 2026

Seven Angels: The Second Floor (2002)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Ao lado de bandas como Clemency, Skymetal, Eterna, Miracle e Bélica, o Seven Angels foi responsável pelo "boom" do metal cristão no início do segundo milênio. A paixão pela música foi imediata graças a música "Here I Am", que foi a prévia do primeiro EP do grupo.

Com a boa repercussão, os curitibanos se apresentaram em diversos lugares, abriram para o Seventh Avenue e fizeram muitos shows em São Paulo, um deles memorável ao lado do Destra.

A consequência desse trabalho foi um contrato com a gravadora Megahard Records, que colocou no mercado o primeiro álbum do quinteto, "The Second Floor", que agradará em cheio os fãs de power metal melódico.

Death Overture é uma intro enigmática, a faixa título é bombástica e Breathless Tears é dona de um refrão classe A. Revelation mescla climas densos e progressivos. Deceiving Time tem momentos barrocos e The Window of His Majesty é o momento mais introspectivo do álbum.

Purify tem cheiro de palco, Mask of Sadness flerta com o thrash, Here I Am é o hit do disco. Grudenta, marcante e explosiva, possui linhas encantadoras de voz. From Hills and Woods encerra o disco de forma épica e progressiva.

Um disco que os fãs do estilo tem a obrigação de conhecer. Vale dizer que esse álbum deu muito bom e depois lançaram um segundo disco, entraram em um hiato e anos depois retomaram as atividades, agora apenas tendo a vocalista Debora Musmeci da formação original.

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terça-feira, 17 de março de 2026

Blues Pills: Lady In Gold (2016)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Ao lado do Lucifer, podemos dizer que os suecos do Blues Pills são os responsáveis pelo descobrimento do classic rock. Semente que foi inseminada pelo Cathedral décadas atrás. Fundada em 2011, a banda que tem como marca registrada as vozes de Elin Larson, que possui referências como Está James, Nina Simone e Janis Joplin, faz bonito em seu segundo álbum, "Lady In Gold", de 2016.

Apostando num mix de rock, blues e soul, começa colocando o ouvinte pra dançar com a faixa título. Little Boy Preacher enveredar pelo psicodelismo, Burned Out é bem bluesy e o ápice do cd vem com a balada I Felt A Change. Puta balada emocional a lá Changes (Black Sabbath), que gerou comparações com a cantora Adele na época.

Gone So Long é sombria, Bad Talkers tem lances disco geniais, You Gotta Cry tem um ótimo Hammond, Won't Go Back possui pianos bem sacados, Rejection é densa e a saideira vem com Elements and Things, que tem um pique "cósmico" bem viajante.

Junto ao excelente repertório, temos um acabamento gráfico impecável, além da versão que tenho possuir um DVD ao vivo, com um repertório que abrange os primeiros trabalhos do quarteto.

O último registro do quarteto é o álbum "Birthday", de 2024, que apesar de ser diferente dos trabalhos anteriores, possui ótimos momentos.

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sexta-feira, 13 de março de 2026

As Radioativas: Cuidado Garota (2013)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Sabe quando você ouve um disco e tem a certeza que ele seria um sucesso? Foi realmente essa a impressão que tive quando escutei esse primeiro e infelizmente único registro desse quinteto paulista, que praticava um rock and roll visceral de pegada bluesy, polvilhado com um tempero punk.

Produzido por Luiz Calanca e lançado pelo selo Baratos Afins, "Cuidado Garota" começa com Isso é Rock and Roll, que é aquele som com cheiro de boteco. Enquanto eu Fujo de Você é pegajosa e a faixa título é dona de guitarras incríveis.

Lucille é bem dançante, Stupid Boy é debochada, Bad Girl é minimalista com solos deliciosos. Seja Você cola na mente, Doce Ácido é a mais introspectiva do disco e a saideira com Longo Tempo aposta num blues contagiante.

Um puta disco que tinha tudo para alcançar vôos mais altos, mas não foi o que aconteceu, sendo que encerraram as atividades e pelo que está nas redes sociais, o lance terminou de forma nada amigável.

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quinta-feira, 12 de março de 2026

Belle: Histórias (2010)

Por João Messias Jr.
Imagem: Reprodução 

Lembro quando conheci o som do quarteto, sendo mais preciso no programa "Acesso MTV", em um dos últimos suspiros da emissora. Lembro que em uma das edições dele, o Belle mostrou as músicas do seu recém lançado disco, "Histórias", de 2010.

Lançado em 2010 via "Atração Fonográfica" e empresariados pela Monika Cavalera, o trabalho chama a atenção pelo som energético e vozes agressivas (para o segmento do poppy punk), com momentos mais introspectivos e inserções eletrônicas, que deram um brilho a mais nas canções.

A faixa título inicia os trabalhos. Pegajosa, é aquela música que cresce durante a audição até chegar no refrão apoteótico, assim como a seguinte, Incerteza. Nada vai Mudar ganha momentos introspectivos que foram bem sacados. Não Vá é bem melancólica e 24 Horas é de arrepiar, de tão energética e vibrante.

Sonhos chama a atenção pela divisão de vozes, Consciência conta com ótimos riffs, Amanheceu é outro momento apoteótico do álbum. Vícios é bem pesada e Recomeçar gruda na mente de forma imediata.

Viver Bem é a saideira do disco e aposta numa frequência mais acústica, que soou muito bem e apesar de soar diferente , manteve o brilho do álbum, que é linear.

Infelizmente, assim como surgiram, desapareceram

segunda-feira, 9 de março de 2026

Anoxika: As Fadas Morrem ao Amanhecer (2010)

Por João Messias Jr.
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Assim como o Toyshop, o Anoxika foi uma banda que escutei muito, mas muito mesmo. Lembro que fiquei muito interessado em conhecer o som do quinteto quando vi um anúncio da Oversonic Music, selo que lançou a banda na época.

Para quem não os conhece, praticam uma mescla de punk, hardcore, pop, com um pouco de metal aqui e ali, que é pesado, coeso e melódico nos momentos certos.

Com uma ótima produção e um encarte com todas as informações necessárias, o cd tem início com Hey Now Do, que é energética e com caixas para o ska, Mr. Otario é um dos hits do disco. Pesada e com muitas camas de voz, daqueles sons de colocar no repeat a todos instante.

A faixa título é a mais metal do disco. Sombria e com um refrão de impacto, gruda de imediato. Espinafres em Dó Maior é bem visceral e Cadafalso se destaca pelas referências do tango e flamenco.

Promessas Imperfeitas é perfeita para as rodas, Os Cães Não Olham para o Alto tem um refrão sensacional, A Lasanha e o Porco Espinho é bem radiofônica e Terra Prometida é puro peso com partes explosivas.

A reta final do disco vem com a emocional Pelo Espelho e Flores, Bombons e Violência Gratuita encerra o álbum de forma energética.

Um disco que rendeu muitos frutos para a banda. Para se ter uma ideia, tocaram no quadro "Garagem do Faustão", lançaram um segundo disco por uma gravadora maior. Mas o último registro da banda é um single de 2020. Espero que a banda retome as atividades em algum momento. 

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domingo, 8 de março de 2026

Toyshop: Candy (2016)

Por João Messias Jr.
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Sabe aquele disco que você escutou demais quando foi lançado e ouvindo esporadicamente ele mantém a mesma vibe? Esse é o sentimento redescobrindo esse clássico do underground uma década depois. Mas essa admiração começa anos antes.

Banda formada em 1994, que tinha em sua formação a vocalista Natacha, o guitarrista Val Santos (ex-Viper) e o baterista Guilherme Martin (Viper, Zumbis do Espaço) com um nome Party Up, que fazia um poppy punk energético que tinha como referências Metallica, Ramones e Balão Mágico. Lançaram um disco muito legal, que tinha o hit Daydream, que fez muito sucesso aqui. 

O tempo passou e em 2016 eles lançaram o segundo cd da carreira, que não só mantém a proposta sonora, como mostra maturidade e faz deste o melhor trabalho da banda. Running Out inicia o álbum com muita energia, assim como Tomorrow. Nothing I Can Do coloca todo mundo para dançar e a faixa faixa título è um mix perfeito entre Ramones e B52s.

Take My Hand é a balada do disco, All Away retoma a energia e Nowhere to Hide é arrepiante, Back to You coloca o ouvinte pra dançar, Saturday Night é bem visceral, com violões country bem colocados e se encerra com uma versão mais intimista para Daydream do primeiro álbum, que ficou bem legal.

Como eu digo, se alguém está falando de um disco que foi lançado a uma década atrás, é porque ele é no mínimo relevante e Candy é um puta álbum de se ouvir várias vezes sem perder a empolgação.

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quinta-feira, 5 de março de 2026

Lacuna Coil: Sleepless Empire (2025)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

O Lacuna Coil é uma banda que até hoje eu não entendo porque eu simplesmente deixei de acompanhar. Claro, que durante esses anos vi que lançaram álbuns, vieram mais algumas vezes ao Brasil. Porém o fato é que nunca mais ouvi seus discos.

Da mesma forma que deixei de escutar, resolvi ouvir novamente. Primeiro adquiri "Delirium", de 2016 e recentemente o mais recente trabalho do grupo, "Sleepless Empire", lançado em 2025 por aqui via Urubuz Records.

Para aqueles que não conhecem os italianos, que beiram as três décadas de existência, começaram inseridos no gothic/doom. Com o tempo, inseriram novas referências como new metal, groove metal, pop, metalcore é com isso se consolidaram como uma das melhores bandas de rock/metal do planeta.

Contando com uma ótima produção e projeto gráfico de primeira, o álbum tem início com The Siege, que é pesada é cadenciada, Oxygen se destaca pelos guturais bem encaixados e Scarecrow lembra o clássico "Shallow Life", que pra mim è o melhor álbum da banda até hoje.

Gravity começa bem sacra, ganha elementos eletrônicos e um refrão melódico interessante, O Wish You Were Dead é pop e legal pacas , Hosting The Shadow é agressiva e conta com Randy Blythe (Lamb of God), In Nomine Patris mescla climas etéreos e a faixa título é bem hipnótica.

A trinca final do disco vem com Sleep Paralysys é caótica, In The Meantime é bem densa e conta com a cantora Ash Costello e Never Dawn encerra o álbum que é bem agressiva, além de ter um refrão poderoso. Um puta disco dessa galera que me faz questionar porque fiquei tanto tempo sem ouvi-los.

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terça-feira, 3 de março de 2026

Battle Beast: Steelbound (2025)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

São mais de duas décadas de estrada, muitos shows e um crescimento gradativo com o lançamento de seus álbuns. Spellbound, sétimo disco de estúdio, não apenas aponta mais passos dessa escalada, como também aponta novos rumos.

Para quem não conhece o som dos finlandeses, eles praticam uma espécie de nova onda do power melódico, só que com timbres mais modernos e uma (agora ex) vocalista que realmente faz o lance acontecer: Noora Louhimo

Quem acompanha a frontwoman desde que integrou a banda, percebe a evolução não só do grupo, mas dá extensão de sua voz, que em alguns momentos lembrava a Doro Pesch e com o tempo deixou a referência de lado, imprimindo um vozeirão poderoso, melódico e agressivo nos momentos certos.

Com uma uma ótima produção e trabalho gráfico de primeira, Steelbound tem início com The Burning Within, dona de riffs pesadíssimos e um refrão pop sensacional. Já Here We Are os teclados são mais na cara,  enquanto a faixa título do cd é aquele som envolvente, feito pra dançar, totalmente pop, super bonder, com um refrão apoteótico.

Twilight Cabaret vem com referências da música latina, caribenha e fusion, num mix sensacional. Last Goodbye é bombástica, The Long Road é um interlúdio épico. Blood of Herpes mantém a vibe épica com sutis toques folk. Angel of Midnight é outro momento dançante do disco, totalmente AOR, com a atmosfera dos anos 80.

Riders of The Storm mescla o folk com teclados dançantes e Watch The Sky Fall é a saideira do disquinho, com riffs na cara e vozes pra lá de grudentas, coroando esse disco vencedor.

Embora não apresente nada de novo, Steelbound é tocado de forma envolvente, em especial a atuação de Noora Louhimo, que deixou a banda em dezembro/2025 para focar em sua carreira solo. Os remanescentes já anunciaram a igualmente talentosa Marina La Torraca (Exit Eden, Phantom Elite, Avantasia), o que nos anima para a nova era de ambos os lados.

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domingo, 1 de março de 2026

Baby Animals: Baby Animals (1991)

Por João Messias Jr.
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Formada em 1989, na Austrália, tendo como figura central a vocalista/guitarrista Suze De Marchi, que apresentava um hard pop coeso e moderno, daqueles gostosos de ouvir. Com uma capa manjada e interessante (a moça na frente e a banda desfocada no fundo) e uma ótima produção a cargo de Mike Chapman (Suzi Quatro, Blondie), o álbum tem início com Rush You, que é um hard certeiro, Early Warning é bem grudenta, enquanto Painless tem um refrão bem sacado.

Make it End é mais introspectiva, Big Time Friends é influenciada pelo country e Working for The Enemy encerra o lado a do vinil num balanço equilibrado entre hard e pop. A outra metade do vinil abre com One Word, que é bem pop, Brake My Heart é uma balada interessante, Waste my Time mescla hard e funk, assim como One Too Many e Ain't Gonna Get encerra o álbum de forma vigorosa.

Um puta disco que agradará em cheio a galera que viveu a época e fãs de hard pop.

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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Hellbenders: Peyote (2016)

Por João Messias Jr.
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Assim como o Electric Sky, o Hellbenders é uma banda cheia de histórias legais. Hoje vamos falar de Peyote, segundo álbum dos goianos. Lançado em 2016, chama a atenção por ter sido concebido por meio de financiamento coletivo. Após essa etapa, foram gravar no Rancho de La Luna (Estados Unidos), cujo resultado é um álbum pesado, selvagem e repleto de densidade.

Outra coisa legal é a versão em vinil, formato gatefold, bonito pra caramba, disco na cor roxo e contou com a distribuição da Heart Bleeds Blue, selo que apesar de ter encerrado as atividades, foi de suma importância no cenário rock nacional.

Para quem não conhece o quarteto, eles tocam um stoner alternativo, que bebe em fontes como Black Sabbath, Life of Agony, Sonic Youth, Kyuss e Queens of The Stone Age e já mostra as credenciais em Bloodshed Around, com seus riffs densos e vozes hipnotizantes, Memorize It é bem visceral, enquanto The Hunter é quebradona e com "cheiro" da década de 1990.

Possibilities Among Desire encerra de maneira caótica o primeiro lado do LP. A outra metade da bolacha tem início com Where I Hide de forma pesada e macabra. The Sea possui climas psicodélicos, Bigger Inside Out é angustiante e provocadora e New Jam (dona de um videoclipe bacana), começa introspectiva, ganha climas a lá Sonic Youth, com um final visceral, que encerra esse disco fantástico.

Para curiosidade, Peyote é um cacto sem espinhos com propriedades psicoativas....
 
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Electric Sky: Electric Sky (2022)

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O Electric Sky é uma banda com passado, presente e futuro, pois é formada por atualmente 4/5 da formação que gravou um dos discos mais emblemáticos do thrash nacional. Falo de "Disturbing The Noise", terceiro álbum dos thrashers do Attomica. Fato que nem tudo dura para sempre, então o tempo passou e essa rapaziada uniu forças e montou esse novo grupo, que em 2022 lançou seu primeiro full.

Mantendo o peso e a coesão dos antigos tempos, agora a nova empreitada faz um mix interessante de hard/heavy/stoner, que contagia de primeira, que agradará em cheio os fãs dos anos 80. Contando com uma produção contemporânea (ótimos timbres), o trabalho começa com Altered States, que tem riffs arrastados e ritmo contagiante. The Vessel é visceral e Dig Down Deep cola na mente.

Nightmare tem toques southern, Electric Skies é cadenciada é pesadona, Human Grinder lembra bastante o grunge, Stand Up possui um puta refrão e Life Ain't Easy se destaca pelas vozes, que lembram Ray Gillen (Badlands) e Andria Busic (Dr. Sin).

Vale lembrar que esse álbum saiu em vinil pelo selo "Amigos do Vinil" e em 2024 lançaram o single Colors, que mostra que vem coisa muito boa pela frente.

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Open The Coffin: Once Alive Always Dead (2025)

Por João Messias Jr.
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Falar do Open The Coffin é reverenciar um dos pilares do underground nordestino: Claudio Slayer. Músico atuante no cenário a mais de três décadas, por ter atuado ou ainda na batalha em formações como Agoniza, Insane Death, Deuszebul, Expose Your Hate, Son of a Witch, entre tantos outros e que desde 2018, tem a sua "empreitada solo" com o Open The Coffin.

Desde então foram um EP e dois fulls, sendo que a mais recente obra "Once Alive Always Dead", lançado em 2025 via Black Hole Productions. Para quem não conhece o grupo, ele bebe na fonte do death metal praticado nas décadas de 1980/1990: cru, cavernoso é extremamente maléfico, com um tempero europeu, onde as inspirações em formações como Sinister, Entombed e Dismember são mais que evidentes.

Que dão um molho especial a obra, que tem uma ótima produção e excelente projeto gráfico, apresenta músicas bem executadas, com quatro minutos de duração, começa com Burn my Coffin, que possui uma rifferama infernal. Tomb Number 666 é impiedosa, a faixa título é perfeita para bangear.

Carnivorous Abomination é crua e visceral, Embraced by The Grave possui riffs na cara e vozes moribundos. Decaying Flesh é um rolo compressor, Zombified (dona de um vídeo clipe bem legal), possui inspiração no thrash e andamentos que colam na mente.

O álbum se encerra com Tudo Pertence a Morte, uma cacetada que alterna momentos extremos a outros de puro respiro, onde a única certeza que temos é que após o som, um Dorflex será mais que necessário.

Mais uma evidência que o cenário brasileiro, seja em qual frente for, é o melhor do planeta.

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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Old Gravers: From The Dephts of The Grave (2025)

Por João Messias Jr.
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O Old Gravers é uma banda gaúcha que, se contarmos com os tempos do antigo nome (Old Grave), são dez anos de estrada. Com o nome atual já são dois lançamentos, uma demo e o debut "From the Dephts of The Grave", que é mais um lançamento da UBL (Union of Black Labels), selo que com toda a certeza dará o suporte para que o grupo dos pampas eleve o nome no cenário.

Praticantes de um death metal que tem como referência as décadas de 1980/1990, que se destaca pelas passagens cadenciadas, vozes cavernosas e aquele sentimento "de fã para fãs".

Com uma boa produção e um projeto gráfico honesto, o que nos resta é ouvir as canções. Holy Men Feed The Flames chama a atenção pelo bom trabalho de guitarras e ritmo arrastado, como todo fã do "metal da morte" curte. Symbol of Fools é ríspida e crua, Old Grave é mórbida e Parasite Christianity mescla rock and roll com um groove matador.

Espíritos Impuros é fúnebre, Beyond the Big Iron Gate tem momentos hipnotizantes, Nocturnal busca inspiração no thrash e Death Empire chama a atenção pelas linhas inspiradas de bateria e guitarra. 

O álbum de encerra com Don't Need Religion, que é um cover do Motörhead, que uniu o melhor dos dois mundos: ficou a cara da banda, sem descaracterizar a original.

Um puta disco, sem invencionices, com quatro caras apenas querendo fazer metal, sem frescuras.

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sábado, 14 de fevereiro de 2026

Creatures: Creatures II (2025)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Esse é o segundo álbum do quarteto, que após uma bem sucedida estreia, vem com um trabalho que tem tudo para alavancar a carreira do grupo. Mantendo o hard/heavy caracteristico, só que com uma dose de "over" em tudo, deixou o álbum sensacional, onde todos os sons tem potencial de hit.

Antes de irmos para as músicas, vale dizer que o trabalho tem uma excelente gravação, projeto gráfico vistoso, graças aos tons de roxo e preto, possui canções de quilate. Inferno inicia o álbum, é uma intro repleta de melodia, abre caminho para Devil in Disguise, dona de muita malícia e agressividade. Night of the Ritual é mais pesada e sombria, enquanto Beware The Creatures é pra lá de envolvente, com um clima épico e solos que remete o ouvinte ao saudoso Criss Oliva (Savatage).

Dreams é bem AOR, Queen of Death tem um pique apoteótico, Pure Madness seduz pelos coros, que ganha você "facinho". Nothing Last Forever é a power ballad do álbum e Path of The Night encerra o track normal do álbum, com riffs hipnoticos e excelentes solos.

A versão nacional do álbum possui dois bônus. Uma versão extendida para Beware The Creatures é um cover sensacional para Perfect Illusion, da Lady Gaga, que é muito mais true que os ditos reais do cenário.

Pesado, bem elaborado e num mundo justo, levará o quarteto a outros patamares.

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Trovão: Diamante (2025)

Por João Messias Jr.
Imagem: Divulgação 

Uma das melhores bandas do cenário nacional hoje em dia! Formada em 2008 pelo vocalista e mente, Gustavo Trovão (ex-Selvageria), consiste em fazer um som inteligente e bem elaborado, que funde o hard/heavy praticado no Brasil na década de 1980. Só que em "Diamante" consegue uma grande façanha por causa dos teclados. Com o instrumento mais em evidência, a banda deu uma cara mais AOR as canções, o que deu um resultado fenomenal as músicas, TODAS com status de clássicos.

Bem produzido (felizmente não é uma produção inspirada na época) e com um projeto inspirado nos 80, com um encarte em  preto e branco, tem início com Preso ao Passado, totalmente envolvente, assim como a seguinte, Seres da Noite, onde é automático dançar e viajar nos sons.

Após duas musicas mais AOR, Trovão (a música) é mais rock and roll, repleta de passagens espetaculares. Até o Fim a vontade de bater cabeça é instantanea, Olhos da Cidade é viciante e a faixa título é feita para os palcos.

Não Lembre Mais de Mim é um cover da banda carioca Vapor e ficou sensacional, totalmente hard com um refrão no mínimo inspirador. Sociedade Corrompida é bem cadenciada e Insanidade, que encerra o disco, possui linhas de voz mais introspectivas e um refrão matador.

"Diamante" é daqueles álbuns de ouvir de ponta a ponta e admito uma coisa: quem ouvir o disquinho e não sentir nada, procure um médico.

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Publicações Impressas: Lucifer Rex (2025/2026)

Por João Messias Jr.
Imagem: Arquivo Pessoal.

Resistência e Resiliência!

Não há outra forma de iniciar essa resenha, pois estamos falando da maior publicação destinada ao cenário underground. Sem desmerecer o legado de revistas como Roadie Crew, Rock Brigade e Valhalla, pois a proposta é criar um veículo físico totalmente dedicada a música extrema (ou necro underground) e que com certeza elevará esse nicho a um novo patamar. Para quem gosta de comparações, levando pra música, foi o que grupos como Covenant e Dimmu Borgir fizeram no black metal nos anos 90/2000.

Contando com uma excelente diagramação, é composta uma galera experiente, a nova edição une entrevistas bem detalhadas e fundamentadas, feitas com bandas de destaque como Wolflust, Mavra, Onoskelis, Eminent Shadows, Cavalo Bathory, o ilustrador Rubens Azoth, além de "extras", tendo textos sobre black/death metal, além de um especial sobre os primeiros anos do Sarcófago, o que conecta a antiga e atual geração da música extrema.

A segunda edição acertou em cheio, agradará os fãs do site é daqueles que adquiriram o primeiro número, em projeto que tem tudo para durar anos. Agora o compromisso é nosso para que essa iniciativa inteligente e ousada não fique pelo caminho.

Link da resenha no YouTube:
https://youtu.be/1bfzlN0j0xk

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Publicações: Homicidal Maniac

Por João Messias Jr.
Imagem: Arquivo Pessoal

Falar de publicações impressas é como voltar no tempo, relembrar dos meus primeiros dias do metal, quando você descobre que o estilo é muito mais que Iron Maiden e Kiss. Quem tem entre 40/50 anos, vai se lembrar dos fanzines, que eram publicações xerocadas em máquina de escrever ou manuscritos, que eram em sua maioria distribuídos em lojas especializadas.

Chegaram recentemente dois exemplares da newsletter "Homicidal Maniac", que é organizado pela galera do selo Kill Again Records, pessoal de suma importância ao espectro oitentista do estilo.  

Tenho em mãos os exemplares #6 e #8, de 2023 e 2025, respectivamente, que é um quitute aos amantes do estilo: entrevistas longas e o mais importante: conduzidas de forma apaixonante, fugindo do esquema jornalístico redondo. E não se trata de uma crítica ao que é feito hoje, apenas vale dizer que esse lance mais intenso funciona muito bem na Homicidal Maniac.

Aos interessados, visitem o site da Kill Again Records  e ao adquirir material, creio que o pack virá com um exemplar desse artefatos monstruoso, cuja única ressalva fica pelo nome, pois é muito mais completo e elaborado que um newsletter. Acho que fanzine seria o nome ideal.

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Shadowside: Dare to Dream (2009)

Por João Messias Jr. Imagem: Divulgação  Só o título do segundo álbum do quarteto faz você querer conhecer o som da banda. Afinal, numa trad...